quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

OS ENXUGADORES DE GELO



"Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!"

Quando o senhor Joaquim Osório Duque-Estrada escreveu esses versos em 1909 e vendeu para o governo brasileiro por cinco contos de réis, ele acreditava que seria levado a sério.

‘Hoje eu acordei feliz, hoje me sinto contente, vou matar o presidente.’ 

Parece engraçado, mas não é não. O imbecil escrachado que acredita ser de ‘direita’, um negócio que ele ouviu falar muito na TV e achou legal, o idiota intelectualoide que se vangloria por ser de ‘esquerda’, mas ainda vive na cúpula utópica do Karl Marx que ele conhece só um tiquinho, e a terceira via, o prostituto que não gosta nem de um e nem do outro e fica tal qual uma biscate regateira rodopiando pelo ‘centrão’. Essa trupe de desengonçados anda com o nariz empinado se achando os donos da situação, mas nem sabem qual o conceito para essas coisas, não sabem para onde ir, se devem ficar, sair ou não sabem de nada, ouviram falar em algum lugar a palavra ‘comunismo’, basta que você não compartilhe de suas ideias e comportamentos que será um perigoso ‘comunista’, um vermelho, um traidor da pátria, aquele que deverá sumir pra Ilha de Cuba fumar charutos cohiba ou pra Venezuela cavar buracos pra ver se encontra petróleo, um berro ininteligível de dar dó. Na ilustração apenas, entre as milhões de pérolas dessas redes sociais, que podem te bombardear com o bem e também com o mal, surgem, sabe-se lá de onde, pacatos numerólogos cidadãos que nutrem ódio figadal pelo número 13 (que, vá lá, é só um número), ou, como adoram imitar os americanos que, por superstição, em muitos edifícios o 13º andar, que vem depois do 12º, é chamado de 14º, mas na sensatez da sequência continuará sendo sempre o 13º, essa cambada tem como aliada a matemática avançada onde concluíram que é mais humano (demasiado humano) o 12+1, nos dias 13 devem ficar amaldiçoando tudo, batendo com a cabeça na parede, orando para pneus velhos ou passam o dia todo dormindo na mais risível hibernação. Se não bastasse tantas asnices agora resolveram reverenciar outros países simplesmente para provocações. Isso é o fim da era sensata que pregaram nossos sábios antepassados, pois sugiro que fiquem onde estão, do contrário não iriam parar de vomitar.

Toda espécie de bobagens que somos bombardeados a todo momento nos leva a crer que nada mais importa, nada faz sentido, o legal é praticar o ódio, a desesperança, o desamor, tais criaturas não gostam do seu país, tocam fogo nas matas e por aí afora, entopem as ruas com entulhos, não acreditam em coisa alguma, para eles parece que nada presta: “pátria amada é o escambau”, ofendem sem a menor timidez os homens e mulheres que foram escolhidos democraticamente por eles mesmos para governá-los, chamam-nos de bêbados, ladrões, genocidas e canalhas, enquanto em um contraponto medonho vangloriam uma era de chumbo onde senhores com sangue escorrendo pelos olhos cortariam facilmente a cabeça do primeiro que dissesse essas aberrações livremente, e no avesso de qualquer sensatez convivem a sua volta com a pior sordidez humana, algo como morrer feliz levando um tiro do seu ídolo bem no meio da cara ou viver a vida toda sendo enganado e ainda sorrindo para o seu algoz feito uma hiena. Zombam da única presidente mulher que passou por aqui por dizer frases desconexas, mas esquecem que vivem em um país de um analfabetismo gritante, não sabem ler, não sabem escrever, falam errado e por medo de errarem ainda mais feio andam roubando um idioma gringo simplório para classificar como chique, sem qualquer medo do ridículo.

Se são ridículos e usam pífios 10% (se tanto) da massa cerebral que disponibiliza 100%, o que fazer? Não sabem o significado da palavra respeito, pode-se e deve-se, sem dúvida, criticar e cobrar os governantes em suas medidas erradas, presepadas, roubalheiras, enfim, mas isso não lhes dá o direito da ofensa, são, afinal, sejam quem forem, os representantes da nação. Fazem piada com isso, tudo é levado na brincadeira e assim sendo a nação não sairá jamais do atoleiro que a colocaram lá no dia do seu achamento.

Os nobres cidadãos e cidadãs desse nosso país são tão ignobilmente medíocres que parecem estar constantemente assistindo a uma partida de futebol, cada metade do estádio torcendo para o seu time com muita raiva esperando que a parte da arquibancada deles desmorone com todos desaparecendo engolidos em um fosso sem fim, mas não entende que o tiro que é dado no pé vai ricochetear para ambos os lados. Tiro no pé, tiro na nuca, tiro na cabeça, nessa metáfora do terror, a boçalidade se sentou, grudou a bunda e assim está. A cada quatro anos, ou menos, uma parcela dessa manada fica pateticamente feliz e a outra irritantemente desorientada torcendo para que tudo dê muito errado e que esse ’pesadelo’ acabe logo sem se importar com os resultados. Tanto faz! Acreditam que existam dois Brasis, o deles, onde são os patriotas convictos usando a bandeira do Brasil como escudo para suas investidas (a Bandeira do Brasil que, é claro que eles não sabem, é um dos símbolos nacionais brasileiros, ao lado do Laço Nacional, do Selo Nacional, do Brasão de Armas e do Hino Nacional), e o outro Brasil, o dos outros, os comunas, os canhotos, os desordeiros, aqueles que lhes ceifaram a liberdade, 'queremos nossa liberdade de volta', esgoelam. Agora as turminhas dos internautas intelectuais ociosos resolveram virar economistas do caos com ‘postagens mentirosas’ (que os mais inteligentes gostar de chamar de ‘fake news’) a respeito dos preços praticados no país esquecendo-se que o Brasil e também o resto do mundo gira em torno de sazonalidades econômicas ou climáticas, e isso acontece seja em qualquer dos três quadriênios possíveis, de 'uns' ou dos 'outros'.

Não adianta ficar bancando o espertalhão engraçado sem graça até chegar no grau máximo das asnices se apossando de uma frase metafórica e distorcendo-a tal qual adolescentes de cabeças vazias, como por exemplo brincar com o preço de uma carne nobre deixando a impressão que sempre se consumiu esse tipo de alimento por aqui, chega a ser vexatório em um lugar de descamisados, desdentados e, principalmente, de esfomeados. E, pra piorar, essa idiotice de criar bordões com forma de letras para provocar as outras pessoas da torcida adversária chega no limite das descerebrações, talvez se usassem seus diminutos cérebros e seu interminável tempo ocioso para postagens mais interessantes, por mais simplórias que fossem, não haveria tantas porcarias espalhadas em um espaço tão carente de inteligências.

Esse gigante adormecido só despertará se algum dia essa gente toda perceber que um país só decola se houver uma revolução mental acirrada e todos perceberam que a sociedade precisou de milhares de anos para se organizar, e não é assim tão simples pra esses bocós entenderem essa coisa toda e pelo que estamos assistindo não está com jeito de acontecer tão cedo e o outro trecho do senhor Joaquim Osório ‘Brasil, um sonho intenso, de amor e de esperança’ está enroscado e engasgado na garganta desse povinho sem estima.


Altair José


PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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