sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

A PROCISSÃO DOS INSENSATOS



Assistimos aturdidos nosso Brasil ser 'governado' entre 2019 e 2022 por uma trupe notadamente fora de qualquer propósito, controle ou sensatez. Parece que o país foi entorpecido por um fortíssimo alucinógeno. Não havia nada de relevante que pudesse se aproveitar daquela equipe, nada foi feito em benfício do país e seus cidadãos e cidadãs e, como um encanto maldito, até hoje continuamos no hospício onde teima vaguear por aí com seu espectro encarnado nos seus servos em forma de fanatismo do terror. Enquanto esteve livre mostrava as feições de um ser estranho de terno quase alinhado arrotando frases, interjeições e gírias saídas direto de suas gástricas contaminadas, gestos caricatos, atitudes ridículas, palavras e palavrões das ruas, dos becos e lá das parcelas sórdidas dos morros seus. Atitudes desprezíveis vindas de um chefe de Estado, status que jamais assumiu. Carregava consigo devaneios etéreos, debochado demais, ironizando tudo e a todos, o desdém vinha fácil, comportamentos bizarros, comentários insossos sempre ladeado por seus fiéis e abobalhados escudeiros/apoiadores, e isso no apocalipse é o horror. Enquanto, inacreditavelmente, ousou ocupar a cadeira do chefe do executivo da nação, sempre no meio do tiroteio fazia trocas do certo/incerto pelo desastroso e na covardia costumeira entregando a conta a quem já pegou seu boné e zarpou. Desde sempre vive sua vidinha medíocre como se estivesse ‘chutando cachorro morto’, o ser nefasto fazia gracejos que não tinha graça alguma, menosprezo total aos seus votadores (e aos que não), tom de voz grotesco e arranhado, acredita até hoje piamente ser o salvador da pátria, o enviado sabe-se lá de onde, posava de homem acima de tudo, de todos e principalmente acima das leis, baixeza no topo do escalão se achando o dono do quadrilátero central e que todos lhe deviam reverências, desconhecendo seu devido lugar. Criminosamente ‘rasgava’ a Carta Magna a todo momento sem o menor constrangimento ou sentimento, talvez do alto de sua ignorância brutal não saiba de sua importância (sabia não). Idolatrava feito um cordeirinho ‘lambe-botas’ as orquestrações trágicas do Tio Sam como se o seu maestro abilolado regesse em sua homenagem, mal sabe que o déspota topetudo do norte ignora sua existência. Rogou amores infames pelo aprendiz do Füher do leste europeu em sua insana brincadeira de videogame sanguinolento dos horrores. A sagrada instituição ‘família’ foi despida e dissecada com seu desrespeito escancarado. Desprezou e ofendeu seus adversários legítimos encarando-os como a seus inimigos. As orientações e preferências sexuais de seus governados viraram panfletagem de péssimo gosto. Remetia aos intelectuais de forma vil, apontando para os pilares da corte ameaçadoramente. Andou ceifando sem dó as pesquisas científicas zombando das universidades. Deu uma sonora ‘banana’ para a cultura e ainda em uma simbiose trolada cultuava um lunático como guru e um torturador como herói. O passado é nebuloso, sofre de ergofobia crônica, nunca trabalhou, 30 anos no limbo escorado nos pilares planálticos e assim está, mas não se importa já que seus sectários abarrotam suas contas via pix. Amizades suspeitas e namoro firme, quase um casamento com a milícia da destroçada mas ainda maravilha tropical de São Sebastião. Alcunhas domésticas com epítetos numéricos ridículos, bobocas e infantis. Arquitetou artimanhas peculáticas em benefício da prole fétida. Como se a ‘casa’ fosse sua trocava membros do time com a maior naturalidade, cargos importantes ‘de bandeja’ aos parças em papos de botecos e cafés da tarde regados à leite condensado (La dolce vita; a doce barganha), sendo que alguns de seus asseclas em cargos capitais mal sabiam ler, escrever ou falar ou as três coisas, em sua mente a militarização de quase todos os setores parecia curso natural em andamento, pois, ignorante das histórias, acreditava que os anos chamados de ‘chumbo’ foram só uma brincadeira para diversão de tantos sarcásticos anciões fardados do terror. Promessas das vésperas sendo violadas nas tardes sem constrangimento, o mitômano mentia e negava sempre quando questionado sobre declarações descabidas, dizia uma coisa e fazia outra. Provocou nossos parceiros comerciais de há tempos colocando o país na condição de pária diante do resto do planeta, e lá se foram anos a fio de democracia, entre outras joias jogados na lata do lixo. Assistíamos diariamente ao vivo, em cores e alta definição pelas TVs, horripilantes brigas de egos lembrando as comadres histéricas aos berros nas vizinhanças. Na coletiva costumeira no chiqueirinho palaciano alucinado ‘atirava’ pra todos os lados onde aquela corja urrava e aplaudia pateticamente e fechava-se com chave de ouro na domingueira descerebrada quando se uniam em passeatas, carreatas ou motociatas e a inédita empreitada de tanqueciatas sucateadas e insanas como se estivessem comemorando o aniversário do Hitler com nítidas alusões aos eventos holocáusticos que acometeram a humanidade. Seu vocabulário é parco com alguns pares de palavras apenas, usa um idioleto peculiar pendendo para o caricato, quase nenhum conhecimento das letras, tem aversão aos livros, intelectualmente atrofiado. Em plena pandemia do terror, o Incitatus contemporâneo confundia insetos vetoriais com vírus mortais. As plataformas virtuais funcionaram como gabinete onde manifestava os mais relevantes e sérios assuntos da casa real como se fosse um encontro virtual e trivial entre amigos na combinação de uma ‘pelada’ de futebol, um churrasco ou uma pescaria. Acredita até hoje que salvou o país dos malfeitores que lhe deixaram uma herança maldita, isso tudo disparado de um gabinete paralelo e odioso e, pior, com a ovacionação religiosa de um grupo de seguidores comprovadamente obtusos com semblantes curiosos, e era assustador que a todo momento ainda surgiam novidades pavorosas cuspidas de suas entranhas, sempre provocando alguém, no costume de outrora, assim como os monarcas absolutistas dessa terra fértil. Ignorou, achincalhou e cospiu na imprensa responsabilizando-a por sua ignóbil gestão. Flertava sistematicamente com o autoritarismo e por vezes fazia referências (sem saber, é claro) à personagens históricos. Berrava em seus discursos enfadonhos, como se fosse uma grande coisa, o lema "Deus, Pátria e Família", que é um lema conservador e autoritário, historicamente associado ao integralismo brasileiro dos anos 1930 e a regimes fascistas, que defende a supremacia da religião cristã, nacionalismo extremo e a estrutura familiar tradicional. Recentemente, foi reutilizado como pilar ideológico da extrema-direita, focando em valores cristãos, anticomunismo e conservadorismo. Seus ignorantes seguidores, acataram aquela aberração acreditando ser um lema emblemático. Irresponsável que é, no auge de uma pandemia mortal, o Jim Jones candango convocou a população para uma autoflagelação em um provável suicídio em massa descumprindo as recomendações sensatas vindas das autoridades sabedoras da causa. Genocida fantasiado de estadista juntamente com seus seguidores cegos, surdos e mudos, como numa procissão satânica na obediência de servos e o mundo agonizava em polvorosa diante de uma chaga silenciosa, invisível e mortal, enquanto nosso Brasil com céu azul de anil galgava rapidamente posições naquele macabro ranking. Óbvio que não se deu conta que as pessoas estavam virando pó, sendo que por aqui alguns muitos doentes, esses mentais, estavam a bordo de uma máquina mortífera sem freio nem direção pilotada por um gnomo aloprado. Enquanto isso o deplorável senhor das mídias e milícias aparecia para vomitar asneiras, desrespeitar as famílias que perderam seus entes na pandemia, zombar de tudo e de todos, negou as vacinas, depreciou as instituições sanitárias sérias, nomeou para a pasta da saúde colegas sem a menor capacidade para lidar com aquele problema tão sério e delicado, e para piorar, recomendava tratamentos com medicamentos comprovadamente ineficazes. Ou seja, além de termos que conviver com aquele horror padêmico ainda tínhamos a nos representar uma pessoa tão irresponsável e desqualificada. Recebemos assim desonrosamente o carimbo com o selo de país infectado em todos os níveis, fecharam-se as fronteiras de via de mão dupla. E o mais inacreditável nessa história toda é que esse personagem burlesco desenhado aí em cima ocupou a cadeira mais alta da suprema realeza donde fez a governança por osmose. Não fez nada de relevante nos infinitamente longos quatro anos de um desgoverno inacreditável. Foi, sem sombra de qualquer dúvida, o pior presidente que nosso Brasil já teve. Nem sequer teve a hombridade e a educação de passar a faixa para seu sucessor. Ato nobre e simbólico digno de um estadista sério e comprometido com seu país. Oportunistamente adestrou sua ninhada de patetas para continuar seu legado de estrume, são arrogantes, mal-educados, e, tal qual o papai, avessos ao trabalho. Estão por toda parte pregando a sordidez, o ódio, parece praga de gafanhotos. Inclusive, tristemente perdeu-se o juizo por aqui, nosso glorioso Estado de SP está infestado de políticos 'forasteiros' seguidores dessa linhagem canalha e que sequer sabem o nome da rua paralela à sua ou do boteco da esquina:
"São, São Paulo quanta dor
São, São Paulo meu amor"
Hoje, o desequilibrado senhor das trevas agoniza na cadeia por ser o mentor intelectual (?) da trama golpista de 8 de janeiro de 2023 que tinha como intenção tomar o poder por inconformismo de ter perdido as eleições. Uma manada de pessoas claramente com problemas mentais invadiu como um estouro de gados alucinados e foram destruindo tudo que aparecia em sua frente, como obras de arte de valores históricos inestimáveis, mas é claro que eles nem faziam ideia do que se tratava. Agora esses beócios caminham por aí clamando por uma liberdade que não se sabe qual, amaldiçoam tudo e a todos que não estão do seu lado e não pactuam com suas demências, chamam essas pessoas de 'comunistas' com discursos ininteligíveis. Continuam usando as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos como escudo, adotaram também, não se sabe o motivo, a bandeira de Israel.
Atualmente (estamos em março de 2026) temos em nosso país uma parcela da populção que parece ter sido lobotomizada, não acreditam em nada que está sendo apurado, consideram o ex-presidente um mito, um ser inatingível, o cidadão acima de qualquer suspeita e que foi preso injustamente. Quando são questionados a respeito de sua gestão ou outro assunto que remete ao ex-presidente, imediatamente citam a gestão atual, não há argumentação, não conseguem discursar de uma maneira coerente, sensata, repetindo sempre a mesma coisa, como se sofressem de ecolalia grave como papagaios e parecem viver em outro planeta, outra dimensão. Escorados pelos destrambelhados filhos numéricos daquele lunático, em uma atitude 'patriótica, agora fazem campanha para que os EUA invadam também nosso Brasil, que, segundo eles, querem salvar o país dos 'comunistas. Parece enredo de filme trash distópico. E o mais hilário dessa história toda é que no meio dessa cepa moderna temos pessoas esclarecidas, teoricamente inteligentes. Impossível entender.
Talvez a descrição funesta dessa ópera-bufa remeta a alguma película bananeira do Woody Allen ou personagens palermas do Mel Brooks, ‘um mandachuva’ da curiosa república bruzundanga do Lima Barreto, quem sabe as tiradas impagáveis do Ariano Suassuna ou ainda do Mario Vargas Llosa na Festa do Bode. Que nada! Nunca será sensato, nunca fará sentido, à época ouviu-se dizer que havia uma aliança global pseudoelitizada preparando a rasteira, então, louvou-se a torcida adversária que aguardou ansiosa pelo fim da partida varzeana, melhor ainda, por sua interrupção a qualquer momento, seja ela na ponta esquerda, na ponta direita ou no centrão do campo, mas a frustação foi geral quando explicitou a aliança daqueles que deveriam cumprir seu dever, a quadrilha se mostrou inerte e engavetou a esperança. Então, pode apitar agora, seu juiz, nem que seja na prorrogação.

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