sábado, 3 de fevereiro de 2024

A VELHA NOVA ORDEM MUNDIAL

 




Seres pensantes (ou rastejantes) resolveram sair por aí pisando na grama de tudo quanto é jardim alheio como autênticos mastodontes, são políticos que não se importam se vai chover, nevar ou se tudo ruirá com um terremoto, para eles tanto faz. Temos o que conhecemos como direita, extrema-direita, ultradireita, esquerda, esquerdalha ou o centrão (que é aquela parcela que não está nem lá nem cá, são as prostitutas da política), mas é certo que os resultados serão sempre quase idênticos. Esse é o panorama atual do nosso país.


Nessa estranha e cabulosa recente história do Brasil a polarização se firmou como um elemento desfavorável já que o que menos importa são as intermináveis necessidades da população, essa que de uns tempos para cá também se engajou em uma constante agressividade entre seus concidadãos que beira a idiotice tamanha a falta de educação, respeito, preferências e individualidade. Mas é certo que no meio dessa papagaiada toda destacam-se aqueles senhores que precisarão sempre de algo mais, sua ânsia de governar ultrapassa os limites da sanidade. Estamos constatando que essa tendência pende mais precisamente com inclinações para os partidos da direita e suas variações da política, e nem sou em quem está atestando isso, é só você olhar ao redor. Por aqui não se sabe ao certo o que são essas coisas de direita, esquerda ou centrão, mas como a ignorância é uma espécie de mãe ou madrasta dos tolos, estranhamente essas pessoas se envolvem em quentíssimas discussões quase sempre infundadas sobre essas vertentes. Outrora havia os adversários políticos que após calorosos debates saiam caminhando lado a lado sem qualquer problema já que seus interesses não ultrapassavam as desesperadas corridas por poderes, sendo que hoje são odiosos inimigos com metralhadoras cuspindo fogo. Ilustrando o cenário odioso, na última troca de presidentes, em janeiro de 2023, o derrotado despeitado em uma atitude de total desrespeito se recusou a passar a faixa para seu substituto. São as amarras da nova cepa de sujeitos que perambulam pelos corredores palacianos.


Aqui, vou tratar exatamente dessa camada de pseudolíderes, um fenômeno que está acontecendo nesse momento pelo mundo afora que é a disseminação de uma espécie de comandantes conservadores com ideais nada ortodoxos e que já vêm se perpetuando há vários anos, são os imperadores desvairados.


A banda Titãs do Iê-Iê vomitou em 1986 que não gostavam do padre, da madre e do bispo, também não gostavam de Cristo e do terço e muito menos do frei, não montavam o presépio e nem achavam graça no berço de Jesus de Belém e não entravam na igreja para dizer amém. Sem saber, é claro, estavam se manifestando como porta-vozes dos senhores ultradireitistas que não gostam de nada nem de ninguém e estão normalmente posando com as ‘caras amarradas’ mais feias que o pulhento faminto e esbravejando como se fossem cães enfurecidos e babentos. Ali também pelos idos anos de 1980, que foram a terceira e última fatia da contracultura em uma explosão maravilhosa de cores com aquela cena iluminada cultural, musical e todas as artes mostrando ao mundo que novamente valia a pena viver. Só que em um paralelo nada amistoso viajava na mesma nave daquela derradeira década um malfadado buxixo assoprando pelas ventas a tal ‘Nova Ordem Mundial’. Estávamos em plena ‘Guerra Fria’ - e por aqui reinava aquela nuvem escura da ‘Ditadura Militar’ na emissão dos passaportes com carimbos só de ida para os 'indesejáveis' e amontoando nas valas as ossadas dos 'teimosos' enquanto a população embebida de mentiras cantarolava hinos com simplórios refrões das esperanças.


Levemos o foco para algumas décadas atrás e veremos que esse termo surgiu no período em que se deram os fins da primeira e a segunda Guerras Mundiais, entre 1918 e 1945, porém, com intenções e ideais bem diferentes. Políticos importantes como Woodrow Wilson (EUA) e Winston Churchill (Reino Unido) usaram o termo "nova ordem mundial" para se referir a um novo período da história caracterizado por uma drástica mudança no pensamento político mundial e o equilíbrio de poder após os estragos deixados por essas duas grandes guerras tendo como meta uma governança global. Entre outras coisas, aquelas propostas levaram à criação de organizações internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas, ou simplesmente Nações Unidas, é uma organização intergovernamental criada para promover a cooperação internacional. Uma substituição à ‘Liga das Nações’, a organização foi estabelecida em 24 de outubro de 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial, com a intenção de impedir outro conflito como aquele. Na altura de sua fundação, a ONU tinha 51 Estados-membros; desde 2011, são 193. A sua sede está localizada em Manhattan, Nova Iorque (EUA), e também a OTAN (A Organização do Tratado do Atlântico Norte, frequentemente referida pela sigla em inglês NATO (de North Atlantic Treaty Organization) e por vezes também chamada de Aliança Atlântica, é uma aliança militar intergovernamental baseada no ‘Tratado do Atlântico Norte’, assinado em 4 de abril de 1949, que constitui um sistema de defesa coletiva através do qual os seus Estados-membros concordam com a defesa mútua em resposta a um ataque por qualquer entidade externa à organização. A sede da OTAN localiza-se na região de Bruxelas na Bélgica), no que muitas nações à época torceram os narizes, mas que estamos vendo que são de suma importância nas muitas aberrações que estamos assistindo.


 Voltando aqui para o nosso contemporâneo e mirando por uma ótica diferente vemos que em outras óticas essa teoria nada mais é que uma conspiração de que, supostamente, as elites políticas e os governantes planejam a implantação de um governo totalitário mundial com uma propaganda abrangente sobre essa nova proposta totalmente distorcida da original. Para efeito de curiosidade, no verso da nota de um dólar americano está estampado o selo com a frase "Novus Ordo Seclorum" (é uma frase em latim que significa "nova ordem das eras" ou "nova ordem dos séculos". É um dos lemas do Grande Selo dos Estados Unidos e aparece na nota de um dólar. A frase foi inspirada em um poema do poeta romano Virgílio e sugere o início de uma nova era, marcada por mudanças e progresso. Em algumas interpretações, principalmente em teorias da conspiração, a frase é associada à ideia de uma "Nova Ordem Mundial", o que não é o significado original e nem o mais comum), mas, é claro que temos aí uma nítida alusão à Nova Ordem Mundial. Quem leu o cacotópico '1984' (Nineteen Eighty-Four, de 1949) do escritor britânico George Orwell vai perceber de uma maneira mais coesa o que isso significa e o que poderá ocasionar. Mas como já é sabido que tem uma turba espalhada pelo mundo que nem sabe que livro é esse e muitos jamais abriu um livro sequer e que sacariam uma arma caso você mostrasse um livro a eles, a desinformação plantou morada nas mentes sebentas e mofadas desses seres como uma chaga em evolução.


 Com o fim da Guerra Fria, em dezembro de 1991, houve um processo de rearranjo geopolítico internacional quando se deu fim à bipolaridade centralizada entre apenas duas potências, Estados Unidos e União Soviética, nações soberanas nas esferas políticas e econômicas mundiais naquele momento da história e com a dissolução da União Soviética e o aparecimento de novos centros econômicos como China, Japão e países da União Europeia. Novamente veio à tona a sensação de conturbação, incertezas e medos, e foi assim que o termo que conhecemos naqueles tempos como ‘Nova Ordem Mundial’ com características da multipolaridade voltou para as notícias. Antes de 1990, os EUA tinham a supremacia com relação a essa teoria conspiratória comandada pela direita militante da época e parte dos fundamentalistas cristãos, esses acreditavam na aparição do anticristo trazendo junto dele o fim dos tempos, muito em voga então. O cenário era tão horripilante que muitos populares estavam abraçando a causa sem ao menos saber o teor da coisa, houve uma histeria em massa com receio de que haveria um cenário apocalíptico, claro reflexo dos efeitos devastadores da alienação política generalizada desastrosa dos EUA beirando ao terrorismo doméstico.


Voltemos à contemporaneidade. Hoje temos uma imensa gama de recursos tecnológicos para facilitar ainda mais essa conspiração, e, pior, com o avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) que deveria direcionar para o bem da humanidade, mas sabemos que tudo nessa vida poderá ser utilizado como queiram alguns, para o bem ou para o mal, estaremos, no entanto, à beira de um colapso mundial, sem dúvida.


A história é feita por acontecimentos, as invenções, descobertas e de desgraças e tragédias, tais como maremotos, terremotos, tsunamis, tempestades e as doenças, como as endemias, pandemias e as pestes. No contexto dessas épocas e junto delas apareceram alguns líderes de nações completamente loucos, o alemão (nascido na Áustria) Adolf Hitler e o italiano Benito Mussolini só pra ficar com os dois mais emblemáticos, e em nossa era contemporânea a coisa não é diferente, espalhados mundo afora estão tocando terror nos quatro cantos, pela Europa estão os protagonistas o senhor (сэр) Vladimir Putin, da Rússia, que tem o Kremlin como se fosse sua casa e que se perpetua no poder há 24 anos, está agora mais poderoso do que nunca, abocanhou 87,7% dos votos e arrumou um jeito, alterando a Constituição local, de ficar até 2036 no poder. Ao discursar, ele prometeu fortalecer as forças armadas da Rússia e priorizar o que chamou de “operação militar especial” na Ucrânia que junto ao senhor Volodymyr Zelensky (que é também ator) astros principais da absurda guerra entre Rússia e Ucrânia que começou em fevereiro de 2022 e se estende até hoje (estamos em julho de 2025), e o outro eterno senhor Benjamin Netanyahu, atualmente primeiro-ministro de Israel protagonista do conflito com o Irã. Donald Trump anunciou em 23/06/2025 um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã. Tanto o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, quanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se disseram vencedores do conflito.


Acompanhamos essa nossa nova era que a coisa é um pouco mais azeda, estamos assistindo incrédulos a rápida ascensão de líderes dessa envergadura política em vários países pelo mundo, aqui mesmo nas nossas vizinhanças temos o senhor Javier Milei (até então o presidente mais votado da história da Argentina), político de extrema-direita e ultraconservador, que na sua visão se considera como ‘minarquista’ (no contexto político e filosófico, refere-se a alguém que defende um Estado mínimo, com funções restritas principalmente à proteção da vida, liberdade e propriedade através da aplicação da lei e da justiça. O minarquismo é uma corrente dentro do libertarianismo que busca um governo limitado, mas não a sua completa abolição, como defendem os anarquistas) ou ‘libertário liberal’ e tem como filosofia política o ‘anarcocapitalismo’ (conhecido como ‘anarquismo de livre mercado’ ou ‘anarquismo de propriedade privada’), em seu discurso da vitória berrava ‘Make America Great Again’ (em português: Torne a América Grande Novamente), conhecido também como MAGA, plagiando descaradamente seu comparsa americano que por sua vez já havia plagiado um outro presidente americano (Ronald Reagan na eleição presidencial de 1980) na versão dos Albicelestes ‘Tornar a Argentina Grande Novamente’. O presidente argentino se escorou na aprovação popular de 55% dos eleitores para levar adiante seu programa de choque e ordem na Casa Rosada (sede do governo argentino) e acredita ser um super-herói da salvação, tirou das mangas uma tal Lei 'Ómnibus' (Na Argentina, uma "lei ônibus" (ou "lei omnibus") é um projeto de lei que inclui um grande número de temas e reformas diversas, como um ônibus que carrega muitos passageiros com diferentes destinos. O termo vem do latim "omnibus", que significa "para todos". Essas leis são frequentemente utilizadas para aprovar reformas profundas e abrangentes, agrupando vários assuntos em um único projeto para facilitar a tramitação no Congresso). Com 664 artigos, essa tal lei prevê superpoderes para ele até o fim de seu mandato. No aspecto da segurança, por exemplo, o texto pune com prisão de até seis anos quem organizar passeatas e impõe autorização prévia para os protestos. Por aqui, como já era esperado, sua eleição foi avidamente comemorada pelo senhor inelegível que agora estampa as principais páginas policiais e enfrenta vários processos. Em sua escatológica passagem pelo executivo tentou implantar tal sistema, mas falhou feio, talvez por causa de seu déficit cognitivo e da pouca capacidade intelectual que é um tanto cara para ele e seus asseclas que nem ligam para tais sordidezes que aparecem a toda hora e comemoraram juntos tal vitória. Vê-se que não sai das evidências juntamente com seus fiéis súditos a organizar encontros dominicais capitais afora com seus discursos repetitivos e enfadonhos. Nos EUA, que são o espelho dessa nova ordem para o restante do mundo, o senhor Donald Trump, que posou de ‘bom moço’ e agora mostra as garras coleciona 4 processos criminais com 91 acusações (incluindo aí caso com atriz pornô, fraudes financeiras, conspirações e chefiar organização criminosa para fraudar resultados de eleição), mas esses processos não o impediram de assumir a Casa Branca neste ano, apenas se fosse confirmada crime de insurreição - é a cláusula da Constituição dos EUA: Seção 3 da 14ª Emenda, que proíbe aqueles que "se envolveram em insurreição ou rebelião" contra o poder constituído de ocupar cargos federais -, que se refere ao ataque ao Capitólio (Centro Legislativo) em 06 de janeiro de 2021, mas como é de praxe, também não está nem aí para o caos e segue imitado por seus eleitores que estão se lixando para a enxurrada de processos que brotam a todo momento. Por aqui, alguns dos nossos políticos, incluindo o forasteiro Tarcísio de Freitas, se mostram extasiados com a eleição do americano com postagens ridículas nas redes sociais, “Grande dia”, disse Tarcísio colocando o famigerado boné vermelho com a estampa do MAGA. Agora o topetudo está se intrometendo querendo controlar nosso país de vez por todas, anda taxando nossos produtos em 50% e de tudo quanto é país em represália não se sabe bem de quê. Andam dizendo que os membros do Clã da imbecilidade estão por trás dessa medida catastrófica para o Brasil, aquela mesma corja que posa de patriota. O descerebrado filho 03 do acéfalo Bozo, Deputado Federal por São Paulo (está licenciado: em março de 2025, Eduardo anunciou num vídeo nas suas redes sociais que tirou licença do cargo de deputado federal para morar nos Estados Unidos. Segundo ele, tomou essa decisão devido às "perseguições políticas" que ele e o seu pai, Jair Bolsonaro, estariam enfrentando no Brasil) aproveita as férias para conspirar contra o Brasil lá na terra do Tio Sam, dia desses postou uma fala aconselhando os brasileiros a investirem nos EUA, algo parecido com a outra frase da nota de 1 dólar americano Annuit coeptis (“Favoreça nossas empresas”). Tivemos também na Holanda a vitória do senhor Geert Wilders, do partido PVV, ‘Partido pela Liberdade’ de extrema-direita que se declara anti-islã (os grafites atestam em Apeldoorn, Holanda: ‘Mohammed Not Welcome’) e anti-União Europeia, abandonando o euro e criando o Nexit, versão local do Brixit (A sigla Brexit é uma junção de “Britain” e “exit” – que em português significa saída do Reino Unido da União Europeia, bloco no qual o país está presente desde 1973. Desse modo, consiste basicamente no desmembramento, por parte do Reino Unido, do bloco da União Europeia. A questão foi decidida por referendo, com a participação de mais de 30 milhões de pessoas), o líder já prometeu tornar a vida dos imigrantes em um inferno, “os holandeses esperam recuperar seu país e garantir que o tsunami de asilo e imigração se reduza”, esbravejou Wilders, algo semelhante cuspiu a prefeita de uma cidade do Sul do Brasil com relação aos migrantes nordestinos dia desses. Tais exemplos de populismo barato estão se multiplicando pelo globo, desde a Segunda Guerra na Itália não aparecia no poder um partido neofascista, agora o ‘Irmãos da Itália - Aliança Nacional’ (Fratelli d’Italia - Alleanza Nazionale, FdI-NA), partido de ideologia nacionalista conservadora, de Giorgia Meloni apareceu em 2022 com força total, desde então ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Ministros da Itália. Na França, que é a segunda maior economia do bloco europeu, em forte escalada está Marine Le Pen (membro do partido Rassemblement National (em português: "Reagrupamento Nacional", ou "Reunião Nacional"), até 1º de junho de 2018, quando foi denominado Front National (em português: "Frente Nacional"), é um partido político francês de extrema-direita e de caráter protecionista, conservador e nacionalista) que perdeu a eleição para Emmanuel Macron em 2024, mas não tem nenhum sucessor a vista. Na Hungria, Viktor Orbán (primeiro-ministro da Hungria desde 2010, anteriormente tendo ocupado o cargo de 1998 a 2002. Preside o partido nacional-conservador Fidesz, desde 1993, com uma breve pausa entre 2000 e 2003. Sob sua liderança, o governo húngaro mudou para o que Orbán chama "democracia iliberal" (ele cita China, Rússia, Índia, Singapura e Turquia como modelos de governança) e passou a promover o antiamericanismo, o euroceticismo e a oposição à democracia ocidental. Mantém uma relação amistosa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com o presidente dos EUA, Donald Trump), o mais expressivo e estridente representante da extrema-direita da Europa já está em seu quarto mandato consecutivo e na Alemanha a legenda de ultradireita ‘Alternativa para a Alemanha’ (Alternative für Deutschland, AfD - Desde 2015, a AfD tem estado cada vez mais aberta para trabalhar com grupos extremistas de extrema-direita, como PEGIDA (sigla para Patriotas Europeus Contra a Islamização do Ocidente (em alemão: Patriotische Europäer gegen die Islamisierung des Abendlandes), é um movimento de extrema-direita alemão que se opõe à imigração muçulmana na Alemanha. O movimento surgiu em Dresden em 2014 e organiza manifestações públicas contra o governo alemão e o que considera ser a islamização do Ocidente). Facções internas da AfD têm tendências racistas, islamofóbicas, antissemitas e xenófobas ligadas a movimentos de extrema-direita, como o neonazismo e o movimento identitário. Desde 2015, o AfD moveu-se ainda mais para a direita. O partido agora se assemelha a outros partidos populistas de direita radicais na Europa, mas é um tanto incomum porque mantém laços visíveis com grupos ainda mais extremistas) também está em crescimento se colocando em segundo lugar na preferência nacional. Na Espanha que era quase uma exceção, a ‘Exceção Espanhola’, na Europa, já está mudando a paisagem, a legenda extremista VOX, um partido político conservador de extrema-direita liderado por Santiago Abascal, fundado em dezembro de 2013. O partido define-se de direita, sendo descrito como um partido populista de extrema-direita por acadêmicos e permanece como força decisiva nas pautas do país, assim como na Polônia a legenda do presidente Andrzej Duda foi a mais votada na última eleição, em outubro de 2020, está em seu quinto mandato. Em Portugal, o partido Chega (sigla CH), partido político de ideologia populista, de direita radical, nacionalista, conservador, sendo o seu espectro político definido como sendo de direita a extrema-direita, ficou em terceiro lugar e que promete combater a corrupção e usa o slogan "Portugal precisa de uma limpeza". Na Suécia e Finlândia não foi diferente com os partidos de extrema-direita em constante crescimento. Estamos assistindo essa hecatombe inacreditável.


Essa turma, juntamente com seus seguidores fanáticos, não suportam a derrota, quando isso acontece ateiam fogo em tudo, destroem parlamentos e invadem todo tipo de repartição pública, ou seja, a democracia parece não fazer parte de seu dicionário. Esses estadistas 'diferenciados' parecem pertencer a uma irmandade secreta, uma espécie de versão fictícia da ‘Iluminati’ onde a presença do ‘homem branco’ é unanimidade. Como quase nada ou nada lhes agrada é patente que não estão nem um pouco satisfeitos com o que temos, eles podem estar almejando ou planejando a criação de uma espécie humana diferente dessa que está vagando por aí que obviamente não é de seu contento (qualquer semelhança com o austríaco monocromático de feições engraçadas e assustadoras que hoje sorri no inferno não é mera coincidência). Comandados por modernistas reacionários em um movimento transumanista, a tal da "casta dominante pós-humana" será tão significativa que os seres humanos ‘normais’ não conseguirão entender e muito menos acompanhar tais mudanças no mundo ao seu redor, algo como o ‘Brave New World’ baseado no livro distópico de Aldous Huxley, ‘Admirável Mundo Novo’, de 1932 e muito semelhante ao que presenciamos na década de 1980.


Toda essa desordem que contamina o mundo hoje é muito perigosa, o ser-humano já provou que é facilmente controlável e condicionável. O mundo já viu esse filme de horror e não achou nenhuma graça, as cicatrizes estão expostas até hoje e assim permanecerão para toda a eternidade. Dependendo da gravidade e até onde esses monstros pretendem chegar, que parece não haver limites, podemos estar presenciando o que eles sempre almejaram, ou seja, a extinção sumariamente desfigurada da raça humana do planeta Terra.

SINOPSE DAS BRASILIDADES:




: não sabemos escrever nem falar, não entendemos nada de gramática e muito menos concordância - e também não queremos aprender -, amaldiçoamos as matemáticas, as geografias, as químicas. Falamos errado demais ou falamos muito alto, berramos palavrões nas ruas, não sabemos andar, nem nadar, não comemos direito, cuspimos na rua, urinamos nos cantos e becos e nas sarjetas. Xingamos o padre, o pobre, o preto de preto e a donzela de puta, arrancamos a cabeça do homossexual por não concordarmos com suas preferências, queimamos os indigentes para não nos atrapalhar, derretemos os viciados e mendigos por estragarem a paisagem. Não respeitamos nossos pais, nossas tias, nossos avós, nossos irmãos, nossos professores, nossos governantes, nossa cidade, nossa rua, nosso bairro, não respeitamos o trânsito, as leis de trânsito, os limites de velocidades, os semáforos, os pedestres, não respeitamos nada nem ninguém, fomos mal educados e somos mal-educados. Colocamos nossos lindos cãezinhos nos portões para latirem o dia todo e também a noite toda - 'Mas, e os nossos vizinhos que nem sequer conhecemos?' - 'Paciência, fazer o quê?' Jogamos lixo na rua, nas calçadas, nos rios e nas estradas para depois reclamarmos da sujeira. Furamos filas nos achando assim o máximo, afinal, nós, brasileiros, gostamos de levar vantagem em tudo. Né não, seu Gerson? Buzinamos com força total em frente escolas e hospitais, estacionamos nossos veículos ocupando duas vagas ou na contramão, paramos em cima das faixas de pedestres, estacionamos em vagas especiais, em frente às farmácias, em cima das calçadas e obstruímos as rampas para as pessoas com necessidades especiais, viramos também na contramão - as placas de sinalização estão ali, mas as ignoramos, são as tais 'imagens meramente ilustrativas' -, dirigimos em alta velocidade, tanto faz nas estradas ou nas cidades, dirigimos alcoolizados atropelando e matando pessoas nas ruas, nas calçadas e onde mais vier ou convier, sendo que uma irrisória fiança nos livrará da punição verdadeira. Reparem que aguardamos a passagem dos veículos, mas nunca aguardamos a passagem dos pedestres, isso é reflexo da aversão que temos por ‘escolas’, sejam elas quais forem, inclusive as ‘autoescolas’, o nome para isso é cataclismo cerebral. “Nossos” bandidos roubam e furtam Postos de Saúde e Escolas, as creches e os berçários com todo o ódio que eles têm no coração, se é que eles os têm. Em desfiles cívicos ficamos passeando no meio das apresentações corujando nossos filhinhos tirando fotos e empunhado latas de cerveja em uma atitude desprezível, vil e incivil, somos os antipatriotas, nem sabemos o significado dessas datas cívicas, apenas que será um feriadão prolongado. Zoamos com nossos carros com o som no talo, geralmente com músicas pavorosamente horrendas como se os outros também partilhassem do nosso gosto musical mais que duvidoso. O verde nos incomoda, por isso arrancamos as árvores nas cidades e queimamos nossas florestas, e as águas límpidas dos rios e riachos as transformamos em lamaçais sem vida. Em um passado recente, em meio a uma pandemia avassaladoramente mortal, tivemos a capacidade de escolhermos qual vacina iríamos tomar, somos o que se pode chamar de ‘sommeliers da idiotice’, e nessa barbárie toda muitos não se vacinaram seguindo conselhos de autoridades descompromissadas e irresponsáveis. Recheamos os cofres das influenciadoras e dos influenciadores digitais para ouvirmos e assistirmos as mais perfeitas idiotices via Youtube deixando a impressão que nossa capacitade cerebral foi reduzida a um grão de arroz. Por não termos votado no presidente ou simplesmente por não gostarmos dele, seja ele quem for, o amaldiçoamos e malhamos, torcemos contra e não aprovamos nada que ele faça, nada mesmo, ainda que esteja fazendo uma boa administração. Yes! Louvamos as festas gringas e ignoramos as nossas, viva o Halloween! Mas viva também o Saci-pererê, a Cuca, o Curupira e a Mula sem cabeça, o Negrinho do pastoreio e a Caipora!
E como se fosse uma roda gigante destrambelhada nos deparamos com essa manada vagando por todos os cantos do mundo e, principalmente por nossas terras brasileiras, acontece de termos a insensatez de não sabermos como discernir entre o real e o imaginário e chegarmos ao ponto de nos considerarmos o que se conhece como a ‘joia da coroa’ ou a ‘cereja do bolo’, estamos sempre nos vangloriando, mas é o avesso do avesso do avesso, pois estamos muito aquém das realidades, viajamos num paralelo ilusório, uma realidade virtual paradoxal baseada em redes sociais onde são despejados montes de entulhos e lixos que digerimos tudo como se fosse uma iguaria deliciosa. Somos manipulados por TVs com programações horripilantes em um masoquismo cognitivo sem igual. Muitos de nós jamais leu um livro sequer, nosso conhecimento é parco e limitado e parecemos estar muito bem assim, mas quem pode ou consegue, leia para não ser enganado, afinal, pensar é para poucos, alguns. Somos tão imbecis politicamente que resolvemos particionar o país em duas vertentes, como se isso fosse alguma vantagem na crença de que o tiro no pé será alvejado apenas em um dos duelistas. Acreditamos em promessas as mais absurdas e preceitos ainda piores baseados em mentiras com blasfêmias do calão de que os comunistas estão soltos por aqui e vão comer as criancinhas. Protejam-nas de ambos. Para qualquer definição de quem realmente somos, haverá sempre os caminhos cruzados e as bifurcações.
Talvez esse ranço intelectual todo seja reflexo e a confirmação daquela história de que os filhos nascidos antes da década de 1980 tinham uma inteligência mais apurada que a de seus pais e após esse período a coisa virou de ponta cabeça, como se fosse uma curva na descendência, assim, essa nova geração está cada vez mais emburrecida, mesmo quando há um contraste abismal de informações entre as duas eras em uma tremenda inversão proporcional. Se esse processo for realmente verdadeiro, em breve teremos uma geração de idiotas.

Altair José

Dobrada, 2023

EXTRA! EXTRA! (EXCERTOS DA PANDEMIA)

 



Estamos aqui com o senhor Inercio Vagau que gentilmente concordou em nos conceder essa entrevista.

- Bom dia, Sr. Inercio!

- Vamos logo com isso que tenho que trabalhar?

- Oi?????

- Qual foi a graça?

- Nada não, desculpe!

- Então desembucha.

- Um assunto muito em voga nos últimos anos e mais ainda agora com essa notícia bombástica (mais uma) que é sobre a vacinação contra a Covid-19.

- Que é que tem?

– O senhor tomou a vacina contra o vírus?

- Todo mundo sabe, é claro que não!

- E qual foi o motivo?

- O motivo? Aquilo foi só uma gripezinha, nada que um kit de remedinhos não resolvesse.

- Não, não foi ‘só uma gripezinha’

- Talkey, mas como é de conhecimento de todos que eu tenho um histórico de atleta...

- Recentemente o senhor foi meio às pressas pros Estados Unidos? Explica para nosso povo, por favor.

- Não foi às pressas’, só porque eu saí pelas portas dos fundos? Isso é mais uma intriga daquela esquerdalha maldita. Mas fui sim, só queria me consolar com meu amigo também derrotado. E daí?

- Nada de mais, é que por lá, naquele momento, era obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação. Como o senhor entrou no país se acabou de dizer que não tomou a vacina?

- Tu é burro mesmo, hein! Entrei como todo mundo, pelo aeroporto. Realmente, Deus não é por todos!

- Sim, mas o senhor não tinha o comprovante de vacinação.

- O senhor perguntou se eu tinha esse tal comprovante?

- Não, mas vou perguntar agora: o senhor tinha o comprovante de vacinação contra a Covid-19?

- Claro que sim, senão como eu entraria em um país que o exige?

- Mas o senhor acabou de dizer que não tomou a vacina.

- Vamos com calma, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa,

- Não entendi.

- Lógico que não, vocês jornalistas são umas antas.

- Elogios à parte, perguntarei novamente: o senhor tem ou não o comprovante de vacinação?

- Não!

- Mas o senhor disse que tinha.

- Sim, tinha, mas agora não tenho mais, pô.

- Como assim?

- Assim: poucos dias antes de viajar, eu tinha, chegando lá, eu ainda tinha, no tempo que permaneci por lá, precisava ter, então eu tinha e quando voltei pra cá, tinha também, depois de alguns dias por aqui, como não precisava, não tinha mais e hoje continuo sem ter. Entendeu ou preciso desenhar?

- Entendi, claro e cristalino. E agora o que o senhor fará com relação a esse embate?

- Que embate, meu filho? Seja mais específico, pô!

- O comprovante de vacinação é emitido por um órgão do governo, como o senhor conseguiu esse documento já que não tomou a vacina?

- Você acabou de responder, através do órgão do governo, que por acaso, eu era o chefe à época. Parece que só tu não sabe?

- Hum! Sei, sei! E então porque esse documento simplesmente desapareceu da plataforma virtual?

- E eu é que sei? Você é o repórter, responde você pra mim, senhor ‘sabe tudo’.

Aqui foi o repórter José João Antônio Pedro Maria da Silva, direto do Mundo Maravilhoso de Óz em uma entreviste esclarecedora com o respeitoso Sr. Inercio Vagau

Bom dia! Boa tarde! Ou Boa noite a todos!

 

A CASA DE ORATES REVIRADA

 


 


Mas ora que tem nas paredes dependuradas as tais honrarias daquele novo Hipócrates, vez que o avessado análogo brasiliano desde os primórdios dos anos desse esquisito XXI nada ostenta das ciências ou coisa que o valha, o coió boiaria feio a que se trata o alcunhado de quem fora o observador clínico da Grécia antiga Reverso em suas paredes há um mofo de chumbos d’outras eras, peso pesado das manchas rubras de nossos compatriotas que fossilizaram nas valas país afora e que em nada a casta sensata apreciará tais lembranças. No respaldo psíquico dos aprendizados europeus que vieram nas malas mares sem fim adentro e se espalharam pelas ruas, vielas e praças da vila têm um paralelo quase idêntico. Mas esperem lá! É que ainda assim fincado nas demências leves ou furiosas há nas obviedades das proporções imensas guardadas das intelectualidades: o abismo é o limite. Os doidos mansos que passeiam soltos por aquelas ruas, vielas e praças nos tempos de agora são muitos, com destrambelhados semblantes ou nem a quê. Metade do país que ficou estranho em anos desses dias de agora que insistem a nos intimidar. Peixes-mortos com retinas óticas no rastro das larvas putrefatas dos imundos cais abandonados. Ratos perturbados com olhos afogueados. Os caminhantes noturnos, ou não, que giravam pelas ruas que se podia espiar das janelas verdes da Casa Verde pelos séculos XIX somaram 75%, alguns três quartos, uma loucura de dar nó, mas sem paralelos par a par com nossa contemporaneidade. Outros delírios de dar dó. Começando pelo grau de insanidade, na leveza inocente aérea de outrora e na obstinação marrenta de agora que nada mais vê-se na metade dos povos e mais alguns milhares de seguidores que não puderam ou não quiseram manifestar-se nas juras numéricas por acreditarem no paralelo dos desalinhamentos planetários, nas plataformas de elipses sem curvas, aclives ou declives (Cuidado! Atentem-se ao fim da linha). Não obstante às galinhas das linhas riscadas não imitará a hipnose nem tampouco a defesa, pois, mentalmente morto já está. Mas na teimosia Junguiana ainda surgem das grelhas ensebadas diuturnas, imagina-se como no Êxodo as dez pragas egípcias ressurgindo, não teríamos saídas, mas são insanos e aparecem por aqui como nos tormentos medievais das cruéis sentenças agonizantes de morte. No centro de um cenário obscuro e tenebroso, algo no modelo das Trevas epigrafado no ‘Êxodo 10’, pode-se agora particionar os cantos do mapa em pelo menos dois pedaços. Sobem as paredes onde no aparato ignorante da democracia, que já surge esnobada ou blasfemada, baterão cabeças por não acharem as saídas na porção que acreditam que lhes cabe.  Como um círculo enfadonho sem fim.

Não terão miolos para o acaso nem assim para o ocaso, dias são noites e noites são dias, mas vareiam como alguns tantos abjetos, quase 50%, na exatidão das contas de alguns, 49,10%, pífios números que ganharam importância acadêmica no brotar das carrancas, mas bem menos que do colega doutor das patologias cerebrais. Ainda assim o horror faz-se resplandecente, e fora dessa percenta os adeptos que se infiltram a todo momento sem saber no que se metem nem o que lhes caberão, pois o discernimento é complicado e caro e nem há o troco, e no jogo da quase imitação chamarão-na Casa-verde-e-amarela, uma afronta à flâmula das cores lusitanas idealizada pelos dois filósofos e pintada por jovial artista e que já surgiram embrulhando pastiches mal feitos na desproporção das suaves brisas afora dos cantos sertanejos, apenas caricaturas malfadadas do cordão dos descontentes hilariantes. Um porre inacabável e pavoroso.

Na parte bonita que do senhor Bacamarte não era assim tanto, a dama minimalista dos sinais com riquíssimas coleiras sarracenas brilhantes que se nota de esquinas e confundem com estrelas dos céus para lá longe, mete-se na inauguração que inda não se finda nunca nos sete dias, é da corte destrambelhada que aparece e sai-se sorrindo-se na malícia e nas milícias das raparigas ordinárias feliz da vida por seus dotes preciosos das subtrações brasílicas-palacianas que nem cheirou à personalíssima e que nos costumes das terras voláteis já se engavetou. Tal atitude beira a colapsividade na teimosia obstinada da musa dos errantes sem pai nem mãe. Na colagem quase idêntica lembrando as moças rebuscadas pelo Mário de Andrade na Paulicéia Desvairada: linda, bem tratada e fina tão rica de ouro pelos poros, mas sem sombras trisseculares das famílias e burra como portas, um amorzinho. No discurso do grão-mor que insiste na exalação da pedra e pau com merejos de babas hostis berrando pelas ventas frases que nem faz ideia do significado e menos tão pouco os efeitos, perolizando algo assim: “Bastilha da razão humana!”. Piorou a neblina, escureceu o dia que virou noite embaçada, o breu da história que contrasta no quase sumidouro das galáxias. Sem saber se explicar, perde-se nas desúteis palavras e frases que na sopa de letras dadaísta fica ininteligível de nada para entender, para se depurar ou degustar, e rápido evapora-se, então, nem pra regurgitar se prestará. Mas vence fácil a peleja com a Dona Evarista, a musa da ciência, quando produz qual sem pena nem remorso sua prole medonha numerística, uma penca desinteressante que não acarreta lá vantagem alguma em qualquer época ou era em zilhão de anos, surgiram junto das fumaças e aqui estão a nos atazanar, uma dor de cabeça infindável que em nenhuma botica se há que se curar.

 

Que dizem ser a loucura uma prática comum nos plenários como na Babel recheada de impropérios e esses insalubres seres numéricos não se prestam coisa alguma ao erário, bem ao contrário, é a inutilidade perversa perpetuando-se nas mesas enfadonhas e tristes que as telas insistem em exibir com reprises exaustivas mais pioradas que novelescas astecas ou mesmo as brazucas de agora, que são um terror. 

Junto de nossa distração quando assim, do nada, surgem, não trinta, mas os trezentos picaretas revoltosos das Canjicas lá das cínicas letras machadianas na procissão irregular com o barbeiro e o senhor Crispim, o alquimista das farmacologias, marchando para as afrontas ao senhor Simão que não suportou e se juntou aos outros dementes entupindo todos os buracos do manicômio lá da verde casa. Na contramão por aqui os mucamos policromados travestidos de canjicas-candangueiros obedecendo o brado retumbante profanado pelo dito mor na missão de queimar a Bastilha no fonema da capital do planalto central na imitação do sexto dia do primeiro mês de dois mil e vinte e um lá do alto dito império que já se faz obrigatória. No oitavo dia do mesmo recomeço da nova era a quase ‘queda da Bastilha’ brasiliana em que se confundem nas próprias mentes sem nenhuma cognição perene quando aprontam a patuscada apenas para quebrar tudo, assim só para quebrar, é o quebra-cabeças de ponta cabeças desarrumado do infortúnio no que até orgulham-se de sua obra-de-arte com parcerias ou alheias ou facilitadoras daqueles que até dias idos críamos nas estrelas das hombridades da ordem e que ficou invertida na desordem da desobediência civil jurada com afinco e o coração aos pés dos símbolos pátrios e fecharam os olhos para as marretas, lascas de madeira e as armas desmentalizadas avassalando os poderes sem titubear: ‘abaixo as três casas’ é a vontade da demolição dos canhestros, aquela turba com feições apáticas e sem cores nem brilho não marcham, são levados na flutuação vaporosa por sentimentos do mais puro sarcasmo recheados com muito ódio que nem se imagina de quem ou do quê (sabe-se ou imagina-se, vá lá), que no sentido inócuo surge nas vagueações com a bússola quebrada tal qual marinheiros embriagados à deriva aos gritos insanos de ‘morram os comunistas!’. Mas o quê ou quem diabos afinal são esses ‘comunistas’? Os tais que degustam as criancinhas no que já diziam os parvos da Guerra Fria em que esses mentecaptos de aqui nem das metáforas sabem. 

A lenda teima na reza que é-se alienado ou alienista, e no balaústre de uma retórica chagada e inchada na banalidade impondo o limítrofe de qualquer razão humana seguirão assim até que se entupam também os ralos até os talos das casas verdes ou amarelas do nosso século que parece coberto de distopias e déspotas. Incrível é que só começando está, são ínfimos uns quintos que dos infernos se saberá ainda que tarde.

Entre loucos que riem de ser loucos, e loucos que riem dos outros loucos que se não acham loucos, na sensatez da luz que não vem de lugar algum, pois, os castiçais estão apagados em combinação com minha gloriosa ignorância, para de assalto enquanto eu lia um mísero capítulo, o ilustríssimo mestre e senhor Bruxo do Cosme Velho zombeteiro como o quê com rosto já sempre antigo, leu o conto inteiro. Assim, então, por clemência, indulgencie-me tal qual o vivisseccionista amador que o Drummond te poetizou pelo salteamento de suas letras várias sem modos nem castas ou quem sabe na imitação da quase morte do Fiódor Dostoiévski.


Altair José

YES, NÓS TEMOS BANANAS!

  




Legado da epopeia mistificada do "Plano Messiânico":

     Prólogo - 01/01/2019:

- Cheguei, agora eu sou o chefe, taokei?


Apresentação (Pautas) - 02/01/2019 a 30/12/2022:


- De cara já vou acabar com esse horário de verão. Oito horas da noite de dia?! Coisa da esquerda, é a esquerdalha comunista, pau na esquerdalha, maldita esquerdalha. Sumam pra Cuba, pra Venezuela ou pro inferno!!!

- Dei ordens para que parassem de multar os motoristas que transportam crianças fora da cadeirinha de segurança. Deixem os pequeninos brincar.

- Aumentei de 20 para 40 os pontos necessários para o motorista ter a CNH cassada. 20, 30, 40 ou 150, tanto faz, isso não é nada.

- Eliminei a obrigatoriedade das aulas práticas para novos motoristas e aquele simulador desnecessário, um simples exame escrito basta, vamos encher as ruas com tratores, motos e tanques, assim teremos um “Trânsito Modelo”.

- Exame toxicológico para motoristas de caminhões? Queria suspender, não concordaram, mas vai que os caras resolvem parar tudo de novo.

-  Podem apagar os faróis. Pra quê essa idiotice, de dia temos o Sol, porra!

- Recolham todos os radares escondidos e móveis, o cara precisa ver, assim poderá voar com seu carro sem medo de ser multado.

-  Decretei a farra dos agrotóxicos, liberei uns 262 só pra começar e já batemos os 500. Agro é tudo! Agro é pop! E tá na porra da Globo!

-  Provei para todos aqueles paspalhos com nomes estranhos, um tal Pitágoras e esse outro, o Aristóteles que não existe a tal curvatura da Terra. É tudo plano, porra! (em off: “Ei Weintraub, quem são esses caras?”)

- Em viagens oficiais pelo mundo, coloquei aqueles líderes idiotas dos outros países que queriam meter o bedelho no meu país nos seus devidos lugares e mandei que procurassem a turma deles. Bando de comunistas do caralho.

- Nas reuniões importantes das nações pelo mundo, convoco minha turma pra passear nos países vizinhos só pra contrariar.

- A todo momento desqualifico meus servos, assim me fortaleço cada vez mais.

- Acabei com a farsa do desmatamento da Floresta Amazônica. Desmontei o satélite, vendi como sucata e exonerei o engenheiro, assim permaneceremos definitivamente no G-20.

-  Entupi com militares os cargos do governo pra assim cantarmos o Hino Nacional Brasileiro sem medo de herrar.

- Sem filtro, tentei extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema), assim iriam  parar com essas porcarias pornográficas que chamam de “Filme Nacional” com temas LGBTQIA+XYZ e essas coisas. Não consegui, mas não desisti.

- Convoquei as “Marchas para Jesus”, foi lindo, todos os cristãos compartilharam.

- Convoquei também as motociatas, as passeatas e as tanqueciatas, incrível, incrível, incrível.

- Dei um sonoro “tchau” para a tomada de três pinos. Coisa pra gringo abestalhado.

-  Meti uma bicuda bem dada nas urnas eletrônicas. Só tem fraude nessa merda. Peraí, mas eu mesmo fui eleito por elas. E agora? Vou ter de dar un jeito nisso.

- Rasguei sem dó esse acordo ortográfico, afinal é preciso modernizar nosso país.

- Turismo Gay? Não! Xô! Sai pra lá coisa esquisita...

- Las Vegas à brasileira (Angra dos Reis e Fernando de Noronha). Como tantas outras são só um monte de mato e de bichos: cipós, parasitas, árvores velhas, cobras, lagartos, pernilongos, sapos...

- Mandei abrir o clube de tiros para os menores. E se os pais quiserem também. Ra-tá-tá-tá

- O que é ‘golden shower ’? Sabe não, seu universitário inútil de merda?

-  Obriguei todo mundo a usar a Bíblia para julgar no STF. Afinal, os sangues dos Messias têm poder.

- Como não sou burro nem nada, vou transferir a realização da Fórmula 1 de São Paulo para o Rio de Janeiro. Ninguém vai suspeitar que ali é meu reduto eleitoral entre outras coisas e que será só uma puta coincidência.

- Dei um monte de enxadas para os trabalhadores e queria dar a embaixada para meu pequerrucho. Nas horas vagas (que seriam muitas) ele iria esquentar a chapa, entregar pizzas e, o bambino é poliglota. Só orgulho! Meu ministro da educação disse que dessa vez eu humilhei no trocadilho. Quiçá Itamaraty.

- Tirei só 97% dos recursos da educação básica e deu pra comprar até um ônibus, mandei 36 centavos pros aluninhos e 53 pros pequeninos da pré-escola e ainda os caras tão reclamando.

- Ordenei meu ministro da educação a favorecer os pastores, que sempre estão do meu lado, com recursos do MEC. O que tem de mais nisso?

- Uso a eterna caneta bic, mas agora estou despachando pelas teclas, resolvi controlar tudo pelas redes sociais: “Tecnologia já!” e canetada também, há, há, há.

-  Encorajei todos a não usarem máscaras, nem todo mundo aqui é bandido, né mesmo?

- Não sou doutor, mas receitei kit de remédios que salvaram a população daquele vírus chinês. Essa coisa de 700 mil mortes é invenção dessa imprensa maldita. Pau nos jornalistas! Filhos da puta!

- Esses prefeitos e governadores retardados mandaram fechar as cidades e todo mundo ficar em casa engordando que nem aqueles quilombolas preguiçosos. Já pras ruas e abre tudo essa porra, porra!

-  Cacete, acordei de ‘ovo virado’: preciso demitir alguém.

-  Ah! Já ia me esquecendo: "Para que serve a OAB mesmo?"

- Bananas, melancias, abacates e principalmente abacaxis, mostrei pra eles que na minha terra têm palmeiras onde canta o sabiá.

-  Taokey! Perdi, não curti e sumi! Canalhas malditos armaram pra mim. E Já vou avisando, não vou passar faixa nenhuma, isso é coisa de boiola.

- Agora que estou fora, continuo convocando meus fieis súditos para aglomerações domingueiras nas capitais, inclusive o chefe forasteiro da tal 'locomotiva do Brasil', para vomitar meus discursos inflamados de ódio e ataques aos adversários, tudo isso para não deixar morrer o sonho brasileiro. 

- Mas não fique feliz, em breve estaremos de volta. É uma ameaça, eu garanto.

 

Conclusão - 31/12/2022:


- Está assim oficialmente fundada a REPÚBLICA BANANEIRA.

- Quando você, desocupado, ocioso e inútil leitor, terminar de ler esse breve dossiê com pautas tão importantes, com toda certeza já terei cumprido minha missão com mais uma série de medidas, decretos, leis e outras pérolas tantas para a devida administração e o progresso de minha democrática e justa República e assim poder desfrutar do meu precioso legado, acima de tudo e por cima de todos, claro.

- Mas se ainda assim, com todas essas medidas imprescindíveis, você perceber que a locomotiva continua desgovernada e pilotada por um maquinista cego, alucinado, louco e bêbado, fica ainda mais fácil né meu: - COLOCA A CULPA NO PT, PÔ!


República Federativa do Brasil, 2019-2022 

Altair José

PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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