sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

O QUE QUER, O QUE PODE ESTA LÍNGUA?

 


 

Nesse bye bye atropelado do nosso Brasil oficial cuja língua nativa tupi, ou tupinambá da família tupi-guarani dos verdadeiros brasileiros foi ignorada preferindo-nos roubar o idioma dos patrícios de além-mar, e nesse lugar-comum onde somos o que somos numa terra de cultura um tanto esmaecida e dialetos interessantíssimos diversificadamente ricos que mesmo batendo o coração dos outros onde choram os ignorantes e desinformados parecendo-nos estar incomodados ou infelizes. Nesse mote de insatisfação, em uma atitude pervertida, pretensiosa e vulgar, após abrasileirarmos jeitosamente o gatunado idioma e mesmo sendo analfabetos funcionais colossais do nosso próprio idioma, resolvemos então trocar gradativa e acintosamente essa agora nossa linda, rica, cruel, complexa e complicada língua 'brasileira' como se fosse a bela e última flor do lácio transloucando-a para um idioma simplório com nossa total ignorância da escrita, leitura e compreensão na vã ilusão de que tudo fica mais bonito na crença de uma globalização que está longe de ser autêntica.

Com dores de cabeça e sem conseguir exterminar as saúvas e para evitar a condenação ao fuzilamento diante desse pós-apocalipse poliglótico, estou na dúvida se vou-me sumindo daqui buscar a cura pra essa afasia ou se zarpo pro sossego do sítio em Curuzu pra tocar violão, sem saber tocar. Triste fim dos policarpos quaresmas.

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