No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
O Amado Pai Celestial teve um trabalho danado pra armar esse circo tão cheio de atrações, muitas esplendorosas e outras tantas bizarras, enfeitou o Planeta Azul com belas paisagens, lindos rios, verdíssimas e diversificadas florestas e sinuosas montanhas em um desenho magistral, milhares de animais que classificaram como irracionais, mas estrahamente esses bichos não invadem o espaço do seu semelhante, nem cobiçam as parceiras dos outros e muito menos matam por matar, enquanto aquela turminha conhecida por racionais... Meu Deus do céu, onde será que o Senhor falhou tão feio assim nessa criação que ficou tão estupidamente medíocre? Será que Ele se distraiu?
Vamos deixar pra lá o resto do mundo que não nos interessa e focar aqui na nossa pátria amada, idolatrada.
Nós, habitantes desmerecedores do que resta desse quase paraíso chamado Brasil estranhamente comemoramos a vitória do presidente de outro país e arrebentamos com o nosso, seja ele quem for. Celebramos tradições gringas, como o Halloween e a Black Friday, nada de mais, já que as culturas de outras nações são importantes, assim como o Natal, mas o triste é que ignoramos as nossas ou sequer conhecemos, acompanhamos escolas organizando grandes eventos com a criançada fantasia de bruxas berrando 'doces ou travessuras' sem nem mesmo saber o significado daquilo tudo e nosso rico folclore com seus personagens como o Saci Pererê, a Cuca, o Boto cor de rosa, Iara, a mãe d’água, Curupira, Mula sem cabeça e tantos mais sendo legado ao esquecimento, e tampouco sabem que o ‘Dia do Folclore’ deveria ser comemorado em 22 de agosto. Para piorar, estamos trucidando nossa língua pátria transformando as palavras e frases desnecessária e pateticamente, não raro caindo no ridículo com tanta ignorância.
Nós não aguentamos mais essa canalhice toda, desde que percebemos que estavávamos vivos nos vimos no meio dessa podridão assistindo a essa bandidagem nos passando a mão. Ainda que o moleque Gonzaguinha avisou que 'a gente não está com a bunda na janela pra passar a mão nela'. Você, sua família e quase todos que conhece estão sobrevivendo num inferno vendo esses malditos rindo da tua cara feia, sofrida e pobre. Uma corja que está se lixando pro teu país e muito menos pra você que é tão burro que fica discutindo e brigando com seus amigos, parentes e qualquer um defendendo esses canalhas. E o que dizer desses seus concidadãos e concidadãs se comportando como autênticos calhordas sem a menor educação.
Não fique tão feliz, você também faz parte desse combo estragado e sua colaboração para essa destruição está sendo essencial. É isso mesmo, meu nobre e miserável amigo ou inimigo, e tem mais, você vai trabalhar como um camelo até morrer? Pode apostar.
Agora deve está se perguntando o que é tudo isso? Quem são essas pessoas? O que eles querem? Eu não fiz nada, só trabalho e tento viver. Eu não sei, e você, sabe? Vamos então tentar entender essa desgraceira que nos esfola há tempos e porque essa gente toda do nosso segregante país sempre foi tão serviçal e enrustida sem saber o que fazer nem pra onde ir e quais os motivos por sofrermos desse impregnado colonialismo esse incurável complexo de vira-lata.
A história pode ser contada de várias maneiras, até de trás pra frente, tanto faz, mas vou trilhar aqui por algumas vias sinuosas e esburacadas com momentos pitorescos, meio de ponta cabeça, mas sem sair da fidelidade para que a coisa não se destoe ainda mais (se é que é possível).
Desde que nascemos nossos pais e nossos professores nos contam histórinhas infantis bem bacanas e entre elas a mais interessante e engraçada de todas que eles chamam de "O descobrimento do Brasil". Lobotomizado nossos cérebros com essas cascatas. Até hoje essa turma quer que acreditemos que demos as caras para o mundo num 22 de abril do ano de 1500 (repare que nem feriado é), mas não acredite nessa balela que o país foi ‘descoberto’ nessa data por um português. Esquece, não é nada disso, nossas terras são habitadas há cerca de 22 mil anos desde a chegada de humanos aqui na América do Sul. Então ninguém descobriu coisa alguma, a turma já estava perambulando por aqui faz tempo.
A história que remete ao período anterior à chegada daquela portuguesada abilolada sob o comando do desorientado Pedro Álvares Cabral com sua frota de caravelas e naus, sendo a Anunciação uma das caravelas mais conhecidas, e a Nau Vitória (ou El-Rei), eram as canoas furadas, era que conhecemos como ‘Pré-Cabralina’ e não ‘Pré-História do Brasil’ (mas isso é outro papo, coisas da arqueologia), as terras brasileiras eram habitadas por milhares de ‘povos indígenas’, são esses os legítimos donos desse imenso terreno de 8.510.000 km², são esses caras que têm a escritura original. Mas e nós, o que somos nós? Somos donos de quê? Nós? Não passamos de autênticos grileiros, não somos donos de merda nenhuma, nem dos nossos narizes. Nossa escritura é tão autêntica quanto o ‘mundial’ do Parmera ou um certo cartão de vacinação que andou circulando por aí.
A escravidão dos negros vindos da África instituida no Brasil, também conhecida com o suntuoso título 'Sistema escravocrata brasileiro', começando na era colonial e terminando pouco antes do fim do Império no século XIX, e também os índigenas antropófagos que praticavam a escravidão entre eles lá na era Pré-Cabralina. Naquela época os brancos também não escaparam da escravidão no Brasil, foram escravizados, em menor escala, durante os períodos do Brasil Colônia onde degredados brancos eram enviados de Portugal para trabalhos forçados na colônia e, posteriormente, portugueses foram feitos escravos por invasores holandeses. Estas práticas escravistas, seja para árduos e desumanos trabalhos nos engenhos e fazendas ou o canibalismo exibicionista dos índígenas está diretamente ligada à essa praga que carregamos no lombo até hoje, acompanhamos a escavidão por todo o país, são as sequelas daquele período sórdido, como virou moda no Brasil o uso de eufrmismos para islusoriamente amenzar os sofrimentos, estão chamando essa prática de 'trabalhadores em condições análogas à escravidão', a impressão que se tem é clara de que somos eternos escravos de um sistema tão contaminado que não conseguiremos jamais nos livrar e também vai nos ajudar a entender toda essa nossa história destrambelhada.
Firmou-se assim o ‘Tratado de Tordesilhas’ em fins do século XV em um cenário em que uma comunidade seminômade subsistia da caça, da pesca e da agricultura bastante rudimentares. Só depois de muita bateção de cabeça da corte de além mar (ora pois!) começamos a ser comandados por 12 donatários nas 15 capitanias hereditárias, é claro que esse método não deu em nada. Sim, já começamos errado. Depois do fracasso das capitanias, foi criado o ‘Estado do Brasil’ com a consequente implantação do Governo-Geral. O primeiro foi de 1549 a 1580, que tinha como sede colonial a recém fundada cidade baiana de Salvador e quem assumiu o cargo foi um português de nome Tomé de Souza, entre suas realizações criou o ‘Regimento do Governador-Geral’ determinando os cargos políticos, algo parecido com essa festança tal qual conhecemos hoje, fundou as primeiras cidades no Brasil, mas foi exonerado a bem do serviço público.
Em 1808 a corte lusitana veio de mala e cuia pro Brasil com o rabo entre as pernas fugindo da subjugação da França quando o Príncipe-Regente Dom João de Bragança, que além do título de Príncipe do Brasil, por varonia, acumulava os títulos de Duque de Bragança, Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Ourém, Conde de Arraiolos e Conde de Neiva. Tentem calcular o valor de sua aposentadoria. Esse multi-instrumentista arreganhou nossos portos para tudo que é mercenário e aventureiro e nas horas vagas fundou o Banco do Brasil, esse mesmo que vem te desfalcando educadamente desde que nasceu. Um pouco mais adiante, em 1815, a Dona Maria I de Portugal conhecida também como 'A Piedosa' ou 'A Louca', rainha de Portugal e também rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, de 1815 a 1816, a gulosa acumulava 3 coroas. Seus descendentes devem receber salários até hoje.
Em 1822, mais precisamente no dia 7 de setembro às margens de um fio de água nas proximidades do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro de Alcantara no lombo de uma desolada mula, soltou um berro e dizem que com isso o Brasil se tornou independente de Portugal, (anos atrás essa data completou 200 anos, mas por azar era um momento estranho do país e ninguém deu bola) colocaram uma coroa em sua cabeça apelidando-o de Dom Pedro I. Mas logo deu sua coroa de presente pro seu filho de 5 anos, que tinha pouca idade mas muitos sobrenomes, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, mas como o guri ainda usava fraudas teve que esperar até que deixasse de chupar chupeta e tomar leite na mamadeira aos 14 anos para assumir o trono, seu apelido, Dom Pedro II, sim, ele mesmo, o pai da princesa Isabel, a moça da Lei Áurea de 1888 que assinou um papel a lápis e sem ler concedendo liberdade aos escravos que ficaram zanzando por aí sem saber pra onde ir nem ter o que fazer, pois desde que nasceram foram escravos. E assim estão até agora.
Depois de um tempo, no ano de 1889, apareceu um tal Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que é famoso por ser o primeiro presidente republicano do Brasil, este cidadão deu início a essa patifaria toda que conhecemos e amaldiçoamos hoje em dia, ele fundou a República Velha com a Proclamação da República se estendendo até 1930 com o aparecimento do senhor Getúlio Vargas vindo lá de São Borja nos cafundós do Rio Grande do Sul bem na fronteira com a Argentina. Mas bah, tchê!
Pois então, meu caro espectador inerte do caos, saiba você que a razão por sermos assim tão boçais e estarmos nesse inacreditável mar de lamas não é só por causa desse sujeito, o Marechal Deodoro, o primeiro, o invasor, o separatista;
Nem do Floriano Peixoto, o populista, que disse ‘não’ ao ‘estado de sítio’ e ‘sim’ à reabertura do Congresso. "O Marechal de Ferro" ou "Consolidador da República", seu governo abrange a maior parte do período da história brasileira conhecido como ‘República da Espada’. Assumiu a república de forma ilegal após a renúncia de Deodoro da Fonseca, uma vez que com a Constituição de 1891 em seu artigo 42 dizia: "Se, no caso de vaga, por qualquer causa, da saída da presidência ou vice-presidência, não havendo ainda decorrido dois anos do período eleitoral, proceder-se-á uma nova eleição". Mesmo assim houve a posse de Floriano e esta foi interpretada na época como um retorno à legalidade (se lembrou do Zé Ribamar Sarney em 1985?);
Nem do Prudente de Moraes, que dá nome a muitas ruas por aí, foi eleito pelo povo, gostava só dos paulistas e dos mineiros, ou seja, era café com leite. Foi o primeiro presidente do Brasil a ser eleito pelo voto direto e o primeiro presidente civil do Brasil. Era pacificador;
Nem do Campos Salles que já chegou endividado, aquele do plano 'Funding Loan’, alguma coisa como uma grande produção com preço baixo, era o Brasil em liquidação. A banca da feira livre. Desenvolveu a sua Política dos Estados mais conhecida como 'Política dos Governadores', através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, segunda fase da República Velha;
Nem do Rodrigues Alves, o da ‘Revolta das Vacinas’, o povo contra a vacinação da varíola, muitos protestos e um punhado de mortes. Filme medonho assistido por nós recentemente protagonizado por artistas do terror que, feito zumbis, por aqui ainda vagueiam. São os descendentes daquela linhaguem imbecilizada;
Nem do Afonso Pena, superprodução de café, de novo a banca do saldão na bacia das almas. Não gostava do café com leite, só de mingau com aveia;
Nem do Nilo Peçanha, assumiu a presidência da República após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de junho de 1909 e governou até 15 de novembro de 1910. É patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil. Ficou apenas 1 ano e meio, gostava dos índios;
Nem do Hermes da Fonseca, também marechal, o da ‘Revolta das Chibatas’, sobrinho do Deodoro, o primeiro, gostava dos militares, mas não dos marinheiros;
Nem do W(V)enceslau Braz(s), o caseiro. Definiu seu governo como o "Governo da pacificação dos espíritos", que buscou o entendimento nacional depois do conturbado governo de Hermes da Fonseca. Em seu governo ganhou alguns ‘presentes de gregos’ assumindo em plena primeira guerra mundial os chamados "3G": A Grande Guerra, (como se chamava, na época, a Primeira Guerra Mundial), a Gripe Espanhola, e as Greves de 1917;
Nem do Delfim, o Moreira, não o Netto, que apareceu bem depois, também ficou só um pouquinho, mas deu tempo de mexer no Código Civil que não resolveu porcaria nenhuma, continua uma grande merda até hoje;
Nem do Epitácio Pessoa da ‘Lei de Repressão ao Anarquismo‘, gostava dos nordestinos;
Nem do Arthur Bernardes, o censor, sem liberdade de imprensa e teve como cenário a ‘Revolta Tenentista’;
Nem do Washington Luís, que deu nome à Rodovia com um milhão de pedágios, um a cada meia dúzia de árvores. Era o fim da ‘República Velha’, crise de 1929 e início da ‘Revolução de 1930’, uma polvorosa e tanto;
Nem contar com Júlio Prestes que foi eleito diretamente, mas não assumiu em razão da Revolução de 1930;
Nem a Junta Governativa Provisória de 1930, também conhecida como Primeira Junta Militar ou Junta Pacificadora, foi um triunvirato governamental militar composto pelo General Augusto Tasso Fragoso, Almirante José Isaías de Noronha, e General João de Deus Mena Barreto. Assumiram o governo brasileiro de 24 de outubro (dia em que Washington Luís foi deposto) a 3 de novembro de 1930 (data da posse de Getúlio Vargas), impedindo a posse de Júlio Prestes, que ocorreria no dia 15 de novembro;
Nem do Getúlio, outro gaúcho, tchê, que se beneficiou daquela mesma Revolução de 1930, depondo o Washington Luís para perpetuar durante 15 anos no poder, o Lula tá tentando bater seu recorde;
Nem do José Linhares, entrou com o fim da ‘Era Vargas’, queria uma nova Constituição;
Nem do Eurico Dutra, surgiu lá do Pantanal e batizou uma rodovia, também com um milhão de pedágios e promoveu as liberdades e as igualdades, só faltaram as fraternidades;
Nem do Getúlio, de novo, voltou para criar a Petrobras e ajudar os trabalhadores, que saiu do poder e também da vida para entrar na história;
Nem do Café Filho, era o vice do Getúlio, conciliador, gostava dos militares, era também um liberal, mas de verdade e não falsificado como o senhor Paulo Guedes;
Nem do Carlos Luz, que passou pra dizer ‘olá’ e só ficou por 2 dias, não aguentou e ficou doente;
Nem do Nereu Ramos, que também adoeceu e só ficou por 1 ano, foi ser ministro do JK;
Nem do Juscelino Kubitscheck, conhecido também por JK, o presidente minerim uai, aquele mesmo da ‘potência subdesenvolvida’ com seu famoso ‘Plano de Metas’, inaugurando o ‘Brasil das utopias’ uma grande alegria que entorpeceu todo mundo e perdura até os dias de hoje;
Nem do Jânio, aquele estranho senhor da vassoura com falas engraçadas que pediu para sair após 7 meses depois de medidas ‘importantes’ como congelamento dos salários, desvalorização da moeda e restrições ao crédito conclamando ‘Fi-lo porque qui-lo’, uma afronta à nossa gramática;
Muito menos o Ranieri Mazzilli, o eterno interino, governou por 13 dias entre a saída de Jânio Quadros e a entrada de João Goulart, o Jango, aquele das cartas misteriosas;
Nem o Jango, deposto pelos militares em 1964, no golpe (é assim que se dá um golpe, entenderam?), gostava das empresas brasileiras e das reformas;
Muito menos de novo o Ranieri Mazzilli, o eternamente interino, governou por outros parcos 13 dias, nem cumpriu o estágio probatório;
Nem o Castello Branco, outro nome de rodovia pedagiadamente absurda, estava no meio da era batizada como ‘‘Ditadura Militar no Brasil’, também conhecida como os ‘anos de chumbo’, onde implantou toda a estrutura de repressão pelo país, com muitos choques, muitas valas e muitos ‘convites’ com passaportes para viagens um tanto forçadas e que nada mais era que um pretexto para combater a subversão e a corrupção (conversinha pra boi dormir), mas suprimiu direitos constitucionais, perseguiu e censurou os meios de comunicação, extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo. Uma belezura. Está percebendo alguma coisa familiar?;
Nem o Costa e Silva, o presidente do ‘Ato Institucional número 5’, o AI-5, aquele da pena de morte para os crimes políticos e outras crueldades que deixariam os jogos mortais parecerem brincadeira de criança;
Nem
tampouco o Pedro Aleixo, vice-presidente civil de Costa e Silva, deveria ter se
tornado presidente interino sob a Constituição de 1967, mas foi impedido de
assumir o cargo. A Junta foi composta pelos três ministros das Forças Armadas.
Os ministros militares governaram sob as disposições do altamente repressivo
Ato Institucional número 5;
E
essa então, junta militar brasileira ou Segunda Junta Militar de 1969, através
do Ato Institucional nº 12. foi um triunvirato governamental que governou o
Brasil de 31 de agosto de 1969 até 30 de outubro de 1969. Foi composta pelos
três ministros militares: o Almirante Augusto Rademaker, ministro da Marinha; o
General Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército; e o Brigadeiro Márcio de
Sousa Melo, ministro da Aeronáutica. Como vomitam hoje: juntaram tudo e…;
Nem o Médici, Emílio Garrastazu Médici, assim como o conterrâneo Getúlio Vargas, também vindo dos canfundós do trilegal RS, de Bagé, que tinha também o analista do Veríssimo, que mais um poquinho tropeçava no Uruguai. Muito emprego e também muita instabilidade política. Seu governo foi aquele do famigerado e manjado "Milagre Econômico", caracterizado pelo crescimento e a elevação da renda per capita, mas triplicando a dívida externa. O crescimento deste período ocorreu por causa do aumento do total de investimento estrangeiro e de um amplo programa de investimentos do Estado, através da aplicação de fundos de instituições internacionais de crédito. Este último fator provocou uma elevação drástica na dívida externa. Ou seja, está confirmado que 'milagres não existem';
Nem o Ernesto Geisel, pra quem não sabe ‘gáisél’, criou o ‘Plano Nacional de Desenvolvimento’ que foi um sonoro fracasso, mas revogou o macabro e famigerado AI-5, que alguns entusiastas desavisados e ignorantes querem sua volta;
Nem o João Batista Figueiredo, fechou o ciclo da era militar, promulgou a Lei da Anistia e criou o BNDES, não era comunista, mas as criancinhas não gostavam dele, principalmente a Rachel Clemens;
Nem pode ser o Tancredo Neves, eleito indiretamente em 1985, morreu antes de tomar posse;
Nem o Sarney, dono do Maranhão, o improvável imortal acadêmico, assumiu a presidência nos mesmo modelo do Floriano Peixoto, ou seja, na mais pura ilegalidade já que, segundo a Constituição, deveria haver uma nova eleição. Foi o início da Nova República e uma nova Constituição com o fim da atuação das Forças Armadas e independência dos 3 poderes, as eleições diretas para presidente da república que foi um barulho dos infernos e inflação nas alturas. Seu governo foi marcado por uma forte recessão econômica, com elevados índices de inflação. As tentativas para combatê-la, como o Plano Cruzado e o Plano Verão, não deram resultado prático. Desde 1991, é senador pelo estado do Amapá. Após o fim do regime militar, os deputados federais e senadores se reuniram no ano de 1988 sob a batuta do Quasímodo Ulysses Guimarães, que depois rodopiou em um hilicóptero e sucumbiu no mar, em Assembleia Nacional Constituinte e promulgaram a nova Constituição, a 'Cidadã' que está valendo hoje mas quase ninguém respeita. Foi sucedido na presidência por Fernando Collor de Mello;
Nem tampouco o Fernandinho Collor, o ‘caçador de marajás’ da Casa da Dinda, fez um barulhão inventando o ‘Plano Collor’ com congelamento de preços e aumento das taxas de juros levando a crer que seu livro de cabeceira era a cartilha do Jânio Quadros que na imitação até saiu-se antes que saíssem com ele, mas sem antes criar um grande circo com direito a escândalos familiares espetaculares. Na teimosia e na amnésia do povão, passei alegremente pelos corredores de Brasília;
Nem o Itamar, que nasceu no mar, aquele do fusca e do topete, em sua gestão foi criado o ‘Plano Real’;
Nem o FHC, o da Sorbonne, das privatizações e das sociologias;
Nem o Lula, o metalúrgico sindicalista, ficou por 8 anos, o mais popular e amigo dos pobres, sua meta é quebrar o recorde do Getúlio;
Nem a Dilma, a primeira e única mulher, aquela das falas emblemáticas, criou a ‘Lei de acesso à informação’, a turminha misógina e a elite intelectual não gostaram de expor suas ‘atividades’ e saíram com ela, golpeando-a sadicamente;
Nem o Temer, com trejeitos mímicos, fala com as mãos, quase de Libras e propostas de reformas trabalhista e previdenciária que não deram em grande coisa, foi autuado e preso no meio da rua, mas safou-se. Acabou ficando 2 anos no tapa-buraco deixado pela Dilma e depois ajudou um beócio a redigir palavras de desculpas pra sociedade, mas era falso, ninguém engoliu;
O Bozo então, nem pensar! É aquele sujeito de feições caricatas que lembram o 'Duce' italiano (não com a mesma inteligência, óbvio) o vocabulário é paupérrimo, indigência intelectual, humor bastante ácido, vocifera pelas ventas as mais sórdidas frases, não tem respeito por ninguém, sofre de afasia crônica e com sérias dificuldades na compreensão da realidade que o cerca vivendo em um mundo totalmente paralelo e, pior, carregando consigo uma manada ainda mais incoerentre, a maioria pobre, pobríssima (ou paupérrima, como rogam os mais letrados), o que fica ainda mais estranho. Entre suas peripécias, tempos idos e recentes, escondeu-se por dois dias como um rato na embaixada da Hungria, óbvio que estava pedindo asilo político para se livrar das muitas condenações que estavam batendo à sua porta. Já passou por apertos antes, em 1986, no Exército, pegou 15 dias de prisão por ter liderado um movimento por reajuste nos soldos da tropa. Peraí que ainda não acabou. Em seus áureos dias de militar do exército, devido ao envolvimento no plano explosivo ‘Beco sem saída’, que pretendia explodir bombas em quartéis e outras unidades militares no Rio de Janeiro, foi condenado, decidiu-se por sua explulsão, mas numa manobra maquiavélica conseguiram ludibriar o Superior Tribunal Militar (STM) e aconteceu uma reviravolta e o cabo desajustado aspirante à mito saiu-se espertamente absolvido. Para assumir um cargo que achou que era só uma brincadeira entre seus parças levantou-se de sua confortável cadeira de deputado que ocupou durante 28 anos da mais pura ergasiofobia, já que é avesso ao trabalho, mas não é sua culpa, colocaram-no lá. Em campanha levou uma furada no bucho, venceu o pleito e de quebra arrastou consigo toda sua prole numerística igualmente ociosa. Sendo asssim, é mais que óbvio que esse ser não teria jamais capacidade cerebral para qualquer ação benéfica ou maléfica. Agoniza na prisão após orquestrar uma atrapalhada tentativa de golpe. O resto da história todos já sabem;
E nem o Lula, que de novo acredita ser o enviado sabe se lá de onde, está velho, quase sem voz, ostenta seu terceiro mandato e corre atrás do quarto acreditando ser o Matusalém de Garanhuns e que ainda poderá governar por mais 969 anos.
A culpa, meu distinto, desfalcado, indignado e revoltado cidadão, não cabe só aos ilustres personagens descritos aí em cima, mas também daquele aloprado lusitano, o Cabral, o ‘moço fidalgo’ da direita agrária seguia na rabeira do Vasco da Gama (não, não do time de futebol, o outro) com sua frota de 13 navios rumo à Índia contornando a África para surrupiar especiarias, mas se atrapalhou, se perdeu e veio parar por aqui, e aquilo deu nisso. Poderia ter evitado toda essa lambança se tivesse uma bússula e não errado o caminho. Mas o patrício chegou atrasado, quando aportou no Monte Pascoal em Coroa Vermelha, distrito de Porto Seguro, litoral sul da Bahia, já haviam passeado antes dele pelas terras brasileiras os portugas Bartolomeu Dias, que foi o principal navegador daquela mesma esquadra de Pedro Álvares Cabral em 1500, que após passar pelas costas brasileiras, a caminho da Índia, Bartolomeu Dias morreu quando sua caravela naufragou, ironicamente, no cabo da Boa Esperança. Puta merda, isso não poderia mesmo dar certo. Outro portuga, o navegador, militar e cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira, uma interpretação do livro Esmeraldo de Situ Orbis (1505) aponta esse aventureiro como o possível descobridor do Brasil por ter ele supostamente comandado uma expedição secreta que teria percorrido a costa brasileira e o mar do Caribe em fins do século XV. Também outro navegador e explorador, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, esse compañero em 26 de janeiro de 1500 ancorou no cabo de Santo Agostinho no litoral sul de Pernambuco, cerca de três meses antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, trata-se da mais antiga viagem comprovada ao território brasileiro, ou seja, o portuga chegou tempos depois dessa galera mas levou a fama. Então, senhor Cabral, o que tens a nos dizer, ó pá?
Na conclusão do veredito dessa triste e estranha história, a culpa verdadeiramente real é minha, é sua, é nossa que antes de nascermos já estava quase tudo estragado ou comprometido e ao nascermos por não gostarmos do que vimos ou por birra, marra, diversão ou por nada, acabamos de desgraçar tudo o que ninguém conseguiu destruir e o que restou é o lamento de uma raça sem identidade, patriotismo, civilidade e nenhum amor por sua terra.
Seremos condenados por esses crimes.

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