- Posso
ajudar? - “Frase feita” proferida por funcionários em 10 entre 10
estabelecimentos comerciais.
- Claro que
pode.
Vamos fazer
o seguinte: eu serei educado com você e você será educada ou
educado comigo. Viu como é fácil e simples? Não dói nem nada. A
senhorita bem-cuidada e o cavalheiro aí, estão impecavelmente bem vestidos e
exageradamente perfumados, então vamos continuar com a suntuosidade, verdadeira
ou não e tratar as pessoas como deve e como deve ser, todas da mesma
maneira, seja ela rica, pobre ou miserável; bem vestida, mal vestida ou
maltrapilha; branca, preta, amarela ou desbotada; cabeluda, careca, tingida ou
descabelada; brasileira, nordestina, americana, refugiada, indígena, aborígene
ou despatriada; católica, evangélica, presbiteriana, agnóstica, ateísta, cética
ou excomungada, e com preferência ou orientação sexual que são apenas de sua
conta. Que tal esquecer por um momento a qual tal
família “benquista” da sociedade ela pertence ou a importância de seu
sobrenome? Isto é ridículo e cheira muito mal, e meu dinheiro, que
cheguei a pé, vale tanto quanto daquele cidadão que estacionou seu carrão ali
na frente. Entendeu, seu bosta?
Em mais uma
pérola do nosso cotidiano: você, meu caro concidadão e concidadã, quando
necessitar estacionar seu carro naquele espaço reservado em frente às
farmácias, para facilitar o acesso ou o senhor e a senhora que já estão
naquela fase da vida que convencionamos chamar de idoso ou terceira idade.
Esqueça! Sempre estarão ali estacionados carros de pessoas que não têm o menor
respeito por nada nem ninguém e que não necessitam dessas vagas, talvez esses
espertalhões imaginem que nunca precisarão comprar um remédio ou que jamais
ficarão velhos, são indivíduos sem o menor senso de cidadania e de um colossal
oportunismo boçal, coisa comum em nosso país terceiro-mundista onde educação e
respeito são apenas palavras. E cuidado, nem pense em alertá-los para tais
atitudes que estão praticando, como acontece em alguns países,
você correrá sério risco de ser achincalhado e, quem sabe,
até agredido.
Talvez
aquela máxima, de um comercial antigo de cigarros, que ficou conhecida
como “Lei do Gerson”, tenha ficado impregnada na mente economicamente
expandida de nossos conterrâneos que levam a sério até hoje tal
idiotice: “Brasileiro gosta de levar vantagem em tudo”.
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