quinta-feira, 17 de outubro de 2024

MINHA LIÇÃO DE CASA

 








Mestre,

Só pro hoje,

finja que está tudo bem

e que tudo está bem,

acredite que há sim uma esperança,

que é 'desse tamaninho', mas há.


Só por hoje,

faça de conta que 'eles' estão olhando por você

e que seus alunos são os melhores,

apesar de parecer que estão distantes,

mas você está longe de estar longe.


Só por hoje,

tenha certeza que valeu a pena

ter aberto mão de muitas, muitas coisas 

(só por amor).


Só por hoje,

você sabe que sua voz já se perdeu no tempo,

faz tempo,

e mesmo assim você continuou,

você é teimoso, 

determinado, 

dedicado.


E, só por hoje,

comemore, 

ria, 

chore, 

chore de alegria,

de satisfação,

de dever cumprido,

pois a sua

é a mais linda profissão que existe.



Dobrada, 15 de outubros.




sexta-feira, 4 de outubro de 2024

SEQUELAS LUSITANAS (A CULPA É DE QUEM?)




No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.


O Amado Pai Celestial teve um trabalho danado pra armar esse circo tão cheio de atrações, muitas esplendorosas e outras tantas bizarras, enfeitou o Planeta Azul com belas paisagens, lindos rios, verdíssimas e diversificadas florestas e sinuosas montanhas em um desenho magistral, milhares de animais que classificaram como irracionais, mas estrahamente esses bichos não invadem o espaço do seu semelhante, nem cobiçam as parceiras dos outros e muito menos matam por matar, enquanto aquela turminha conhecida por racionais... Meu Deus do céu, onde será que o Senhor falhou tão feio assim nessa criação que ficou tão estupidamente medíocre? Será que Ele se distraiu?

Vamos deixar pra lá o resto do mundo que não nos interessa e focar aqui na nossa pátria amada, idolatrada. 

Nós, habitantes desmerecedores do que resta desse quase paraíso chamado Brasil estranhamente comemoramos a vitória do presidente de outro país e arrebentamos com o nosso, seja ele quem for. Celebramos tradições gringas, como o Halloween e a Black Friday, nada de mais, já que as culturas de outras nações são importantes, assim como o Natal, mas o triste é que ignoramos as nossas ou sequer conhecemos, acompanhamos escolas organizando grandes eventos com a criançada fantasia de bruxas berrando 'doces ou travessuras' sem nem mesmo saber o significado daquilo tudo e nosso rico folclore com seus personagens como o Saci Pererê, a Cuca, o Boto cor de rosa, Iara, a mãe d’água, Curupira, Mula sem cabeça e tantos mais sendo legado ao esquecimento, e tampouco sabem que o ‘Dia do Folclore’ deveria ser comemorado em 22 de agosto. Para piorar, estamos trucidando nossa língua pátria transformando as palavras e frases desnecessária e pateticamente, não raro caindo no ridículo com tanta ignorância. 

Nós não aguentamos mais essa canalhice toda, desde que percebemos que estavávamos vivos nos vimos no meio dessa podridão assistindo a essa bandidagem nos passando a mão. Ainda que o moleque Gonzaguinha avisou que 'a gente não está com a bunda na janela pra passar a mão nela'. Você, sua família  e quase todos que conhece estão sobrevivendo num inferno vendo esses malditos rindo da tua cara feia, sofrida e pobre. Uma corja que está se lixando pro teu país e muito menos pra você que é tão burro que fica discutindo e brigando com seus amigos, parentes e qualquer um defendendo esses canalhas. E o que dizer desses seus concidadãos e concidadãs se comportando como  autênticos calhordas sem a menor educação. 

Não fique tão feliz, você também faz parte desse combo estragado e sua colaboração para essa destruição está sendo essencial. É isso mesmo, meu nobre e miserável amigo ou inimigo, e tem mais, você vai trabalhar como um camelo até morrer? Pode apostar.

Agora deve está se perguntando o que é tudo isso? Quem são essas pessoas? O que eles querem? Eu não fiz nada, só trabalho e tento viver. Eu não sei, e você, sabe? Vamos então tentar entender essa desgraceira que nos esfola há tempos e porque essa gente toda do nosso segregante país sempre foi tão serviçal e enrustida sem saber o que fazer nem pra onde ir e quais os motivos por sofrermos desse impregnado colonialismo esse incurável complexo de vira-lata. 

A história pode ser contada de várias maneiras, até de trás pra frente, tanto faz, mas vou trilhar aqui por algumas vias sinuosas e esburacadas com momentos pitorescos, meio de ponta cabeça, mas sem sair da fidelidade para que a coisa não se destoe ainda mais (se é que é possível).

Desde que nascemos nossos pais e nossos professores nos contam histórinhas infantis bem bacanas e entre elas a mais interessante e engraçada de todas que eles chamam de "O descobrimento do Brasil". Lobotomizado nossos cérebros com essas cascatas. Até  hoje essa turma quer que acreditemos que demos as caras para o mundo num 22 de abril do ano de 1500 (repare que nem feriado é), mas não acredite nessa balela que o país foi ‘descoberto’ nessa data por um português. Esquece, não é nada disso, nossas terras são habitadas há cerca de 22 mil anos desde a chegada de humanos aqui na América do Sul. Então ninguém descobriu coisa alguma, a turma já estava perambulando por aqui faz tempo.

A história que remete ao período anterior à chegada daquela portuguesada abilolada sob o comando do desorientado Pedro Álvares Cabral com sua frota de caravelas e naus, sendo a Anunciação uma das caravelas mais conhecidas, e a Nau Vitória (ou El-Rei), eram as canoas furadas, era que conhecemos como ‘Pré-Cabralina’ e não ‘Pré-História do Brasil’ (mas isso é outro papo, coisas da arqueologia), as terras brasileiras eram habitadas por milhares de ‘povos indígenas’, são esses os legítimos donos desse imenso terreno de 8.510.000 km², são esses caras que têm a escritura original. Mas e nós, o que somos nós? Somos donos de quê? Nós? Não passamos de autênticos grileiros, não somos donos de merda nenhuma, nem dos nossos narizes. Nossa escritura é tão autêntica quanto o ‘mundial’ do Parmera ou um certo cartão de vacinação que andou circulando por aí.

A escravidão dos negros vindos da África instituida no Brasil, também conhecida com o suntuoso título 'Sistema escravocrata brasileiro', começando na era colonial e terminando pouco antes do fim do Império no século XIX, e também os índigenas antropófagos que praticavam a escravidão entre eles lá na era Pré-Cabralina. Naquela época os brancos também não escaparam da escravidão no Brasil, foram escravizados, em menor escala, durante os períodos do Brasil Colônia onde degredados brancos eram enviados de Portugal para trabalhos forçados na colônia e, posteriormente, portugueses foram feitos escravos por invasores holandeses. Estas práticas escravistas, seja para árduos e desumanos trabalhos nos engenhos e fazendas ou o canibalismo exibicionista dos índígenas está diretamente ligada à essa praga que carregamos no lombo até hoje, acompanhamos a escavidão por todo o país, são as sequelas daquele período sórdido, como virou moda no Brasil o uso de eufrmismos para islusoriamente amenzar os sofrimentos, estão chamando essa prática de 'trabalhadores em condições análogas à escravidão', a impressão que se tem é clara de que somos eternos escravos de um sistema tão contaminado que não conseguiremos jamais nos livrar e também vai nos ajudar a entender toda essa nossa história destrambelhada.

Firmou-se assim o ‘Tratado de Tordesilhas’ em fins do século  XV em um cenário em que uma comunidade seminômade subsistia da caça, da pesca e da agricultura bastante rudimentares. Só depois de muita bateção de cabeça da corte de além mar (ora pois!) começamos a ser comandados por 12 donatários nas 15 capitanias hereditárias, é claro que esse método não deu em nada. Sim, já começamos errado. Depois do fracasso das capitanias, foi criado o ‘Estado do Brasil’ com a consequente implantação do Governo-Geral. O primeiro foi de 1549 a 1580, que tinha como sede colonial a recém fundada cidade baiana de Salvador e quem assumiu o cargo foi um português de nome Tomé de Souza, entre suas realizações criou o ‘Regimento do Governador-Geral’ determinando os cargos políticos, algo parecido com essa festança tal qual conhecemos hoje, fundou as primeiras cidades no Brasil, mas foi exonerado a bem do serviço público.

Em 1808 a corte lusitana veio de mala e cuia pro Brasil com o rabo entre as pernas fugindo da subjugação da França quando o Príncipe-Regente Dom João de Bragança, que além do título de Príncipe do Brasil, por varonia, acumulava os títulos de Duque de Bragança, Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Ourém, Conde de Arraiolos e Conde de Neiva. Tentem calcular o valor de sua aposentadoria. Esse multi-instrumentista arreganhou nossos portos para tudo que é mercenário e aventureiro e nas horas vagas fundou o Banco do Brasil, esse mesmo que vem te desfalcando educadamente desde que nasceu. Um pouco mais adiante, em 1815, a Dona Maria I de Portugal conhecida também como 'A Piedosa' ou 'A Louca', rainha de Portugal e também rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves,  de 1815 a 1816, a gulosa acumulava 3 coroas. Seus descendentes devem receber salários até hoje.

Em 1822, mais precisamente no dia 7 de setembro às margens de um fio de água nas proximidades do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro de Alcantara no lombo de uma desolada mula, soltou um berro e dizem que com isso o Brasil se tornou independente de Portugal, (anos atrás essa data completou 200 anos, mas por azar era um momento estranho do país e ninguém deu bola) colocaram uma coroa em sua cabeça apelidando-o de Dom Pedro I. Mas logo deu sua coroa de presente pro seu filho de 5 anos, que tinha pouca idade mas muitos sobrenomes, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, mas como o guri ainda usava fraudas teve que esperar até que deixasse de chupar chupeta e tomar leite na mamadeira aos 14 anos para assumir o trono, seu apelido, Dom Pedro II, sim, ele mesmo, o pai da princesa Isabel, a moça da Lei Áurea de 1888 que assinou um papel a lápis e sem ler concedendo liberdade aos escravos que ficaram zanzando por aí sem saber pra onde ir nem ter o que fazer, pois desde que nasceram foram escravos. E assim estão até agora.

Depois de um tempo, no ano de 1889, apareceu um tal Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que é famoso por ser o primeiro presidente republicano do Brasil, este cidadão deu início a essa patifaria toda que conhecemos e amaldiçoamos hoje em dia, ele fundou a República Velha com a Proclamação da República se estendendo até 1930 com o aparecimento do senhor Getúlio Vargas vindo lá de São Borja nos cafundós do Rio Grande do Sul bem na fronteira com a Argentina. Mas bah, tchê!

Pois então, meu caro espectador inerte do caos, saiba você que a razão por sermos assim tão boçais e estarmos nesse inacreditável mar de lamas não é só por causa desse sujeito, o Marechal Deodoro, o primeiro, o invasor, o separatista;

Nem do Floriano Peixoto, o populista, que disse ‘não’ ao ‘estado de sítio’ e ‘sim’ à reabertura do Congresso. "O Marechal de Ferro" ou "Consolidador da República", seu governo abrange a maior parte do período da história brasileira conhecido como ‘República da Espada’. Assumiu a república de forma ilegal após a renúncia de Deodoro da Fonseca, uma vez que com a Constituição de 1891 em seu artigo 42 dizia: "Se, no caso de vaga, por qualquer causa, da saída da presidência ou vice-presidência, não havendo ainda decorrido dois anos do período eleitoral, proceder-se-á uma nova eleição". Mesmo assim houve a posse de Floriano e esta foi interpretada na época como um retorno à legalidade (se lembrou do Zé Ribamar Sarney em 1985?);

Nem do Prudente de Moraes, que dá nome a muitas ruas por aí, foi eleito pelo povo, gostava só dos paulistas e dos mineiros, ou seja, era café com leite. Foi o primeiro presidente do Brasil a ser eleito pelo voto direto e o primeiro presidente civil do Brasil. Era pacificador; 

Nem do Campos Salles que já chegou endividado, aquele do plano 'Funding Loan’, alguma coisa como uma grande produção com preço baixo, era o Brasil em liquidação. A banca da feira livre. Desenvolveu a sua Política dos Estados mais conhecida como 'Política dos Governadores', através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, segunda fase da República Velha;

Nem do Rodrigues Alves, o da ‘Revolta das Vacinas’, o povo contra a vacinação da varíola, muitos protestos e um punhado de mortes. Filme medonho assistido por nós recentemente protagonizado por artistas do terror que, feito zumbis, por aqui ainda vagueiam. São os descendentes daquela linhaguem imbecilizada;

Nem do Afonso  Pena, superprodução de café, de novo a banca do saldão na bacia das almas. Não gostava do café com leite, só de mingau com aveia;

Nem do Nilo Peçanha, assumiu a presidência da República após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de junho de 1909 e governou até 15 de novembro de 1910. É patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil. Ficou apenas 1 ano e meio, gostava dos índios;

Nem do Hermes da Fonseca, também marechal, o da ‘Revolta das Chibatas’, sobrinho do Deodoro, o primeiro, gostava dos militares, mas não dos marinheiros;

Nem do W(V)enceslau Braz(s), o caseiro. Definiu seu governo como o "Governo da pacificação dos espíritos", que buscou o entendimento nacional depois do conturbado governo de Hermes da Fonseca. Em seu governo ganhou alguns ‘presentes de gregos’ assumindo em plena primeira guerra mundial os chamados "3G": A Grande Guerra, (como se chamava, na época, a Primeira Guerra Mundial), a Gripe Espanhola, e as Greves de 1917;

Nem do Delfim, o Moreira, não o Netto, que apareceu bem depois, também ficou só um pouquinho, mas deu tempo de mexer no Código Civil que não resolveu porcaria nenhuma, continua uma grande merda até hoje;

Nem do Epitácio Pessoa da ‘Lei de Repressão ao Anarquismo‘, gostava dos nordestinos;

Nem do Arthur Bernardes, o censor, sem liberdade de imprensa e teve como cenário a ‘Revolta  Tenentista’;

Nem do Washington Luís, que deu nome à Rodovia com um milhão de pedágios, um a cada meia dúzia de árvores. Era o fim da ‘República Velha’, crise de 1929 e início da ‘Revolução de 1930’, uma polvorosa e tanto;

Nem contar com Júlio Prestes que foi eleito diretamente, mas não assumiu em razão da Revolução de 1930;

Nem a Junta Governativa Provisória de 1930, também conhecida como Primeira Junta Militar ou Junta Pacificadora, foi um triunvirato governamental militar composto pelo General Augusto Tasso Fragoso, Almirante José Isaías de Noronha, e General João de Deus Mena Barreto. Assumiram o governo brasileiro de 24 de outubro (dia em que Washington Luís foi deposto) a 3 de novembro de 1930 (data da posse de Getúlio Vargas), impedindo a posse de Júlio Prestes, que ocorreria no dia 15 de novembro;

Nem do Getúlio, outro gaúcho, tchê, que se beneficiou daquela mesma Revolução de 1930, depondo o Washington Luís para perpetuar durante 15 anos no poder, o Lula tá tentando bater seu recorde;

Nem do José Linhares, entrou com o fim da ‘Era Vargas’, queria uma nova Constituição;

Nem do Eurico Dutra, surgiu lá do Pantanal e batizou uma rodovia, também com um milhão de pedágios e promoveu as liberdades e as igualdades, só faltaram as fraternidades;

Nem do Getúlio, de novo, voltou para criar a Petrobras e ajudar os trabalhadores, que saiu do poder e também da vida para entrar na história;

Nem do Café Filho, era o vice do Getúlio, conciliador, gostava dos militares, era também um liberal, mas de verdade e não falsificado como o senhor Paulo Guedes;

Nem do Carlos Luz, que passou pra dizer ‘olá’ e só ficou por 2 dias, não aguentou e ficou doente;

Nem do Nereu Ramos, que também adoeceu e só ficou por 1 ano, foi ser ministro do JK;

Nem do Juscelino Kubitscheck, conhecido também por JK, o presidente minerim uai, aquele mesmo da ‘potência subdesenvolvida’ com seu famoso ‘Plano de Metas’, inaugurando o ‘Brasil das utopias’ uma grande alegria que entorpeceu todo mundo e perdura até os dias de hoje;

Nem do Jânio, aquele estranho senhor da vassoura com falas engraçadas que pediu para sair após 7 meses depois de medidas ‘importantes’ como congelamento dos salários, desvalorização da moeda e restrições ao crédito conclamando ‘Fi-lo porque qui-lo’, uma afronta à nossa gramática;

Muito menos o Ranieri Mazzilli, o eterno interino, governou por 13 dias entre a saída de Jânio Quadros e a entrada de João Goulart, o Jango, aquele das cartas misteriosas;

Nem o Jango, deposto pelos militares em 1964, no golpe (é assim que se dá um golpe, entenderam?), gostava das empresas brasileiras e das reformas;

Muito menos de novo o Ranieri Mazzilli, o eternamente interino, governou por outros parcos 13 dias, nem cumpriu o estágio probatório;

Nem o Castello Branco, outro nome de rodovia pedagiadamente absurda, estava no meio da era batizada como  ‘‘Ditadura Militar no Brasil’, também conhecida como os ‘anos de chumbo’, onde implantou toda a estrutura de repressão pelo país, com muitos choques, muitas valas e muitos ‘convites’ com passaportes para viagens um tanto forçadas e que nada mais era que um pretexto para combater a subversão e a corrupção (conversinha pra boi dormir), mas suprimiu direitos constitucionais, perseguiu e censurou os meios de comunicação, extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo. Uma belezura. Está percebendo alguma coisa familiar?;

Nem o Costa e Silva, o presidente do ‘Ato Institucional número 5’, o AI-5, aquele da pena de morte para os crimes políticos e outras crueldades que deixariam os jogos mortais parecerem brincadeira de criança;

Nem tampouco o Pedro Aleixo, vice-presidente civil de Costa e Silva, deveria ter se tornado presidente interino sob a Constituição de 1967, mas foi impedido de assumir o cargo. A Junta foi composta pelos três ministros das Forças Armadas. Os ministros militares governaram sob as disposições do altamente repressivo Ato Institucional número 5;

E essa então, junta militar brasileira ou Segunda Junta Militar de 1969, através do Ato Institucional nº 12. foi um triunvirato governamental que governou o Brasil de 31 de agosto de 1969 até 30 de outubro de 1969. Foi composta pelos três ministros militares: o Almirante Augusto Rademaker, ministro da Marinha; o General Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército; e o Brigadeiro Márcio de Sousa Melo, ministro da Aeronáutica. Como vomitam hoje: juntaram tudo e…;

Nem o Médici, Emílio Garrastazu Médici, assim como o conterrâneo Getúlio Vargas, também vindo dos canfundós do trilegal RS, de Bagé, que tinha também o analista do Veríssimo, que mais um poquinho tropeçava no Uruguai. Muito emprego e também muita instabilidade política. Seu governo foi aquele do famigerado e manjado "Milagre Econômico", caracterizado pelo crescimento e a elevação da renda per capita, mas triplicando a dívida externa. O crescimento deste período ocorreu por causa do aumento do total de investimento estrangeiro e de um amplo programa de investimentos do Estado, através da aplicação de fundos de instituições internacionais de crédito. Este último fator provocou uma elevação drástica na dívida externa. Ou seja, está confirmado que 'milagres não existem';

Nem o Ernesto Geisel, pra quem não sabe ‘gáisél’, criou o ‘Plano Nacional de Desenvolvimento’ que foi um sonoro fracasso, mas revogou o macabro e famigerado AI-5, que alguns entusiastas desavisados e ignorantes querem sua volta;

Nem o João Batista Figueiredo, fechou o ciclo da era militar, promulgou a Lei da Anistia e criou o BNDES, não era comunista, mas as criancinhas não gostavam dele, principalmente a Rachel Clemens;

Nem pode ser o Tancredo Neves, eleito indiretamente em 1985, morreu antes de tomar posse;

Nem o Sarney, dono do Maranhão, o improvável imortal acadêmico, assumiu a presidência nos mesmo modelo do Floriano Peixoto, ou seja, na mais pura ilegalidade já que, segundo a Constituição, deveria haver uma nova eleição. Foi o início da Nova República e uma nova Constituição com o fim da atuação das Forças Armadas e independência dos 3 poderes, as eleições diretas para presidente da república que foi um barulho dos infernos e inflação nas alturas. Seu governo foi marcado por uma forte recessão econômica, com elevados índices de inflação. As tentativas para combatê-la, como o Plano Cruzado e o Plano Verão, não deram resultado prático. Desde 1991, é senador pelo estado do Amapá. Após o fim do regime militar, os deputados federais e senadores se reuniram no ano de 1988 sob a batuta do Quasímodo Ulysses Guimarães, que depois rodopiou em um hilicóptero e sucumbiu no mar, em Assembleia Nacional Constituinte e promulgaram a nova Constituição, a 'Cidadã' que está valendo hoje mas quase ninguém respeita. Foi sucedido na presidência por Fernando Collor de Mello;

Nem tampouco o Fernandinho Collor, o ‘caçador de marajás’ da Casa da Dinda, fez um barulhão inventando o ‘Plano Collor’ com congelamento de preços e aumento das taxas de juros levando a crer que seu livro de cabeceira era a cartilha do Jânio Quadros  que na imitação até saiu-se antes que saíssem com ele, mas sem antes criar um grande circo com direito a escândalos familiares espetaculares. Na teimosia e na amnésia do povão, passei alegremente pelos corredores de Brasília;

Nem o Itamar, que nasceu no mar, aquele do fusca e do topete, em sua gestão foi criado o ‘Plano Real’;

Nem o FHC, o da Sorbonne, das privatizações e das sociologias;

Nem o Lula, o metalúrgico sindicalista, ficou por 8 anos, o mais popular e amigo dos pobres, sua meta é quebrar o recorde do Getúlio;

Nem a Dilma, a primeira e única mulher, aquela das falas emblemáticas, criou a ‘Lei de acesso à informação’, a turminha misógina e a elite intelectual não gostaram de expor suas ‘atividades’ e saíram com ela, golpeando-a sadicamente;

Nem o Temer, com trejeitos mímicos, fala com as mãos, quase de Libras e propostas de reformas trabalhista e previdenciária que não deram em grande coisa, foi autuado e preso no meio da rua, mas safou-se. Acabou ficando 2 anos no tapa-buraco deixado pela Dilma e depois ajudou um beócio a redigir palavras de desculpas pra sociedade, mas era falso, ninguém engoliu;

O Bozo então, nem pensar! É aquele sujeito de feições caricatas que lembram o 'Duce' italiano (não com a mesma inteligência, óbvio) o vocabulário é paupérrimo, indigência intelectual, humor bastante ácido, vocifera pelas ventas as mais sórdidas frases, não tem respeito por ninguém, sofre de afasia crônica e com sérias dificuldades na compreensão da realidade que o cerca vivendo em um mundo totalmente paralelo e, pior, carregando consigo uma manada ainda mais incoerentre, a maioria pobre, pobríssima (ou paupérrima, como rogam os mais letrados), o que fica ainda mais estranho. Entre suas peripécias, tempos idos e recentes, escondeu-se por dois dias como um rato na embaixada da Hungria, óbvio que estava pedindo asilo político para se livrar das muitas condenações que estavam batendo à sua porta. Já passou por apertos antes, em 1986, no Exército, pegou 15 dias de prisão por ter liderado um movimento por reajuste nos soldos da tropa. Peraí que ainda não acabou. Em seus áureos dias de militar do exército, devido ao envolvimento no plano explosivo ‘Beco sem saída’, que pretendia explodir bombas em quartéis e outras unidades militares no Rio de Janeiro, foi condenado, decidiu-se por sua explulsão, mas numa manobra maquiavélica conseguiram ludibriar o Superior Tribunal Militar (STM) e aconteceu uma reviravolta e o cabo desajustado aspirante à mito saiu-se espertamente absolvido. Para assumir um cargo que achou que era só uma brincadeira entre seus parças levantou-se de sua confortável cadeira de deputado que ocupou durante 28 anos da mais pura ergasiofobia, já que é avesso ao trabalho, mas não é sua culpa, colocaram-no lá. Em campanha levou uma furada no bucho, venceu o pleito e de quebra arrastou consigo toda sua prole numerística igualmente  ociosa. Sendo asssim, é mais que óbvio que esse ser não teria jamais capacidade cerebral para qualquer ação benéfica ou maléfica. Agoniza na prisão após orquestrar uma atrapalhada tentativa de golpe. O resto da história todos já sabem;

E nem o Lula, que de novo acredita ser o enviado sabe se lá de onde, está velho, quase sem voz, ostenta seu terceiro mandato e corre atrás do quarto acreditando ser o Matusalém de Garanhuns e que ainda poderá governar por mais 969 anos.

A culpa, meu distinto, desfalcado, indignado e revoltado cidadão, não cabe só aos ilustres personagens descritos aí em cima, mas também daquele aloprado lusitano, o Cabral, o ‘moço fidalgo’ da direita agrária seguia na rabeira do Vasco da Gama (não, não  do time de futebol, o outro) com sua frota de 13 navios rumo à Índia contornando a África para surrupiar especiarias, mas se atrapalhou, se perdeu e veio parar por aqui, e aquilo deu nisso. Poderia ter evitado toda essa lambança se tivesse uma bússula e não errado o caminho. Mas o patrício chegou atrasado, quando aportou no Monte Pascoal em Coroa Vermelha, distrito de Porto Seguro, litoral sul da Bahia, já haviam passeado antes dele pelas terras brasileiras os portugas Bartolomeu Dias, que foi o principal navegador daquela mesma esquadra de Pedro Álvares Cabral em 1500, que após passar pelas costas brasileiras, a caminho da Índia, Bartolomeu Dias morreu quando sua caravela naufragou, ironicamente, no cabo da Boa Esperança. Puta merda, isso não poderia mesmo dar certo. Outro portuga, o navegador, militar e cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira, uma interpretação do livro Esmeraldo de Situ Orbis (1505) aponta esse aventureiro como o possível descobridor do Brasil por ter ele supostamente comandado uma expedição secreta que teria percorrido a costa brasileira e o mar do Caribe em fins do século XV. Também outro navegador e explorador, o espanhol Vicente  Yáñez Pinzón, esse compañero em 26 de janeiro de 1500 ancorou no cabo de Santo Agostinho no litoral sul de Pernambuco, cerca de três meses antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, trata-se da mais antiga viagem comprovada ao território brasileiro, ou seja, o portuga chegou tempos depois dessa galera mas levou a fama. Então, senhor Cabral, o que tens a nos dizer, ó pá?

Na conclusão do veredito dessa triste e estranha história, a culpa verdadeiramente real é minha, é sua, é nossa que antes de nascermos já estava quase tudo estragado ou comprometido e ao nascermos por não gostarmos do que vimos ou por birra, marra, diversão ou por nada, acabamos de desgraçar tudo o que ninguém conseguiu  destruir e o que restou é o lamento de uma raça sem identidade, patriotismo, civilidade e nenhum amor por sua terra. 

Seremos condenados por esses crimes.



quinta-feira, 29 de agosto de 2024

MEIDI IN BRÉZIL




O sujeito fala e escreve:

menas pessoas;
fazem dois dias;
seje assim;
é um previlegio;
pra mim fazer;
com asterísticos;
eu me alembro;
está chovendo granito (melhor se proteger);
onde você foi?;
não sei aonde voê nasceu;
a gente vamos;
casas germinadas (evite-as);
passou desapercebido;
há dois dias atrás;
fatos reais 
eu vi ele;
mesmo que aja riscos;
ela é meia distraída (a outra metade não se sabe);
perca total;
ele veve;
dê meus comprimentos;
tinha chego mais cedo;
meio dia e meio;
cheguei a dois dias;
seguem em anexo;
segue anexos;
independente da nossa idade;
vou ir.
E mais uma infinidade de aberrações linguísticas.

Mas não tem 'pobrema', ele é um CEO (ciou) e trabalha nas horas vagas como Influencer e que está sempre On, atende por Home Office (rômi ófici), está curtindo sua Playlist (pleilisti) e desfila com sua camiseta estampata "I Love New York" (ai lóvi niu iórqui) com seu petassistindo a uma Live (laivi) junto ao seu Coach (Colti), não costuma 'pubricar' Fake News (feique nius), 'abaixa' um App (épi) para pedir um Hot Dog (róti dógui) no Fast Food (fésti fudi) por Delivery com 50% Off, paga no QR Code (quiu ar coldi) e ainda recebe cashback (quéchibéqui). Por fim, registra tudo com uma Selfie (sélfi).

Yes (iés), this guy (dis gai) é um autêntico Gentleman (gentolmen).

E eu aqui, apenas um cidadão comum tentando me virar com meu simplório idioma vos digo: ‘ademã’, que eu vou em frente!
Se gostou, deixe um Like (laique) ou dê um Feedback (fidibéqui), mas, se não, Screw it! (scriu it)


Altair Joseph

Dobrada City, 2024




segunda-feira, 26 de agosto de 2024

PRESIDENTE "BOSSA NOVA"



"Bossa nova mesmo é ser presidente

Desta terra descoberta por Cabral

Para tanto basta ser tão simplesmente

Simpático, risonho, original.


Isso é viver como se aprova

É ser um presidente bossa nova

Bossa nova, muito nova

Nova mesmo, ultra nova."

Chuca Chaves



Parece que tivemos um quadriênio entre 2019 e 2022 da mais perfeita administração de um país em todos os tempos, é o ideal para qualquer nação e o sonho de todos os povos, pois segundo alguns simpatizantes-analistas-economistas-especialistas sempre de plantão e com as alfinetadas afiadíssimas que mesmo a carruagem seguindo seu curso numa marra desgraçada ainda se manifestam em celebrações com estatísticas as mais promissoras daquele período. Pelo retrovisor de um espelho mágico sem 'ponto cego' seus respectivos atores e suas ufanias visualizam que tudo correu maravilhosamente bem. Vamos tentar entender essa euforia toda passando por algumas pastas governamentais importantes e seus respectivos comandantes que reinaram naquele momento deveras sublime. 

Comecemos pela SAÚDE que comprovadamente sempre foi precária em nosso adoentado país. Naquele momento a prova foi de fogo e a campanha de vacinação diante de uma terrível e mortal pandemia quando cuidadosamente foram nomeados ministros que conduziram com maestria aquela situação tão assustadora quanto calamitosa na mais perfeita sintonia com as necessidades da apreensiva e apavorada população. Vamos aqui analisar os protagonistas e suas condutas. Primeiro o senhor Dr. Luiz Henrique Mandetta, médico ortopedista desembarcou vindo lá do Mato Grosso do Sul, o pantaneiro nem teve tempo de pendurar seus certificados e diplomas nas paredes de seu gabinete, parecia incomodar demais seu chefe, o vaidoso "presidente bossa nova", já que estava se saindo muito bem no cargo e roubando os holofotes para si, afinal o ator principal tem suas vaidades e deve privar por sua preferência diante de seus atentos espectadores, mesmo que o filme seja um lixo. Disse assim o mitológico  "presidente bossa nova": houve um 'divórcio consensual' entre eu (sic) e Mandetta. O ministro aspirante a destituição cometeu o grande erro de bater de frente com o marrento "presidente bossa nova" ao tentar recomendar o isolamento social na pandemia, o que irritou demais o chefe que alegava ser essa uma medida desnecessária já que a população tinha que trabalhar para comer e que aquele alarde todo era bobagem, pois que tudo não passava de um 'gripezinha': saúde!!!!! Para informação apenas: pesquisa  feita em 2020 comprovou que a gestão de Mandetta tinha aprovação de 76% da população, sendo que 82% dessa aprovação era de eleitores do alegórico “presidente bossa nova”. Mandetta, em mais uma desobediência demissionária foi radicalmente contra o uso do "kit covid”, “tratamento precoce da covid-19” que incluia drogas como hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e corticosteroides sistêmicosa no combate ao coronavírus, quando o conselheiro “presidente bossa nova”, mesmo não sendo médico (longe, mas muito longe disso), recomendava acintosamente seu uso, sendo que, coincidentemente, se observou um vertiginoso aumento nas vendas desses medicamentos, e para piorar, criticou veementemente a passeata promovida pelo festeito “presidente bossa nova”, por descumprir o isolamento social que em resposta o irritadíssimo “presidente bossa nova” disparou: ‘alguns ministros haviam se tornado estrelas’ e que ‘não tinha medo de usar a caneta’. E assim se fez, por fim, Mandetta foi sumariamente demitido e seguiu sua vida, tem um livro publicado "Um Paciente Chamado Brasil: Os bastidores da luta contra o coronavírus", sobre os bastidores da luta contra a COVID-19 no Brasil durante sua gestão como ministro da Saúde. Depois surgiu do do nada e meio do nada um médico oncologista, o Dr. Nelson Luiz Sperle Teich (pronuncia-se Taichi), que até hoje não sabe onde estava, porquê estava, o que aconteceu, como saiu e nem onde está, mas antes de pegar seu jaleco profanou a tradicional e famigerada frase, disse: "saúde e economia não competem", ninguém deu bola. Durante aquela festança macabra caiu de paraquedas um militar, o general Eduardo Pazuello, especialista em munição e também coordenador de tropas dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, que nas horas vagas cuidava dos refugiados da Venezuela em Roraima, perfil perfeito para o cargo, o generoso "presidente bossa nova"  promoveu o general como 'especialista em logística' no Ministério da Saúde, mais tarde, foi divulgado que Pazuello não tinha formação acadêmica na área, mas é claro que para aquele governo isso não tinha qualquer problema. No dia 6 de junho de 2020, o ministro-general retirou do ar os dados dos mortos de Covid-19, e é óbvio que fez isso sem nenhum critério, mas com as melhores das intenções, sendo que, em uma atitude sensibilíssima, posteriormente, o ministério reverteu a decisão, e depois em 2021 o general foi designado pelo mesmo bondoso "presidente bossa nova" secretário de 'Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos' (quaisquer semelhanças com os personagens do Monty Python, Woody Allen ou do Mel Brooks e as hilárias tiradas do Ariano Suassuna são mera coincidência), e nessa suntuosidade pleonástica seguiu-se a campanha às mil maravilhas. Ou seja, era sem dúvida o exímio profissional tão perfeito para o cargo da saúde naquele momento trágico. Este é o senhor Eduardo Pazuello, que também não tinha muita noção de onde estava que logo de cara já foi receitando hidroxicloroquina e cloroquina para toda a população alegando sua  fidelíssima subserviência ao seu mestre, o especialista farmacológico "presidente bossa nova": 'um manda, outro obedece', junto a esse provérbio tão patologicamente verdadeiro quanto distorcido saiu-se pela tangente, mas não foi por intermédio do padrinho "presidente bossa nova" já que era seu amigo particular das churrascadas em seu condomínio Vivendas na Barra da Tijuca, baixo nobre do Rio, aliás, o chefe-mor do executivo estava rodeado de amigos nomeados por ele, uma epécie de nepotismo brando, prática comum em sua gestão, mas o que fazer se ‘amigo é pra essas coisas’. Pazuello foi tão extraordinariamente eficiente que hoje veste a toga de deputado federal pelo seu Rio de Janeiro: 'Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...' E por fim mais um médico, o cardiologista Dr. Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes, que já ocupara a cadeira da presidência da Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 2020 a 2021, currículo mais que perfeito, Queiroga é também dono de frases e gestos impagáveis: durante a 76ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 20 de setembro de 2021, ele respondeu com gestos obscenos a um protesto de brasileiros, toda a comunidade virtual comentou e muitos comemoraram, uma tremenda festa tupiniquim lá pelos lados dos EUA, país tido como o Eldorado da famiglia. E mais essa, apesar de a Anvisa à época da pandemia já ter autorizado a utilização da vacina da Pfizer para Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, o Ministério da Saúde sob sua batuta postergou sua posição oficial para 5 de janeiro de 2022 (data limite estipulada). Ao ser questionado sobre o caso, Queiroga afirmou que "a pressa é inimiga da perfeição", uma frase bastante significativa para um ministro e para o momento, e para acabar, soltou essa sobre ser  contra o passaporte vacinal "era melhor perder a vida do que a liberdade", genial, não? Ao menos ele mostrou conhecer a letra do hino da independência. Acabou ficando por lá até o fim do mandato daquela equipe de ouro. Queiroga nas eleições de 2024, foi candidato a prefeito de João Pessoa seu Estado de origem, sendo derrotado no segundo turno por Cícero Lucena (PP). Todos esses ministros foram comprometidíssimos com a causa deixando um legado invejável para seus sucessores, o nosso SUS se equiparando aos serviços de atendimento dos hospitais lá dos longínquos e inalcançáveis países do primeiro mundo, contamos 'apenas' 700 mil mortes na pandemia da Covid-19 (desconsidenato a subnotificação), com exemplos de como se conduz uma pandemia o Brasil continuou a ser referência mundial nas vacinações e a população 'vendendo' saúde. 


Não nos esqueçamos do MEIO-AMBIENTE que sempre foi uma preocupação mundial. Em 9 de dezembro de 2018, poucos dias antes da posse do iluminado governo, foi anunciado como ministro do Meio Ambiente do governo do ecologista "presidente bossa nova" o senhor Ricardo de Aquino Salles, advogado e administrador, foi também secretário particular do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 2013 a 2014, e Secretário do Meio Ambiente de São Paulo de 2016 a 2017, nomeado por Alckmin. Fundou, em 2006, o Movimento Endireita Brasil (MEB), organização alinhada à chamada nova direita e parceira do Instituto Millenium, em sua pauta, assuntos muito importantes, ele alegou ter como prioridades a agenda ambiental urbana, o combate ao lixo do mar e agilidade de processos de licenciamentos. Que espetacular! De novo acertaram a mão na escolha. Segundo atestam os muitos entusiastas das plataformas virtuais de agora, naquela gestão aconteceu a mais inacreditável preservação ambiental, reflorestamentos por todo o território nacional, um cuidado esmerado com as florestas, em especial a Amazônica que praticamente teve zero desmatamento, nosso santuário, o Pantanal, ficou ainda mais deslumbrante, o céu abria em um azul gritantemente lindo, já que as queimadas eram raríssimas, e, vamos dar um destaque todo especial àquele ministro seriíssimo que também tinha suas frases marcantes, entre elas, a mais sensacional e já histórica: "Estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de covid-19, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, essa beldade foi dita naquela emblemática reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020 quando vários políticos, liderada pelo Capo di tutti capi "presidente bossa nova", com um dicionário repleto de palavrões e discursos inflamadamente irônicos transformaram o Brasil em um país realmente abençoado por Deus. Que sujeito espetacular esse senhor Ricardo Salles, que visão futurista, que comprometimento, tanto que este caro senhor caiu nas graças da população paulista que o elegeu com sobras para o cargo de deputado Federal e continua assim  passeando pelos corredores de Brasília até hoje. Na minha humilde opinião, acho que nos congressos mundiais sobre meio-ambiente realizados regularmente, esse cidadão deveria ser sempre o convidado de honra, como agora, em 2025, na COP 30 no Pará.

E o que dizer da tão confusa ECONOMIA? Foi trazido diretamente de Chicago, nos Estados Unidos, para gerir a pasta o ultraliberal senhor Paulo Roberto Nunes Guedes, também conhecido nos palcos acadêmicos como Chicago Boy, ex-banqueiro, uma pessoa, segundo sua própria definição, inteligentíssima (um superlativo absoluto sintético bastante utilizado hoje em dia), oriundo de escolas conceituadas de economia. Nos anos 1980 vai para o Chile, onde é recrutado por Jorge Selume, ex-diretor de Orçamento do governo daquele país, Guedes queria conhecer em primeira mão as reformas que os Chicago Boys estavam promovendo por lá e afirmava pretender fazer no Brasil as reformas que foram feitas no Chile durante o governo do asqueroso ditador Augusto José Ramón Pinochet Ugarte: autonomia do banco central, câmbio flutuante, equilíbrio fiscal (equilíbrio entre receitas e despesas públicas) e previdência social no regime de capitalização. Não conhecia muito os problemas do Brasil, só o que ouviu falar, mas isso não foi problema, chegou como o salvador da lavoura e parece que realizou muito bem a lição de casa, os brasileiros nunca estiveram tão bem representados, seu poder de compra aumentou consideravelmente, conseguiram até almoçar e jantar todos os dias e foi tanta felicidade que até para a Disney puderam passear, inclusive as empregadas domésticas (palavras dele), era uma festa, já que, segundo sua própria análise, ‘taxa de câmbio mais alta é bom pra todo mundo’, a esperança estava estampada nos rostos felizes da camada mais desfavorecida da população e para a outra camada, aquela das mansões da zona sul, nada mudou, também não ficou de fora das frases espertas: "Eu, se fosse o honestíssimo “presidente bossa nova", diria: tudo o que o outro presidente fizer, eu faço mais. Porquê? Porque nós roubamos menos...Nós não roubamos", disse essa pérola durante um evento na Associação Comercial de São Paulo em 2022. 


'Parabéns

Parabéns

Hoje é o seu dia

Que dia mais feliz

Parabéns

Parabéns

Cante novamente

Que a gente pede bis.'


No fechamento com 'chave de ouro' de seu reinado, reverberou uma série de reportagens baseadas em um megavazamento de dados sobre empresas offshore (expressão inglesa que significa "fora da costa" e se refere a uma forma de investir no exterior: uma empresa offshore é uma sociedade anônima criada em um país diferente do de origem de seus dirigentes. Uma conta offshore é uma conta bancária aberta em um país diferente do de residência do titular. As offshores são muitas vezes abertas em paraísos fiscais, que são países ou territórios com políticas de redução ou isenção de tributos. O objetivo é aproveitar os benefícios tributários, como baixas alíquotas ou isenção de impostos). Em 3 de outubro de 2021, conhecida como Pandora Papers e divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, revelou que ele mesmo, senhor Paulo Guedes, era dono de uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Estranhamente o ministro da economia aplicando seus tostões em outras praças ao invés de estimular a economia de seu próprio país. Isso não é nada, após a derrota não digerida e indigesta nas Eleições para presidente em 2022, Guedes, da mesma maneira que surgiu, desapareceu, provavelmente está usufruindo daqueles dividendos dos seus offshores. Depois de tanto trabalhar, foi merecedor de longas férias, afinal ninguém é de ferro, né não? Recentemente, seu nome voltou a aparecer nas mídias, caso o prefeito atual de SP vença as eleições no segundo turno, já está prometido o cago de secretário da Fazenda do município para alegria dos apalermados 'pobres da direita'. Mas não rolou e ficou o fito pelo não dito.


Que felicidade (que felicidade)

Que felicidade (que felicidade)



Como nenhuma nação decola se não houver uma atenção maior à EDUCAÇÃO, vamos analisar a gestão daquela comprometida gestão que naquele momento nunca esteve tão em evidência, os responsáveis e ministros, que também foram vários, da mais admirável capacidade colocando o país em níveis históricos de excelência, tudo bem que um deles confundiou o Kafka com a cafta, mas todos cometemos gafes afinal, e o que dizer do ENEM, foi disparado o melhor de todos, o doutrinado ‘presidente bossa nova’ afirmou que ‘o ENEM começa agora a “ter a cara” do governo e que ninguém precisa estar preocupado com aquelas questões absurdas do passado', e a respeito das trocas frequentes dos ministros, o catedrático "presidente bossa nova" explicou assim: 'Vai pra puta que o pariu, porra! Eu que escalei o time, porra! Trocamos cinco. Espero trocar mais ninguém! Espero! Mas nós temos que, na linha do Weintraub, de forma mais educada um pouquinho, né? É de se preocupar com isso. Que os caras querem a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade." Uma declaração assim deixaria o senhor Winston Churchill morrendo de inveja. Com tamanha atenção as universidades não sabiam o que fazer com tantas verbas recebidas com as pesquisas acontecendo a todo vapor e de forma prodigiosa. Aqui estão os atoresque representaram aquele espetáculo: Ricardo Vélez Rodríguez, colombiano naturalizado brasileiro, ficou quatro meses, entre suas imprescindíveis medidas Vélez pediu revisões em livros didáticos sobre a Ditadura Militar no Brasil em que propunha trocar a forma como o período é ensinado nas escolas. Além disso, também determinou que as instituições filmassem as crianças cantando o hino nacional. Uma de suas falas bastante comentada é de quando ele disse que o brasileiro parece um "canibal" quando viaja ao exterior e "rouba coisas dos hotéis". Foi exonerado após enfrentar "disputa interna" dentro do próprio MEC, devido a desentendimentos entre militares e seguidores do escritor seguidor da divindade "presidente bossa nova" Olavo de Carvalho, uma espécie de 'guru' da família do esotérico "presidente bossa nova". Seu substituto foi o senhor Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub. A gestão de Weintraub foi marcada por problemas como a falha na correção e atribuição de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além do conflito com diversos setores acadêmicos. Porém, a permanência do economista no cargo ficou realmente instável após ele ter virado alvo de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investigava notícias falsas e ataques contra a Corte, já que, em uma reunião com o diplomático "presidente bossa nova", o ministro ofendeu e defendeu a prisão dos ministros do Supremo e participou de uma manifestação pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Pouco depois,  o apaziguador "presidente bossa nova" afirmou que o então ministro não foi "prudente" ao ir ao ato e que esse era um problema que ele estava tentando "solucionar". Com a saída de Weintraub, Antônio Paulo Vogel de Medeiros assumiu o posto interinamente. Antes de chefiar o ministério, Vogel ocupava o cargo de secretário-executivo, considerado o "número dois" de Weintraub. Depois, Carlos Alberto Decotelli chegou a ser anunciado, mas não tomou posse.  O nome do também economista foi publicado no Diário Oficial, mas, cinco dias depois, ele se reuniu com o democrático "presidente bossa nova" e entregou uma carta de demissão. Mesmo sem ter assumido a pasta, Decotelli acumulou polêmicas em sua curta passagem pelo MEC, principalmente por diversas incoerências em seu currículo profissional. As Universidades de Rosário (Argentina) e Wuppertal (Alemanha) negaram que o ex-ministro tivesse concluído, respectivamente, os programas de doutorado e pós-doutorado nas instituições. A gota d'água foi quando a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também apontou inconsistências de Decotelli, afirmando que ele nunca foi pesquisador ou professor das escolas da instituição, como ele dizia em entrevistas e como constava no currículo dele. Depois de Decotelli, Milton Ribeiro foi o nome anunciado pelo inconstante "presidente bossa nova" para assumir o cargo e também o que ficou mais tempo frente à pasta da Educação durante este governo. Pouco tempo após ser empossado, a primeira polêmica de Ribeiro foi quando relacionou a homossexualidade a "famílias desajustadas", o que fez com que a Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciasse ao STF pelo crime de homofobia. Ele também foi bastante criticado ao falar que "há crianças com deficiência que é impossível a convivência", precisando ir ao Senado dar explicações. Além de ter a gestão marcada pelo maior número de abstenções do Enem e atraso na realização das provas, durante o comando de Ribeiro, houve a debandada de funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Duas semanas antes da aplicação do Enem, servidores do Inep pediram demissão na pior crise institucional envolvendo o instituto, justificando a decisão por falta de gestão, assédio moral e ingerência do ministério na autarquia. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar irregularidades na organização da prova e no Inep. Ribeiro deixou o cargo dez dias após a denúncia envolvendo dois pastores que atuavam como lobistas e pediam propina a prefeitos para destravar recursos da Educação. Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal para apurar o caso após um pedido da PGR, que viu indícios dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. Por fim, o instável "presidente bossa nova" nomeou Victor Godoy Veiga que atuou como Ministro da Educação que ficou de abril a dezembro de 2022, após assumir o cargo de forma interina em março de 2022. Sua nomeação ocorreu após a renúncia de Milton Ribeiro, em meio a denúncias de corrupção, e ele já era secretário-executivo do ministério desde 2020. Godoy é auditor de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) e sua gestão foi marcada pela continuidade das pautas de seu antecessor.


Como não poderia deixar de fora Sua Magestade, o Hórus vivo daquele reinado tão iluminado, o orador “presidente bossa nova" foi campeão absoluto das emblemáticas frases. Foram infinitas profanações vomitadas ao longo dos quatro anos daquela administração, eis algumas delas.

Sobre a pandemia da Covid-19:


O debochando “presidente bossa nova”:

"Muitas vítimas tinham alguma comorbidade, então a Covid apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas."

"Eu não sou coveiro, tá certo?”

"Alguns vão morrer? Vão, ué, lamento. É a vida. Você não pode parar uma fábrica de automóveis porque há mortes nas estradas todos os anos."

"O povo foi enganado esse tempo todo sobre o vírus."

"O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros… É exatamente isso. Aproveitaram-se do vírus. Tá uma bosta de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Um bosta."

"Tem idiota que a gente vê nas mídias sociais, na imprensa, né?...Vai comprar vacina. Só se for na casa da sua mãe."

"Sabe qual a minha resposta? Caguei. Caguei para a CPI, não vou responder nada!"

Em visita a um quilombola em 2017:

“Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais. Mais de 1 bilhão de reais por ano é ‘gastado’ com eles”.

“Conseguiram te levantar, porra? Tu pesa o que? Mais de sete arrobas, né?”

“Sabia que já fui processado por isso? Chamei um cara de oito arrobas e…”

O libidinoso "presidente bossa nova" sobre as meninas venezuelanas:

"Sempre usei 'pintou um clima”

“três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei”. Ele também insinuou que as garotas se prostituíam. “Se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”

Sobre a dizimação dos índios Yanomamis:

O indianista "presidente bossa nova" usou o então Twitter para afirmar que "nunca um Governo dispensou tanta atenção e meios aos indígenas como no dele."

Não era segredo para ninguém seu ranço com a imprensa em geral: Durante um almoço numa churrascaria, o desbocado "presidente bossa nova" mandou todos à “puta que o pariu” e pediu aos jornalistas “de merda” que enfiassem latas de leite condensado “no rabo”: ‘Vai para puta que pariu. É para enfiar no rabo de vocês da imprensa.’ 

Óbvio que essa brilhante turma sabe quem foi Marco Túlio Cícero (106 - 43 a.C - advogado, político, escritor, orador e filósofo da *Gens Túlia da República Romana eleito cônsul em 63 a.C). Cícero é o dono dessa frase com relação aos crimes políticos: ‘Salus populi suprema lex’, que em bom português quer dizer ‘Seja a salvação do povo a lei suprema'.

Gens é um termo que, na Roma Antiga, representava a identidade familiar de um determinado conjunto de famílias, largamente inscritas na aristocracia romana. Os membros da gens encontravam-se ligados pela concepção do genus, de uma linhagem definida pela ancestralidade e por feitos militares de seus antepassados. 

Dobrada, 2024


sexta-feira, 23 de agosto de 2024

MONDO CANE E A LEI DO SILÊNCIO (ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA ADVERSATIVA)

 




O bom senso já se foi há muito tempo, o diálogo se perdeu no vento assim como o respeito e as responsabilidades. Aqui, antes que a mimizada botocuda se manifeste, a tal manada 'politicamente correta', será interessante que tentem contextualizar (se assim possível for) para que não haja confusão, pois é óbvio que sempre se tratar de animais, os ditos irracionais, me referirei aos seus tutores, os seres humanos, aqueles outros animais também conhecidos como racionais. Dito isso, vamos aos fatos: dentre as invencionices desse nosso admirável mundo novo estão os pais, mães, irmãos, tios, avós e o escambau dos *pets (nada contra, cada um com seus amores e suas loucuras). Sugiro-vos que durante as noites e madrugadas acomodem esses seus 'filhos' peludinhos e fofinhos em vossos quartos, pois assim vocês poderão desfrutar de sua companhia com maior prazer e compartilhar suas manifestações, como os latidos estridentes e intermináveis e demais dejetos. Seremos então todos felizes para sempre, vocês com seus peludinhos no conforto de seus quartos e eu poderei dormir em paz para assim poder trabalhar no dia seguinte, tembém em paz. Que tal?

* para aquele que não sabe, 'Pet' é uma palavra de origem inglesa que significa 'animal de estimação'.

Em tempo: os fogos de artifício sonoros foram definitivamente proibidos devido ao dissonante incômodo causado principalmente aos animais (mas só os de estimação, que já expliquei aqui, são chamados agora de pets), principalmente os cãezinhos. Não será nessa questão que irei me ater, pois isso não me diz qualquer respeito, mas vocês perceberão um paralelo no que discorrerei aqui. Assim como muitos que estão lendo esse texto eu tenho compromissos, inclusive com meu trabalho, preciso ter um boa noite de sono para poder trabalhar melhor e ter um dia satisfatório, mas não é assim que está acontecendo, não tenho hábito de fazer barulho em minha casa, não perturbo, em hipótese alguma, qualquer pessoa. O mais grave é que já há algum tempo não consigo dormir tamanho o barulho de latidos noite adentro ininterruptamente dias a fio, são vários cachorros latindo ao mesmo tempo, sejam presos nas casas ou soltos na rua (inclusive com belas coleiras). O que fazer? Se você, nobre colega, pensou em “melhor conversar com seus donos”, eu vos digo: ‘nem pensar’, pois já disse aqui mais de uma vez e repito, não existe mais essa coisa de diálogo e, convenhamos, diante dessa algazarra toda não causar o menor incômodo aos seus donos que tocam suas vidas normalmente, é uma afronta. Assim como aconteceu com os fogos de artifícios, temos leis que nos protege de muitas coisas, inclusive nessa questão de perturbação do sossego:

Lei do Silêncio 

“PROJETO DE LEI Nº 870, DE 2021 (Lei do silêncio)

Artigo 1º Artigo 1º - Fica proibido no Estado de São Paulo perturbar o sossego e o bem-estar público da população pela emissão de sons e ruídos por quaisquer fontes ou atividades residenciais, comerciais ou em vias públicas.”


Outro agravante é com o advento recente de se cuidar de animais de estimação como se fossem humanos (também não tenho nada com isso), estabeleceu-se que os peludinhos poderão frequentar qualquer espaço público, desde restaurantes, supermercados e similares, mas o problema é que estão comprometendo a privacidade de outras pessoas, falo por mim, por não ter animais de estimação e ser obrigado a conviver com bichos dormindo em cima do meu carro, passeando em meu jardim e, pior, defecando na minha calçada, sendo estes irracionais, o mundo é deles também, então farão o que  bem entenderem e em qualquer lugar, até aí nada de mais, a coisa pega no que remete às responsabilidades de seus donos, repito, também conhecidos como animais racionais, mas como já citei e teimo em dizer que a maioria se trata de pessoas sem qualquer centelha de bom senso e nenhuma educação.

Assim sendo, estando eu incomodado e sem qualquer amparo de quem quer que seja no que tange à comunidade, a solução é fazer o que, procurar quem?


Dobrada, 2024


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

O IMBECIL FELIZ



                                                        

Na psiquiatria, a normalidade é uma ficção, todo adulto vivo tem problemas, exceto aquele que está invariavelmente feliz, ou seja, no mais singelo adjetivo é um estúpido, um sujeito alheio às algúrias desse inferno astral que transformamos nosso planeta e ainda teimamos classificar seus habitantes de seres racionais, sendo para consolo, se assim for, que esse mundo é um lugar muito mais simplório para esse tipo de gente. 

Efeito Flynn: até 2010 o QI (Quociente de Inteligência) subia 3 pontos por década. Os filhos eram mais inteligentes que os pais, a partir daí a curva começou a cair. Efeito Flynn é o nome dado para o aumento constante do índice de acerto média da população mundial nos testes de QI, tem esse nome em alusão ao psicólogo americano James Flynn, que em 1982 o identificou e documentou após analisar os manuais americanos para testes de QI e perceber que esses testes eram revisados a cada 25 anos ou mais. Explicações possíveis para o Efeito Flynn, incluem a melhoria na nutrição, menos doenças infecciosas, mais educação (e mais produtiva), e ambientes mais estimulantes.

Georges Bernanos, escritor e jornalista francês, era um católico romano com inclinações monarquistas, um grande crítico da "burguesia" de sua época, que identificou como tendo um forte sentimento a que ele chamou 'derrotismo', sobre essa peculiaridade do ser humano, disse: "Se o otimista é o imbecil feliz, o pessimista nada mais é que um imbecil infeliz." Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um escritor, filósofo e jornalista russo e é considerado por muitos um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores «psicólogos» que já existiu, ao considerar a designação e etimologia mais ampla do termo, como investigador da psique, em seu livro Os Irmãos Karamazov, expressa uma ideia semelhante à de Georges Bernanos ao escrever: "É melhor ser infeliz, mas estar inteirado disso, do que ser feliz e viver como um idiota". No roubo descarado ao genial e estranhíssimo Friedrich Wilhelm Nietzsche - filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha -, “Não existem verdades, apenas interpretações”. A casta similar da coesão doentia da mais estranha junção de estupidez com a falta de originalidade supera qualquer tipo de engajamento sensato. A burrice, por mais ampla que possa ser, poderá ter seu momento de glória (não necessariamente os tais midiáticos quinze minutos), mesmo que ninguém se digne a se importar, ainda assim existirá sempre o bom samaritano que acatará essa turba de palermas em seus etéreos devaneios.
Nessa nossa era de cretinices abismais, as pessoas perderam de vez o senso da lucidez e flutuam na mais doce idiotia, rodopiam na simbiose panfletária em uma aguçada debilidade mental, o mundo está repleto de imbecis, são inacreditávies 8,3 bilhões de pessoas (2026) espalhadas pelo planeta azul e a maior parte desses indivíduos é assim, bostializada. A idiotização da sociedade parece ser um mal necessário, já que a satisfação está patente nos comportamentos, sejam eles questionadores ou não, na maioria das vezes não há esses questionamentos, mas sim a conformidade, já que existe uma enxurrada de informações e ainda assim a idiotice é aclamada suprema. Julgue-se a si mesmo e veja em qual fatia desse bolo azedo você se encontra ou se encaixa, nem pense em querer enganar-se a si mesmo se safando de tais predicados, suas atitudes estarão ali, e se não for capaz de distinguir isso daquilo ou aquele desse outro, então você corre o risco de ser um imbecil funcional conformado, algo assim como fumar ou se entupir de comida escondido. O poço é mais profundo e lodento do que você costuma acreditar. Caminhamos sem perceber ao lado de senhores ou seres das trevas alheios às críticas sensatas.
A aspereza do julgamento com impropérios ácidos aqui descritos não é de propósito, mas inevitável, o ser humano natural acredita que poderá suplantar sua inteligência de uma maneira bastante simples, como num passe de mágica, dormir apalermado e acordar mais inteligente, sim, os humanos acreditam nessa mutação intelectual cósmica tão grotesca quanto sua paquidermice, o paradoxo implantado em sua visão de mundo simples ou simplório chega a patamares desse nível. A sensatez do inimaginável, improvável ou do impossível não faz menções por ali. Talvez isso explique tanta imbecilidade praticada a todo momento por tanta gente. Arthur Schopenhauer, aquele filósofo alemão autor da seminal obra "O Mundo como Vontade e Representação" em que ele caracteriza o mundo fenomenal como o produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica, que com uma frase de apenas duas linhas coloca essa gentalha em seu exuberante lugar, na mais perfeita exposição do ridículo: ‘O conhecimento é limitado, só a estupidez é ilimitada’.
Aqui no nosso estranhíssimo país, a partir de uma época, não muito distante, alguns espertalhões decidiram rachar o mapa em dois pedaços, o que resultou na parte do lado direito e a parte do lado esquerdo, não implicitamente houve uma divisão homogênea dos cidadãos e cidadãs, ficaram todos misturados, uma espécie de Apartheid tropical, como uma salada de futas batida no liquidificador, uma atitude patética implantada à revelia por aqui, e como não poderia ser diferente, uma ideia notamente nada inteligente. A noção de direita e esquerda enquanto política está distante anos-luz da compreensão dessa cúpula de banzés e catapultou a população menos favorecida intelectualmente e alguns intelectuais postiços - o Brasil está repleto de imbecis com mestrado e doutorado - um diploma não exime a imbecilização da corte - assim como ironizou Elbert Hubbard - escritor, editor, filósofo e artista norte-americano -, "Um título universitário não te encurta as orelhas: só as esconde". Para uma falsa sabedoria cheia de arranhaduras e pseudo-revoltas invertem-se as alternativas sem o menor conteúdo de conhecimento, só invertem, apenas para contrariar a outra vertente, é um vaievém redundante, desinteligente e inútil, não serão, jamais, capazes de pensar diferente, estão mentalmente engessados, há um grande labirinto cerebral, discursam palavras sem a menor coesão para então pulverizar uma falsa comoção social fazendo com que a estupidez e a insensatez promovam toda essa alegoria grotesca camuflada de normalidade para assim acreditarem na salvação de todo o legado de destruição supostamente deixado por outros que passearam e continuam a passear pelos corredores palacianos esmagando tudo como um rolo-compressor. É um conceito cognitivamente corrosivo quando se é sabido que em uma nação como a nossa não existe solução, o estrago é gangrenoso e histórico e a cada ano que passa só piora, como um moto-contínuo, não há esperança, não há inteligência para isso, nem disposição política, tampouco dos senhores empresários e muito menos dos cidadãos comuns, são pessoas sem conhecimento ou preguiçosamente pensantes que insistem classificar tudo com etiquetas as mais absurdamente surreais, se você acredita na possibilidade de um dia esse motor fundido entrar em algum eixo, então você deve estar em outro planeta nesse momento, repare que a todo momento surgem novidades escusas. Assim, quando os ocupantes da tão almejada cadeira executiva são dessa ou daquela parte do mapa, um bloco fica feliz rindo à toa tão carrancuda como um cão buldog espumando pela boca soltando praguejos amaldiçoando a todos os seus supostos algozes, e nessa onda de beocidades a parte que cabe o lado direito da coisa claramente não aceita derrotas, nega tudo e a todos, passa batido pelos livros acreditando que pelo ferro e fogo se poderá resolver qualquer coisa, vangloriam torturadores como a um mártir e imploram por uma liberdade de fumaça quando ao mesmo tempo, em uma atitude tão inteligente quanto a de um coala embriagado pedem a volta de sistemas mais pesados que chumbo (como já disse, esses coiós querem distância das letras). Na contrapartida, os correligionários que são da parcela que cabe o lado esquerdo está fincada em uma marra antiquada de atitudes preservando o que há de pior nas vias que interessam aos cidadãos, não enterram as letras, ao contrário, e não desrespeitam as pessoas nem nada e é certo que não praticam as enjoadas e apimentadas mazelas partidárias da outra fatia, mas é certo que há a necessidade de que se modernizem em função de um mundo assim mais globalizado, está tudo aí pra que vejam e pratiquem, caso contrário ficarão rodando como baratas tontas nesse círculo infinitamente malogrado. E no meio dessa zorra toda estamos nós, sempre estivemos e assim morreremos.
Essa ignorância nada mais é que, segundo Karl Marx - filósofo, economista, historiador, sociólogo, teórico político, jornalista, e revolucionário socialista alemão -, “Uma sociedade se organizando politicamente para produzir pobreza”, e é óbvio que ele tinha razão já que tais traços funcionais do inconsciente coletivo foram chamados por Carl Gustav Jung - psiquiatra e psicoterapeuta suíço -, de ‘arquétipos’ que é um conceito que representa o primeiro modelo de algo, um protótipo, ou antigas impressões sobre algo.
Como nada disso faz qualquer sentido para esse pelotão entorpecido, parece então que estamos caminhando paralelamente ao caos instituído, e temos que conviver com algumas das piores idiotices que contemplamos no nosso dia a dia nesse mundo cascudo e nebuloso, não há uma reação para se modificar essa era das escancaradas hecatombes, ou seja, fomos lobotomizados e os efeitos colaterias com alterações severas e nossos cérebros burramente comprometidos.
Pois bem, não vou ficar ilustrando idiotices, balbúrdias, asnices e canalhices praticadas a todo momento pelos ocupantes dessa carruagem destrambelhada, nem será preciso, as situações aparecerão bem na sua cara, não se preocupe. É um maldito legado infinito.
Pra finalizar essa crônica apocalíptica, vou deixar pra vocês uma reflexão mais que verdadeira: quando se ri muito e de tudo ou é porque o sujeito é abastadamente rico, ou está desesperado, ou não sabe que vai morrer (por isso é tão feliz), ou simplesmente é um imbecil, fique à vontade para escolher.
 

 


PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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