sábado, 3 de fevereiro de 2024

VENTOS, VENTANIAS, VENTILADORES E UMAS COISAS

 


Caga-se muito no mundo, uma grandeza, uns mais outros menos, com exceção dos ácaros que não possuem cu e moram na sua cara, é certo que quase toda criatura viva caga, ou deveria. É um dos raros momentos em que todos são iguais perante o Cara lá e o espelho. Desaparece essa coisa de rico, pobre, branco, preto, amarelo, bicha, homem, mulher, criança, velho, mauricinho, patricinha, menina recatada e fresca, ou seja, tudo a mesma merda. O entusiasta diz: ‘adoro ler quanto estou cagando, é muito estimulante’, já o infeliz com intestino preso se descabela e sua frio, vive em um desesperador desconforto com a barriga estufada prestes a explodir a qualquer momento. E o que dizer do condenado com incontinência que entra em pânico sempre que a coisa resolve se manifestar, e nem escolhe hora nem lugar, a borbulhação é seu terror. Dizem ser uma arte, um pesadelo ou apenas necessidade fisiológica, não importa. Na bestialidade sarcástica que já se faz diária e cronologicamente obrigatória, tempos desses sugeriu-se praticar o ato revezadamente, uma espécie de rodízio bostiante, como se o metabolismo fosse controlado por nossa vontade. Falando da cagada figurativa, esse nosso mundo está, na trocadilha, infestado com atos de extrema baixeza, fala-se e faz-se muita merda sem o menor pudor e nenhum constrangimento, daí a coisa fede mesmo. Temos os pensadores que se dão ou se deram ao luxo de tomar ‘umas’ enquanto defecavam e defecam, com toda certeza esse ato solitário serve, serviu e servirá de inspiração para esses seres iluminados. O saudoso Bar-rock da cidade decorava com honras em meio à sua parede fanzinada seu guru ostentoso no trono. Salve, Buk! Os políticos são mestres soberanos em fazer cagadas, as fazem aos montes e a toda hora e nós que não temos quase nada a ver com isso, somos obrigados a limpar esse bolo fecal nojento e ainda engolir o excremento sem respirar e reclamando sempre, mas comemos tudo até lamber os beiços, adoramos comer merda que parece burrice, e parece que é. A Rita Jones poetizou sabiamente: Tudo vira bosta! É a pura verdade, basta mexer um pouquinho. Vira, mexe e remexe você manda seu amigo ir à merda por causa de um grande filho da puta que está te surrupiando e enchendo sua cara com um monte de estrume e você, estupidamente, continua saboreando seus dejetos como um coelho orelhudo e coprofágico, a obtusidade parece fazer parte da camada de seres com mentes obsoletas e econômicas onde deixa a impressão de que só têm merda ali dentro, existem aos monte por aí. Na TV só tem estrume e porcaria, gente hipócrita berrando asneiras e asnices, políticos se superando nas mazelas, notícias manchadas de sangue, balas perdidas zunindo pelos ares, hospitais ao deus-dará, cidadãos sobrevivendo no inferno, gente morrendo por conta da ganância desmedida dos empresários que estão cagando para a coisa. O planeta parece ter se transformado em um imenso bosteiro que agora arde em flatulências gaseificadas como um gêiser preste a explodir. Você que, vez ou outra, adora jogar merda no ventilador, sabe que é uma atitude tão impensada quanto cretina, mas tem necessidade disso, o ser humano é assim, desprovido de bom senso e gosta do mal feito só pra ver coisa feder, azedar e se divertir.

O Tom cantou assim um dia: “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é um merda, mas é bom. Então, vive-se assim.

Mas que merda! Acabou, preciso “ir”.  

Altair José

VAMOS FAZER UM FILME?


  

Já temos um título:

“2019-2022: A OUTRA ODISSEIA OU OS ANOS QUE VIRARAM SUCO”. 

A película será ambientada aqui mesmo no Brasil e terá como pano de fundo as milhares de favelas país afora, a Cracolândia, as passeatas domingueiras de Brasília, os moradores de rua, os morros sitiados cariocas, as aglomerações dos desvalidos, as queimadas do Pantanal e os desmatamentos da Amazônia, as cenas internas serão gravadas nos Estúdios Vera Cruz em São Bernardo do Campo, será financiado por Silvio Santos (também conhecido como o homem do Baú) e Luciano Hang (o Zé Carioca) naquela honestidade explícita que todos conhecemos e com patrocínio do Baú da Felicidade, e das Lojas Havan, o narrador será o Gugu Liberato (o pintinho amarelinho) e já se manifestaram o Roger Corman (o corvo) e o Alfred Hitchcock (o cineasta misterioso que gosta de aparecer) para sugerir um personagem diabólico com nome de “Olavo, o Déspota Maldito”, que obviamente não foi aceito, e na história terá também um diabo retardado que ficará do lado direito da rua duelando com um exorcista barbudo e alcoólatra que não assusta ninguém, esse, claro, do lado esquerdo da rua, nem terão atores nem atrizes lindos, só gente feia e bizarra fazendo o filme Freaks parecer uma comédia romântica açucarada e enjoada, com o Ed Wood (o pior de todos) ficarão os cenários e os figurinos que serão reaproveitados do filme “Plan 9 from Outer Space” tão grotesco quanto a nossa realidade e a história será escrita pelo Woody Allen (o noivo neurótico) que será também igualmente a nossa e não seguirá uma lógica nem um sentido, pois não teria como encontrar um lógica e muito menos um sentido por aqui, Quentin Tarantino (o faz tudo) poderá assumir a direção, ainda não confirmou, está tentando encontrar uma entrada em nosso país, mas temos outros candidatos, o Robert Rodriguez (o mariachi), Mel Brooks (o banzé do Oeste e da Rússia), Sam Raimi (o Evil Dead alucinante), John Carpenter (aquele motorista endiabrado) e o Rogério Sganzerla (o bandido da luz vermelha), a produção ficará a cargo do José Mojica (o Zé do Caixão, com as unhas que são o diabo) junto com o Amácio Mazzaropi (o Jeca Tatu), o Jack Nicholson (um ser iluminado), Dennis Hopper (o chapado da Harley) e o Peter Fonda (o outro chapadão da Harley) farão apenas uma ‘ponta’, foram convidadas algumas atrizes e modelos pornôs, todas já se apresentaram (nuas, claro) e também algumas modelos/atrizes/estrelas/cantoras/garotas-propaganda, a Pamela Anderson (a ativista modelo), a Anitta (a artista do século), a Paris Hilton (socialite e hoteleira), a Hebe Camargo (a diva do sofá e dos selinhos), a Dercy Gonçalves (que porra é essa?), a Wilza Carla (a eterna voluptuosa) e a Aracy de Almeida (terror dos calouros) já confirmaram, mas as Barbies Xuxa (a rainha dos baixinhos pra sempre), Eliana (a loirinha que esqueceu de crescer), Adriane Galisteu (a loiraça que catou o Senna no Pit Stop) e a Angélica (que chegaria de táxi ou de Uber, quem sabe) esnobaram e a Ana Maria Braga (hummmmmmmmmmm!), que estava assando um bolo de cenoura e nem deu bola, veio então o Louro José (esverdeado, mas corintiano aloprado), o Arnold Schwarzenegger (o brutamontes exterminador), o Steven Seagal (o quebra-ossos), o Van Damme (o malabarista) e o Silvester Sttalone (o eterno Rambo) serão os contrarregras.

Convidamos também o abestado Tiririca (Florentina, Florentina) para ser o ator principal, mas ele não dirá uma palavra sequer, ficará saltitando fazendo algumas micagens e a atriz principal será a Elza Soares (a empresária perpétua e esperta do simplório Garrincha), a trilha sonora ficará a cargo do Nelson Ned (o pequeno notável) e Reginaldo Rossi (o garçon) & Orquestra Tabajara (aquela do Severino) e o Pablo Vittar (a drag queen influenciadora) já pediu pra cantar o tema de abertura do filme: “Que país é esse?” e o Gabriel (o Pensador) a canção de encerramento: “Tô feliz (Matei o Presidente)”.

No elenco, já escalados o Peter Cushing (o Frankeinstein), Klaus Kinski (o vampiro da noite), Bela Lugosi (o autêntico Drácula romeno), Linda Blair (a quase exorcizada), Vincent Price (a voz congelante do Thriller), Christopher Lee (sugador de sangue gélido), Anthony Perkins (o transtornado edipiano dissociado taxidermista psicótico), Max Schereck (Nosferatu, o rato do Murnau),Grande Ottelo (Ai, que preguiça!), Oscarito (o ator chanchado hispano-brazuca), Renato Aragão (Didi Mocó), Zé Trindade (mulheres, cheguei!), Charles Laughton (o Quasímodo), Pedro de Lara (o jurado carrasco) e Ronnie Von (o eterno príncipe eterno).

Sinopse: a coisa começaria em 2018, um ano que existiu sim, mas apenas como panfleto quase um ectoplasma e que não foi de todo ruim, só que havia algo estranho no ar, seres rastejantes e quase sem cérebro engrupindo a população que por si só já é facilmente manipulada, nem precisava tanto, nem precisava daquele circo, nem precisava de nada, parecia uma serra elétrica cortando as cabeças e pedaços de cérebros com células mortas voando pelos ares lembrando um Bad Taste tupiniquim, houve um alvoroço, todos estavam condicionados a odiar tudo que aparecesse, era o ódio como bandeira, George Orwell (o grande irmão) junto com o Klaatu (que paralisou a Terra) estavam liderando a manifestação, nem parecia ser ficção, a existência da vida na Terra, seus comportamentos já são um filme, um filme ruim, um filme-catástrofe, receberia fácil a alcunha de ‘pior filme de todos os tempos’ com a Framboesa de Ouro cedida por Hollywood, mas não passa de um filme. Esses artistas todos citados aí em cima serão os protagonistas, mas o restante de cerca de 8 bilhões de quase androides também farão parte da coisa, serão os figurantes que serão dirigidos por Isaac Asimov (o homem-robô), mas como 2018 e 2019 foram anos sem a menor graça já pulamos para o ano de 2020, depois 2021 e, finalmente 2022, quase uma piada e muito descaso, se fosse um quadro seria pintado por Salvador Dalí (o viajante psicodélico-lunático), por aqui ninguém se entendeu e o bate-cabeça é rotineiro, há quem concorde com tudo, não precisa pensar, argumentar, gritar, espernear, calcular ou vomitar, é só aceitar, ou, como grosseiramente dizem por aí, é só ‘relaxar e gozar’,  e pronto. Esse filme já nasceria um clássico, se do horror eu não sei, mas seria, com certeza, um acontecimento.

Depois de tudo pronto, atores e atrizes escalados e ensaiados, roteiro escrito e revisado, cenários montados, população hipnotizada e com máscaras de proteção colocadas na marra, enfim, mas assim como aconteceu com o Al Capone em 1932 no filme “Scarface - A vergonha de uma nação”, precisávamos do aval ou da canetada do mestre divino, do Hórus vivo, do mito, mas eis que em sua ignorante sabedoria parca, arrogância apática e total aversão à cultura em geral, o projeto foi rejeitado e nem sequer engavetado, foi simplesmente carimbado na frente e no verso com o selo de reprovação com a alegação que seu conteúdo seria imoral, ilegal, antipatriótico, pornográfico, antropofágico, manipulador, grotesco, impróprio, esquerdista, pedófilo, desobediente, contrário, racista e irresponsável, e, detalhe, o chefão-censor-sem-senso não se deu ao trabalho de ler o roteiro (dizem por aí que nem é adepto às leituras, vai saber) nem conhecer os cenários ou os artistas e não gostou do título, sendo tudo depois sumariamente incinerado, algo assim como tudo que remete à cultura em nosso distraído país.

Altair José (O espectador)

UTOPIA COMO DISTOPIA NA DICOTOMIA

 

 


Eis aqui a fábula de um lugar perdido no universo e era o que se costumavam classificar como ‘o cu do mundo’. Dizia-se que por lá ‘quem viver, verá’, só que para ver seria preciso viver ou sobreviver, mas a coisa andava tão bicuda pros lados da torcida daquele buraco sem fundo que não havia sequer esperança. A estupidez pode ser um substantivo que leva ao adjetivo, mas é também uma virtude que naquele momento parecia não haver outra via senão a hecatombe cerebral, jamais viveram um vazio tão gigantesco, a ignorância fixou morada naquele solo árido que outrora fértil e existia um clamor público irritante, dissonante e destoante que ecoava e se espalhava como praga por aqueles ares, uma turba ignóbil que parecia se expressar com o fígado derretido e o cérebro em devaneio, berravam horrores que fariam tremer nos túmulos gente como Mussolini ou Hitler, eram seres estranhos com aparências caricatas lembrando moluscos gosmentos, mordiam o ar com raiva e desprezo sem o menor sentido, dirigiam-se às pessoas avessas à eles como se elas fossem o inimigo público número 1 da democracia ou gente desqualificada que estava destruindo o lugar e colocando em risco a liberdade de seu Estado, as classificavam como comunistas sem saber o significado dessa alcunha, aliás, essa parvalhada tinha pouco ou nenhum conhecimento das letras e o faziam por pura inflamação gástrica. Escorados em uma utopia ilusória, aquela nuvem de gafanhotos nocivos colocou no altar para governá-los ou livrá-los, segundo eles mesmos, de alguma maldição deixada por gestores dos passados recentes, um ser sem o menor preparo, com semblante trágico-mambembe e riso apalermado beirando a idiotia, estava há tempos sem trabalhar, ele nem saberia como o fazer, pois já se postara no limbo laboral há tempos, no espaço infinito de quatro longuíssimos anos junto de sua equipe ultra incompetente não apresentou sequer uma proposta razoável para o ermo lugar, nenhuma reforma que beneficiasse seus concidadãos, pelo contrário, aprovou projetos desastrosos que amputou direitos há muito adquiridos, colocou as pessoas à margem da sociedade ou em regime de escravidão, não tinha plano de governo, esteve em campanha política visando sua reeleição desde que assumiu o cargo; só aparecia em público para arrotar palavrões, vomitar bravatas e falácias, incitar raivosamente a população, convocar badernas país afora, sendo de moto, a pé, em cima de tanques militares sucateados, de jet ski ou a cavalo, transferir montanhas de dinheiro para pastas bélicas ao seu bel-prazer, desrespeitar tudo e a todos, provocar os membros da corte lembrando líderes daquelas repúblicas bananeiras, isso em terras domésticas ou não, tanto fazia e sempre ovacionado por seus apoiadores igualmente patéticos, o lugar estava afundando com os preços dos produtos descontrolados, inflação inflamada, os pobres coitados morrendo a mingua sem ter o que comer ou sucumbindo a doenças virais ignoradas, desemprego galopante, marginalidade sem precedentes na história, combustíveis com preços que equivaliam a ouro líquido, energia e gás de cozinha inalcançáveis, sem saúde, segurança ou educação, coisas acessíveis apenas aos mais abastados ou aos moradores dos palácios governamentais que nem sabiam quanto custava o quê.

As instituições foram destroçadas, todas as pastas essenciais abolidas ou engavetadas, compromissos importantes simplesmente deixados pra lá, temas como saúde, segurança pública, educação, ciência e cultura abandonados ou riscados das prioridades, territórios indígenas de direito arrancados, florestas e biomas preciosos desertificados com incêndios e desmatamentos criminosos. Ao longo de todo curso em que esteve a frente do governo, esses seus seguidores fiéis estiveram terrivelmente ao seu lado. 

O desfecho da epopeia? 

Após toda a barbárie, aquela terra de ninguém não teve nem como reciclar e foi sumariamente implodida, virou fumaça e pó, seus órfãos foram esquecidos e ninguém sentiu sua falta.

TERRORISMO TRIBUTÁRIO


  

Terrorismo tributário? Você sabe o que é? Pois então, dentre a enxurrada de impostos que nos esfolam e nos atormentam tem um deles que há muito anda ciscando por aí e agora resolveu se manifestar novamente, o que outrora conhecemos como, primeiro por IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) foi criado em 1994 no governo do Presidente da República (presidente por acidente, diga-se) à época, o Sr. Itamar Augusto Cautiero Franco (mais conhecido como Topete) que nasceu no mar e viveu à deriva a vida toda, esse imposto infernal vigorou até dezembro daquele mesmo ano e sua taxa foi de 0,25%, foi criado com o brilhante intuito de substituir o Imposto de Renda - o mesmo filme fajuto dos pedágios/IPVA. Lembram? -, mas sua ineficácia escancarou que fora uma péssima ideia e era para arrecadação apenas, ou seja, abarrotar os cofres públicos, não se sabe até hoje onde foi parar tanto dinheiro. Você viu? Eu também não. Depois fomos de novo gregamente presenteados com uma tal CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) um tributo cuja esfera foi de aplicação Federal e vigorou de 1997 a 2007 (provisória?) no governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso (mais conhecido como FHC), sua última taxa foi de 0,38% e diferentemente do IPMF, a CPMF tinha propósito, era uma contribuição destinada especificamente ao ‘Custeio da saúde pública, da Previdência Social" e do "Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza" e como ficou claro, esse objetivo obviamente não foi alcançado e, de novo, não se viu a cor do dinheiro, uma montanha. Por várias vezes cogitou-se a volta desse famigerado imposto, sem sucesso. Eis que agora o brilhante governo do presidente Sr. Jair Messias Bolsonaro (mais conhecido como o Mito), oportunamente através do ministro da Economia, o Sr. Paulo Roberto Nunes Guedes (mais conhecido como Chicago Boy), tenta ressuscitar esse cancro chamado CPMF (está em fase de gestação, acreditem), no que chamaríamos de CPMF 4.0, visando a tributação das transações financeiras realizadas de forma eletrônica, atingindo assim pagamentos efetuados via aplicativos, transações bancárias financeiras, dentre outros, as alíquotas estudadas começariam em 0,2% e podendo chegar até 0,4% de cada pagamento efetuado. Segundo argumentação dos senhores governantes, isso desoneraria a folha, que por aqui é muito cara, caríssima. Conversa mole, pois está mais que provado que para isso será preciso organizar e controlar as despesas e o teto públicos e não inventar/ressuscitar novos/velhos impostos.

Tem um monte de parlamentar se dizendo contra, mas todos sabemos que é uma grande mentira, eles mentem sempre. E é claro que já elegeram o culpado, que mais uma vez será a pandemia. Sim, é isso mesmo meus caros lesados, enganados, ignorados e desfalcados leitores-contribuintes, agora estão usando as figuras de linguagem, como o eufemismo para o tal ‘Terrorismo Tributário’, eles irão te ludibriar, ela surgirá das cinzas assim como uma fênix maldita, aparecerá por aí com um nome ainda mais suntuoso ‘IMPOSTO SOBRE TRANSAÇÕES FINANCEIRAS DIGITAIS’ ou qualquer coisa que o valha, talvez usem um termo em inglês, que está mais que na moda por aqui e que ninguém entende bulhufas.

Vamos aproveitar para parabenizar os eleitores que costumam usar argumentos descabidos para justificar tantas presepadas, tantas idiotices, tantas burradas, tantas irresponsabilidades, tantas asnices, tantas mentiras; precisávamos urgentemente de políticos sérios e comprometidos (é uma utopia, eu sei) com nosso país, com as causas dos cidadãos, suas necessidades, que são infinitas, mas vejam só o que vocês nos deram, seus inconsequentes obtusos, a propaganda foi e continua sendo tanta e tão enganosa que a gente fica até enojado e ainda corremos o sério risco de rever tudo isso logo mais, muito coração não irá aguentar. Com a sintonia da história, todos vocês deveriam sentar-se juntamente com esses ilustres cavalheiros no banco dos réus, são os criminosos de lesa-pátria ao extremo.


Altair José

: SEMPRE EXISTIRÁ ALGO ANTES E DEPOIS DOS DOIS PONTOS:


O tal falácio e notório mitológico dirigente postiço: colocando o país no limbo e, pelas ventas, rindo-se;

Os órgãos governamentais: desorientados e desencontrados e desencontrados nos desorientando; 

Alguns assuntos da corte: algo fora de foco;

Os outros assuntos da corte: todos ignorados;

Todos os assuntos da corte: totalmente desajustados ou adiados;

Lei Orçamentária Anual (LOA): Vencida e nem recibo tem, a eternidade é curta (lembrando que assim a responsabilidade será fiscal);

Os institutos: cortados, abandonados, sucateados e ainda assim trabalhando brilhantemente por conta;

Os profissionais importantes: sendo enxotados só por birra do chefe (a conta vem aí);

As fantasias militares: desfilando nas passarelas do planalto da moda;

Os comandantes: procurando o que fazer, mas não encontram;

As milícias, os escritórios do crime e as organizações criminosas: são as lojas de departamentos essencialmente abertas;

A preservação: no revés é a festa da ignorância na destruição generalizada;

Leis Supremas: licença para matar, viramos cenário para faroeste do bang-bang-bang;

Leis Supremas, armas: vendem-se no empório da esquina e similares;

O Salvo-conduto: mais que estranho e parecendo ficção com as porteiras dos cárceres infernais sendo escancaradas na premiação macabra com passaporte só de ida;

Rankings: Últimos lugares em educação, saneamento, disciplina, saúde, segurança, trânsito, preservação, respeito;

Rankings: 1º lugares na contaminação e mortes na pandemia, mortes fora da pandemia, mortes por desnutrição, mortes por assassinatos, mortes por genocídio, mortes por feminicídio, mortes por homicídio, mortes por latrocínio, mortes por espera, mortes por nada, mortes por mortes;

 

ATENÇÃO PARA A CHAMADA:

 

Presidente: - Taokey!

Vice-presidente?: - Opa! Sou gaúcho, sou Flamengo, mas não tenho uma nega chamada Tereza; sou teimoso e sou um menino com uma mentalidade mediana; zarpei;

Presidente dos deputados?: - Nomeado no toma-lá-dá-cá, saindo-se bem na foto;

Presidente dos senadores?: - Na réplica e na tréplica igual ao seu parceiro aí de cima;

Ministro da Economia: Hello, boy? Ainda não chegou de Chicago;

Ministro da justiça?: - Camuflado, câmbio final;

Ministro do Meio ambiente? - Aqui, tocando o berrante, passa boi, passa boiada, já foi com o estouro;

Ministro das Relações Exteriores: Peraí, cortando mais algumas relações;

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações: Lá no mundo da Lua;

Ministro da saúde? - Presente! Presente(?) Na coadjuvância e com diagnóstico da inocuidade;

Ministro da educação? Ministro da educação?? Ministro da educação???

- Aqui, no dízimo, dizimando a educação, mas já foram comigo.                                                                                           

 

AS MEDIDAS PROTOCOLARES, SEGURAS, SANITÁRIAS E CAUTELARES, E, SENSATAS:

 

 As aulas?: Pode! Não pode! Agora pode! Não pode mais, mas estamos ‘estudando’;

As academias?: Não pode, mas pode! Abriu! Fechou! Abriu! Fechou! Abriu meia-porta e fechou de novo, mas dizem que abrirá;

Vamos a la playa?: Não pode! Não pode? Acho que pode sim;

‘Bora tomar uma no boteco?: Nem pensar, mas vamos ver, faz de conta que é restaurante, daí pode;

Aglomerar?: Não, mas sim;

E votar?: Aí pode sim, né.

Algumas gentes: caminhando e cantando na idiotice costumeira;

Outras gentes: incrivelmente esclarecidas coniventes com os burburinhos dos estranhos rumos, muito mais que igual do mesmo na mesma de novo.

No resumo da cartilha (:): a Nau ficou sem rumo; 2018: o ano que ninguém entendeu; 2019: o ano que quase não existiu; 2020: o ano em que viramos suco; na reprise empurramos para 2021; que 2022 nos proteja da somatória desastrosa dos quatro, pois o que virá não se sabe, mas dá pra desenhar e não deverá ser nada bonito.

:Um abraço pra quem fica, a teoria do eterno retorno do Nietzsche se profetizando por aqui e tomara que não fiquemos no e ao ‘Deus-dará’. 


Altair José

DISRITMIA (viva a sociedade primitiva)


Para começar esse meu
amalucado poema
brejeiro 
viva o povo 
brasileiro.

Viva o povo brasileiro,

e não quero que você comigo fique
chateado,
mas parece que do seu país já ter se
enjoado.

viva o povo brasileiro,
tanto faz se casado, viúvo ou 
solteiro,
onde de mãos dadas 
vamos todos cantar
juntos,
pra homenagear essa gente que de tão lesada sequer tem quaisquer 
assuntos.

Viva o povo brasileiro,
que feito um ordinário 
grileiro 
descaradamente abocanhou 
como um larápio 
aventureiro 
uma terra que nem era 
sua,
chutando os verdadeiros donos 
lá pro olho da 
rua;

viva o povo brasileiro,
que acredita que quem achou seu país 
foi o desorientado e 
se iludindo achando que nos livros a História contada é 
real;

viva o povo brasileiro,
que defende com unhas e dentes seus políticos como se fosse seu
parceiro,
mas esses dementes mal 
sabem que estão no meio de um imenso e imundo
pardieiro;

viva o povo brasileiro,
que como gladiadores retardados brigam pela esquerda e pela 
direita,
mas no final das contas 
todos perdem 
sucumbindo de virose, dengue ou de
maleita;

viva o povo brasileiro,
que de tão idiota usa de qualquer jeito a bandeira 
brasileira
achando que se trata de 
uma sem graça
brincadeira;

viva o povo brasileiro,
que pensa estar bailando 
em um lindo primeiro 
mundo,
mas não consegue enxergar 
que se afunda cada
vez mais em um triste e pobre 
submundo;

viva o povo brasileiro,
que do dia pra noite transformou um ignóbil ser em um imaginário 
estadista,
mas ignora que esse sujeito 
não passa de
um estúpido lunático vagabundo
parasita;

viva o povo brasileiro,
que foram tomados de completa cegueira
adotou daquele lunático uma corja de desajustados
que atendem por números e só dizem besteira
mas não passa de um bando de vagabundos safados

viva o povo brasileiro,
que não sabe ler nem 
escrever,
mas esnoba no inglês sem nada 
entender
só pra 
aparecer;

viva o povo brasileiro,
que grita um 'viva' pensando 
estar numa comunidade 
evolutiva,
mas não passa de uma 
sucateada sociedade 
primitiva;

viva o povo brasileiro,
que ignora tudo quanto é 
 vírus, 
como se em seus ouvidos estivessem disparando vários 
tiros
chegando até a esnobar o horripilante e mortal

viva o povo brasileiro,
o povo que se comporta de maneira ultrajante que
é o mesmo que ter o pai bandido e a mãe na 
zona;

viva o povo brasileiro,
que nas 'situações' suaviza o sofrimento do seu excluído 
compatriota,
inventando eufemismos achando que todo mundo é 
idiota;

viva o povo brasileiro,
que fugiu da escola sem 
levar nada a 
sério,
desde o professor e o
magistério,
o funcionário e tão pouco a 
direção
e é só por isso que 
sua nota é ZERO em
educação;

viva o povo brasileiro,
que tem ódio do seu país 
só porque perdeu o
jogo
e usa sua estupidez para 
em tudo tocar
fogo;

viva o povo brasileiro,
que passa voando com seu carrão novinho pisando 
fundo
se exibindo pra você, 
pra mim e pra todo 
mundo,
mas todos sabem que carrega 
no porta-luvas um carnê 
que parece não ter 
fim
pois seu salário é do 
tamanho de um
amendoim;

viva o povo brasileiro,
que pensa ser dono 
do seu minguado
dinheiro,
mas mal sabe ele que está tudo no bolso de algum espertalhão 
quadrilheiro;

viva o povo brasileiro,
que disputa Copas, Torneios
que pra ganhar solta até 
fogos 
e corre atrás de todo mundo 
com muita 
ânsia,
mas ultimamente não está ganhando nem cuspe à
distância;

viva o povo brasileiro,
que não tem nenhum 
respeito pelo seu
Brasil,
é por isso que vive mandando 
todo mundo pra puta que o 
pariu;

viva o povo brasileiro,
que dia desses nem tinha 
vacina pra se
imunizar,
e mesmo assim andava escolhendo o modelo que queria 
tomar,
e como um sommelier da 
idiotice
acreditando em promessas da mais pura
vigarice;

viva o povo brasileiro,
que do mundo se acha o melhor 
motorista,
mas na verdade tem uma manada
de burros e jumentos invadindo as ruas e a
pista;

viva o povo brasileiro,
que acredita ter uma sapiência 
profunda,
mas já faz tempo que vem levando na
bunda;

viva o povo brasileiro,
que se acha o eterno rei da 
cocada,
mas paga um pau danado 
pr'aquela horrorosa 
gringalhada;

viva o povo brasileiro,
que clama por uma liberdade que nem se sabe 
qual,
mas por ignorância na incoerência incita 
um regime que é cruelmente 
letal;

viva o povo brasileiro,
que só dá atenção pra quem pensa que dele 
gosta,
mesmo sabendo que nunca vai parar de comer um monte de 
bosta;

viva o povo brasileiro,
que acredita ser uma pessoa do 
bem,
mas não respeita a mulher, o negro, o homossexual, nem 
ninguém;

viva o povo brasileiro,
que não se convence que é idiota, imbecil, ou 
ignorante,
mas é fácil vê-lo dirigindo seu carro falando no celular ao 
volante;

viva o povo brasileiro,
que participa de tanqueciatas, motociatas e
passeatas,
mas engole facilmente mentiras, patifarias e 
bravatas;

viva o povo brasileiro,
que sempre se achou uma pessoa 
honrada,
mas que geralmente se deixa levar por qualquer 
roubada;

viva o povo brasileiro,
que anda tão topetudo se achando tal qual e 
tal,
 mas vive sentando em tudo que é 
pau;

viva o povo brasileiro,
que quer que você cresça e 
apareça,
mas não se iluda, ele só quer cagar na sua
cabeça;

viva o povo brasileiro,
que de tão inflado se acha aquele cara metido a 
bonzão,
mas não passa de um grandioso e eterno
cuzão;

viva o povo brasileiro,
que alegremente parece querer te 
agradar,
mas, meu amigo, não se engane, ele veio até aqui só pra te 
ferrar;

viva o povo brasileiro,
que cinicamente diz gostar e tolerar o índio, a bicha e o 
preto,
mas não hesita se tiver a chance de colocar todos eles num 
espeto;

viva o povo brasileiro,
que é tão criativo que se finge de besta, de morto e que ainda te 
escuta,
mas no geral se comporta como um grande filho da 
puta;

viva o povo brasileiro,
que anda incomodado parecendo que se
revolta,
mas assiste inerte e calado a roubalheira no seu bolso e a sua 
volta;

viva o povo brasileiro,
que confia naquele sujeito com cara de
sonso,
mas ele só está fingindo de morto pra comer
sua irmã, sua mãe e também você, seu 
tonto;

viva o povo brasileiro,
e viva a Maria-Maria do Bituca que ri quando deve chorar de tão 
marrenta,
que só luta e merece viver e amar,
mas que não vive nem ama, apenas 
aguenta;

viva o povo brasileiro,
que sonha com a volta de quem num rabo de 
foguete
sumiu de mãos dadas com o irmão do
mas chora junto com as Marias e Clarisses
e nunca acreditou na sua querida mãe 
gentil;

viva o povo brasileiro, 

que é tão 
boçal
se comportando como a um 
animal,
faz tipo de bonzinho como se fosse um 
menino, 
só que é um autêntico e grande 
cretino,
posa com o caráter a olho 
nu,
mas é só pra ver todo mundo tomar no 
cu;

viva o povo brazileiro,
que tem o real (R$) como moeda 
oficial,
mas paga tudo em dólar (US$) só pra agradar
o capitão, o sargento e o 
general;

viva o povo brasileiro,
que diz ser uma gente com muita 
noção,
mas defende com unhas e dentes o bandido, o assassino e o 
ladrão;

viva o povo brasileiro,
que esteve no meio de uma pandemia
mortal,
mas se aglomerava em festas e aguardava ansioso pelo 
carnaval;

viva o povo brasileiro,
que no negacionismo resolveu não se imunizar tomando 
vacinas,
mas sucumbiu a um vírus letal igualzinho a tenebrosas
chacinas;

viva o povo brasileiro,
que acha que resolve tudo espertamente
como num blefe de jogada de 
baralho,
mas sempre erra feio se complicando pra
caralho;

viva o povo brasileiro,
que te elogia te chamando de foda pra
valer,
mas ele quer mais que você vá se 
foder;

viva o povo brasileiro,
que odeia os fogos de artifício que atrapalham
seu cachorrinho que agora é também sua 
criança,
mas nem liga que seu totó uiva e late dia e noite infernizando a 
vizinhança;
e à tardinha passeia alegremente quando volta e 
meia 
mija e caga na calçada 
alheia,

(só pra esclarecer para essa degringolada
gente,
que o bichinho é dessa história toda o único
inocente);

viva o povo brasileiro,
que esgoelando reclama a toda hora da
carestia,
mas comemora pateticamente o desconto do aumento do outro 
dia;

viva o povo brasileiro,
que diz adorar essa terra azul de 
anil,
mas não vê a hora de sumir desse seu amado 
Brasil;

viva o povinho brasileiro
que acredita saber 
votar,
mas quase sempre elege quem não sabe
governar;

assim sendo,

viva o povo brasileiro,
que se acha tão grande, mas na verdade é bem 
pequenininho,
e que no fim das contas não passa de um

viva o povo brasileiro,
que grita 'toca Raul', o nosso querido e genial maluco
e eu aqui pra ele tiro meu chapeu pelos
empréstimos pra criar essa tão ácida 
proeza.

E pra fechar essa minha indigesta festa de
devaneio
viva o povão brasileiro,
que no resumo da ópera é sempre jogado pra 
escanteio.

Mas não fique assim tão bravo 
comigo,
e comece a olhar para muito além do próprio 
umbigo,
e parar pra tudo dizer 
amém
ou pra só o que lhe 
convém.

Viva, então, finalmente o povo brasileiro,
que está nesse lindo e desgovernado 
trem,
viva eu, viva eles, viva tu (e viva o rabo do tatu) que nesse vai e 
vem 
 aonde vai o pobre, vai o rico, seu parente,
seu vizinho, seu cachorro, sua sogra, seu cunhado
e vamos nós todos 
também,
mas com muito orgulho, apesar de não termos 
vintém,
eu sou, você é, e nós somos brasileiros
também.

 




PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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