Mas
ora que tem nas paredes dependuradas as tais honrarias daquele novo Hipócrates,
vez que o avessado análogo brasiliano desde os primórdios dos anos desse
esquisito XXI nada ostenta das ciências ou coisa que o valha, o coió boiaria
feio a que se trata o alcunhado de quem fora o observador clínico da Grécia antiga Reverso em suas paredes há um mofo de chumbos d’outras eras, peso pesado das
manchas rubras de nossos compatriotas que fossilizaram nas valas país afora e que
em nada a casta sensata apreciará tais lembranças. No respaldo psíquico dos
aprendizados europeus que vieram nas malas mares sem fim adentro e se
espalharam pelas ruas, vielas e praças da vila têm um paralelo quase idêntico.
Mas esperem lá! É que ainda assim fincado nas demências leves ou furiosas há
nas obviedades das proporções imensas guardadas das intelectualidades: o abismo
é o limite. Os doidos mansos que passeiam soltos por aquelas ruas, vielas e
praças nos tempos de agora são muitos, com destrambelhados semblantes ou nem a
quê. Metade do país que ficou estranho em anos desses dias de agora que
insistem a nos intimidar. Peixes-mortos com retinas óticas no rastro das larvas
putrefatas dos imundos cais abandonados. Ratos perturbados com olhos afogueados. Os
caminhantes noturnos, ou não, que giravam pelas ruas que se podia espiar das
janelas verdes da Casa Verde pelos séculos XIX somaram 75%, alguns três
quartos, uma loucura de dar nó, mas sem paralelos par a par com nossa
contemporaneidade. Outros delírios de dar dó. Começando pelo grau de
insanidade, na leveza inocente aérea de outrora e na obstinação marrenta de
agora que nada mais vê-se na metade dos povos e mais alguns milhares de
seguidores que não puderam ou não quiseram manifestar-se nas juras numéricas
por acreditarem no paralelo dos desalinhamentos planetários, nas plataformas de
elipses sem curvas, aclives ou declives (Cuidado! Atentem-se ao fim da linha).
Não obstante às galinhas das linhas riscadas não imitará a hipnose nem tampouco
a defesa, pois, mentalmente morto já está. Mas na teimosia Junguiana ainda
surgem das grelhas ensebadas diuturnas, imagina-se como no Êxodo as dez
pragas egípcias ressurgindo, não teríamos saídas, mas são insanos e aparecem
por aqui como nos tormentos medievais das cruéis sentenças agonizantes de
morte. No centro de um cenário obscuro e tenebroso, algo no modelo das Trevas epigrafado no ‘Êxodo 10’, pode-se agora particionar os cantos do mapa em pelo
menos dois pedaços. Sobem as paredes onde no aparato ignorante da democracia,
que já surge esnobada ou blasfemada, baterão cabeças por não acharem as saídas
na porção que acreditam que lhes cabe. Como
um círculo enfadonho sem fim.
Não
terão miolos para o acaso nem assim para o ocaso, dias são noites e noites são
dias, mas vareiam como alguns tantos abjetos, quase 50%, na exatidão das contas
de alguns, 49,10%, pífios números que ganharam importância acadêmica no brotar
das carrancas, mas bem menos que do colega doutor das patologias cerebrais. Ainda
assim o horror faz-se resplandecente, e fora dessa percenta os adeptos que se
infiltram a todo momento sem saber no que se metem nem o que lhes caberão, pois
o discernimento é complicado e caro e nem há o troco, e no jogo da quase
imitação chamarão-na Casa-verde-e-amarela, uma afronta à flâmula das cores
lusitanas idealizada pelos dois filósofos e pintada por jovial artista e que já
surgiram embrulhando pastiches mal feitos na desproporção das suaves brisas
afora dos cantos sertanejos, apenas caricaturas malfadadas do cordão dos
descontentes hilariantes. Um porre inacabável e pavoroso.
Na
parte bonita que do senhor Bacamarte não era assim tanto, a dama minimalista
dos sinais com riquíssimas coleiras sarracenas brilhantes que se nota de
esquinas e confundem com estrelas dos céus para lá longe, mete-se na
inauguração que inda não se finda nunca nos sete dias, é da corte
destrambelhada que aparece e sai-se sorrindo-se na malícia e nas milícias das
raparigas ordinárias feliz da vida por seus dotes preciosos das subtrações
brasílicas-palacianas que nem cheirou à personalíssima e que nos costumes das
terras voláteis já se engavetou. Tal atitude beira a colapsividade na teimosia
obstinada da musa dos errantes sem pai nem mãe. Na colagem quase idêntica
lembrando as moças rebuscadas pelo Mário de Andrade na Paulicéia Desvairada: linda,
bem tratada e fina tão rica de ouro pelos poros, mas sem sombras trisseculares
das famílias e burra como portas, um amorzinho. No discurso do grão-mor que
insiste na exalação da pedra e pau com merejos de babas hostis berrando pelas
ventas frases que nem faz ideia do significado e menos tão pouco os efeitos, perolizando
algo assim: “Bastilha da razão humana!”. Piorou a neblina, escureceu o dia que
virou noite embaçada, o breu da história que contrasta no quase sumidouro das
galáxias. Sem saber se explicar, perde-se nas desúteis palavras e frases que na
sopa de letras dadaísta fica ininteligível de nada para entender, para se
depurar ou degustar, e rápido evapora-se, então, nem pra regurgitar se
prestará. Mas vence fácil a peleja com a Dona Evarista, a musa da ciência,
quando produz qual sem pena nem remorso sua prole medonha numerística, uma
penca desinteressante que não acarreta lá vantagem alguma em qualquer época ou
era em zilhão de anos, surgiram junto das fumaças e aqui estão a nos atazanar,
uma dor de cabeça infindável que em nenhuma botica se há que se curar.
Que
dizem ser a loucura uma prática comum nos plenários como na Babel recheada de
impropérios e esses insalubres seres numéricos não se prestam coisa alguma ao
erário, bem ao contrário, é a inutilidade perversa perpetuando-se nas mesas
enfadonhas e tristes que as telas insistem em exibir com reprises exaustivas
mais pioradas que novelescas astecas ou mesmo as brazucas de agora, que são um
terror.
Junto
de nossa distração quando assim, do nada, surgem, não trinta, mas os trezentos
picaretas revoltosos das Canjicas lá das cínicas letras machadianas na
procissão irregular com o barbeiro e o senhor Crispim, o alquimista das
farmacologias, marchando para as afrontas ao senhor Simão que não suportou e se
juntou aos outros dementes entupindo todos os buracos do manicômio lá da verde
casa. Na contramão por aqui os mucamos policromados travestidos de
canjicas-candangueiros obedecendo o brado retumbante profanado pelo dito mor na
missão de queimar a Bastilha no fonema da capital do planalto central na
imitação do sexto dia do primeiro mês de dois mil e vinte e um lá do alto dito
império que já se faz obrigatória. No oitavo dia do mesmo recomeço da nova era a
quase ‘queda da Bastilha’ brasiliana em que se confundem nas próprias mentes
sem nenhuma cognição perene quando aprontam a patuscada apenas para quebrar
tudo, assim só para quebrar, é o quebra-cabeças de ponta cabeças desarrumado do
infortúnio no que até orgulham-se de sua obra-de-arte com parcerias ou alheias
ou facilitadoras daqueles que até dias idos críamos nas estrelas das
hombridades da ordem e que ficou invertida na desordem da desobediência civil
jurada com afinco e o coração aos pés dos símbolos pátrios e fecharam os olhos
para as marretas, lascas de madeira e as armas desmentalizadas avassalando os
poderes sem titubear: ‘abaixo as três casas’ é a vontade da demolição dos
canhestros, aquela turba com feições apáticas e sem cores nem brilho não marcham,
são levados na flutuação vaporosa por sentimentos do mais puro sarcasmo
recheados com muito ódio que nem se imagina de quem ou do quê (sabe-se ou
imagina-se, vá lá), que no sentido inócuo surge nas vagueações com a bússola
quebrada tal qual marinheiros embriagados à deriva aos gritos insanos de
‘morram os comunistas!’. Mas o quê ou quem diabos afinal são esses
‘comunistas’? Os tais que degustam as criancinhas no que já diziam os parvos da
Guerra Fria em que esses mentecaptos de aqui nem das metáforas sabem.
A
lenda teima na reza que é-se alienado ou alienista, e no balaústre de uma
retórica chagada e inchada na banalidade impondo o limítrofe de qualquer razão
humana seguirão assim até que se entupam também os ralos até os talos das casas
verdes ou amarelas do nosso século que parece coberto de distopias e déspotas.
Incrível é que só começando está, são ínfimos uns quintos que dos infernos se
saberá ainda que tarde.
Entre loucos que riem de ser loucos,
e loucos que riem dos outros loucos que se não acham loucos, na sensatez da luz
que não vem de lugar algum, pois, os castiçais estão apagados em combinação com
minha gloriosa ignorância, para de assalto enquanto eu lia um mísero capítulo,
o ilustríssimo mestre e senhor Bruxo do Cosme Velho zombeteiro como o quê com
rosto já sempre antigo, leu o conto inteiro. Assim, então, por clemência,
indulgencie-me tal qual o vivisseccionista amador que o Drummond te poetizou
pelo salteamento de suas letras várias sem modos nem castas ou quem sabe na imitação
da quase morte do Fiódor Dostoiévski.

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