terça-feira, 23 de junho de 2026

CYBER IMBECILIDADE




Um breve relato da contaminação que assola essa nova geração para tentarmos entender esse suicídio intelectual coletivo.
O ‘Efeito Flynn’ é o nome dado para o aumento constante do índice de acerto média da população mundial nos testes de QI (QI significa Quociente de Inteligência. É uma medida padronizada obtida por meio de testes criados para avaliar a capacidade cognitiva de uma pessoa (raciocínio, lógica e resolução de problemas) em comparação com a média de outras pessoas da mesma faixa etária.). O Efeito Flynn Tem esse nome em alusão ao psicólogo americano James Robert Flynn, que em 1982 o identificou e documentou, após analisar os manuais americanos para testes de QI e perceber que esses testes eram revisados a cada 25 anos ou mais. Observou-se que esse crescimento foi de aproximadamente 3 pontos por década ao longo do século XX. Isso ocorre porque os testes de inteligência são normalizados para uma pontuação de 100, o que significa que 100 é a pontuação média da população que o faz. Quando ele é revisado, ele é padronizado para uma pontuação de 100 novamente, para que o certo seja que eles estejam medindo corretamente emp novo grupo de examinados. Em outras palavras, James Flynn percebeu que se um americano médio fizesse o primeiro teste de QI ele faria 130 pontos, pontuação atribuída a pessoas geniais. Da mesma forma, se o teste atual fosse aplicado com um americano médio daquela época, sua pontuação seria de 70, literalmente um resultado esperado de deficientes intelectuais. Especialistas apontam que as novas gerações não necessariamente nascem com uma capacidade mental maior, mas sim que o ambiente se torna mais rico em estímulos. As principais causas incluem: Melhorias na educação: Maior acesso à escolaridade e anos de estudo mais longos.
Nutrição e saúde: Melhor desenvolvimento neurológico na infância graças à alimentação e vacinação.
Complexidade ambiental: Exposição a estímulos visuais, lógicos e tecnológicos mais complexos no dia a dia.
O "Efeito Flynn Reverso": Apesar da tendência de alta ao longo do século passado, dados e estudos recentes têm apontado uma desaceleração, estagnação ou até mesmo uma inversão (conhecida como Efeito Flynn Reverso) nas pontuações de QI em alguns países desenvolvidos.
Em seu livro "A Fábrica de Cretinos Digitais", o neurocientista francês Michel Desmurget alerta sobre os impactos negativos do uso recreativo de telas no desenvolvimento infantil. Baseado em dados científicos, o autor denuncia uma regressão sem precedentes no QI das novas gerações, apontando que o excesso de dispositivos prejudica a linguagem, a concentração e o aprendizado. O livro é um manifesto de saúde pública que desmistifica a ideia de que a tecnologia torna as crianças mais inteligentes. A obra foca em análises críticas e estruturadas que servem de alerta para pais e educadores. Principais Pontos Abordados: Declínio Cognitivo e Queda de QI: Pela primeira vez na história, estudos apontam que a nova geração tem um Quociente de Inteligência (QI) inferior ao de seus pais, revertendo a tendência histórica de aumento (Efeito Flynn). Impacto no Desenvolvimento: O uso excessivo compromete o desenvolvimento neural. Funções como linguagem, concentração, memória e raciocínio lógico são as mais afetadas. Carga Horária Exorbitante: O autor destaca que o tempo de exposição é astronômico. Jovens passam, em média, mais de 7 horas diárias diante de telas (smartphones, tablets, TV), o que representa uma carga horária equivalente a anos letivos inteiros perdidos. Dados gerais apontam que a população brasileira em geral gasta mais de 9 horas por dia no mundo digital, o que também reflete o comportamento dos mais jovens.
Diretrizes médicas: A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que para adolescentes (11 a 18 anos), o tempo de tela não deve passar de 3 horas por dia, sem uso durante as madrugadas. Para crianças de 6 a 10 anos, a recomendação cai para até 2 horas diárias. Problemas Associados: Além da cognição, o sedentarismo, os distúrbios do sono, a obesidade e o aumento da agressividade são consequências frequentes do vício digital. Conclusão e Repercussão: A obra causou grande impacto desde o seu lançamento devido à sua extensa bibliografia (quase 100 páginas de referências científicas). Desmurget não é contra a tecnologia em si, mas condena o seu uso recreativo e descontrolado por crianças, oferecendo um convite urgente para que as famílias repensem suas dinâmicas e o tempo de desconexão.
Diante dessa catástrofe cerebral, é óbvio que o resultado não poderia ser diferente, uma enxurrada de bobagens postada nas redes sociais, pessoas com vocabulário pobríssimo (nem precisa torcer o nariz, o superlativo do adjetivo está correto), comentários completamente fora de contexto, nenhum conhecimento de gramática, o assassinato da nossa língua a todo momento parece lugar-comum e agora risivelmente todos se acham intelectuais de plantão não bastando ser ignorante e burro, sentem necessidade de mostrar. Com isso fica cada vez mais evidente o efeito Dunning-Kruger, que é um viés cognitivo onde indivíduos com pouco conhecimento ou competência em uma área superestimam suas próprias habilidades. A principal causa é que a própria ignorância impede a pessoa de reconhecer as próprias falhas, levando a uma falsa sensação de domínio e excesso de confiança, isso induz aos comportamentos das pessoas para se prestar atenção e se preocupar, a educação é tão rara quanto a gentileza - se você acha bonito a frase ‘Gentileza gera gentileza”, então, por quê não? - Pequenos gestos que fazem toda diferença, mas não é assim, ninguém respeita mais nada, as leis, o próximo, os idosos, as pessoas com necessidades especiais. Os diálogos são cada vez mais rasos, a impaciência, a intolerância.

RETRATO DO BRASIL HOJE



População dividida, rachada, quebrada, antagonizada, inimiga, ou polarizada, como queiram.
População brigando com população defendendo a bandidagem e os pilantras.
Bandidagem e pilantras sendo processados e presos por corrupção e assaltos (ou as duas coisas) aos cofres públicos.
Bandidagem e pilantras sendo eleitos e reeleitos pela população mesmo assim .
População elegendo e reelegendo a bandidagem e os pilantras para roubar a população.
A bandidagem e os pilantras fazendo a festa com dinheiro da população.
E a população cada dia mais pobre.
População fazendo idiotices em favor dos pilantras e da bandidagem.
População fazendo protestos em favor da bandidagem e dos pilantras com as bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos (?) e de Israel (?).
População orando para pneus e evocando alienígenas em reverência à bandidagem e aos pilantras.
População dependurada em caminhão louvando a bandidagem e os pilantras.
População (homem-bomba) querendo explodir tudo pela bandidagem e os pilantras.
População sendo comandada pela bandidagem e os pilantras para destruir o país.
População (horda) de motoqueiros em procissões irresponsáveis com a bandidagem e os pilantras.
População enviando dinheiro (Pix) para a bandidagem e os pilantras.
População sem dinheiro para nada.
População sem eira, sem beira, nem tribeira.
População pagando generosos salários para os pilantras e a bandidagem passearem quando deveriam estar trabalhando para a população.
Os pilantras e a bandidagem passeando, assistindo à Copa em pleno horário de trabalho.
População trabalhando nos dias de jogos da Copa.
População (que trabalha 6x1, 7x0) apoiando a bandidagem e os pilantras (que não trabalham) na escala 6x1.
Bandidagem e pilantras rindo e zombando da cara da população. Enquanto isso a população continua defendendo a bandidagem e os pilantras.
População lambendo as botas da bandidagem e dos pilantras que lambem as botas da gringalhada.
População levando ferro da bandidagem e dos pilantras e rindo como hienas.
A população cada vez mais serviçal.
E a população cada dia mais burra.
Brasil, um país de todos, todos os pilantras e toda a bandidagem!

BRASIL É COM ‘S’






O idioma inglês é bem-vindo por aqui, consta nos currículos escolares, desde sempre usamos palavras, frases e expressões em inglês, sendo que algumas palavras já se adaptaram ao nosso vocabulário e outras até já foram ‘abrasileiradas’, o mundo todo faz isso. Faz sentido sendo o inglês uma língua universal. O problema é que de uns tempos para cá a coisa tomou proporções avassaladoras, assustadoras, estamos trocando várias palavras em quantidades industriais desnecessariamente, apenas por trocar, basta observarmos as mídias, os comerciais estão contaminadas com palavras em inglês e nos shoppings parece estarmos em um país estrangeiro e acatamos isso bovinamente, dá a impressão que estamos nutrindo um enorme ranço pelo nosso idioma e o inglês virou uma instituição nacional, mas isso já é uma grande burrice, pois a língua de uma nação é um de seus maiores tesouros e o patriota de verdade deveria defendê-lo a qualquer custo. Essa tendência está cada vez mais presente em nosso cotidiano. Na contramão dessa patifaria estamos estraçalhando a língua portuguesa. Pobre língua portuguesa! Enquanto esnobamos em um inglês sofrível e medíocre cometemos barbaridades desses naipes: menas pessoas, eu me alembro, é meio-dia e meio, há dois dias atrás, asterístico, casa germinada, passou desapercebido, fazem duas semanas, bateram o récord e mais uma enxurrada de absurdos que causam sangramentos nos ouvidos. Além da ortografia, nem será necessário citar aqui os demais erros grotescos de concordância e gramática que é alguma coisa catastrófica. Quando fazemos isso, esse estrangeirismo ridículo, acreditando que estamos levando algum tipo de vantagem, na verdade estamos colocando em risco nosso vocabulário.

Eu insisto em postar textos com esse tema devido à minha indignação e preocupação com essa atitude no mínimo estúpida. Somos brasileiros, devemos nos orgulhar em termos um idioma tão diversificado, tão rico.
Já estamos suficientemente colonizados, passou da hora de curarmos essa doença, esse complexo de vira-lata.
Vamos escrever Brasil com ‘S’.

terça-feira, 12 de maio de 2026

BLACK FRIDAY



Você sabe o que é?


É um dia depois do 'Dia de Ação de Graças' nos Estados Unidos, ou seja, celebra-se no dia seguinte à quarta quinta-feira do mês de novembro, uma tradição tipicamente americana (repare no mome que se lê assim: bléqui fruaidei).

Etimologia:

Há vestígios de que a denominação surgiu no início dos anos 1990 na Filadélfia (EUA), quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os Estados Unidos em 1869.


Você deve estar se perguntando:

e no Brasil, o que nós temos a ver com isso?

Nada! Sequer sabemos o que é essa coisa de 'Ação de Graças', só vemos nos filmes americanos. Bem, mas por aqui, sabe como é, né, adoramos chupar tudo dos gringos, mesmo sem entender bulhufas, e isso é só um nome diferente, suntuoso e sem muito ou nenhum sentido pra nós, que na tradução literal significa 'sexta-feira negra', que é a época onde as lojas fazem 'promoções' com produtos ofertados pela metade do dobro do preço.        

Então tá, então.


Altair José

quinta-feira, 7 de maio de 2026

BRASIL NA UTI, CIDADES DOENTES

 

Senhoras e senhores, meninas e meninos, antes de abrirem suas bocarras e seus leques de ofensas, já aviso que para tudo nessa vida existem as exceções, portanto, nada aqui é generalizado. Se achar que está sendo massacrado e sentir que está doendo, só relaxa. Ou pare de ler.

Nosso Brasil não nasceu doente, mas assim ficou e assim está, respira por aparelhos, está na UTI, e fomos nós que fizemos isso. Somos algozes da nossa própria pátria. Meu irmão, cuidado! Agora mesmo tem uma turminha disposta a entregar de vez nossos verdes mares e nossas sublimes florestas aos aventureiros em uma bandeja de prata. 'Eles' estão lançando mão das nossas belezas. E aquela 'outra' turminha na conivência dessa vergonha.

Nesse caos implantado, as cidades padecem, especialmente aquelas cuja população se estagnou, onde a mediocridade fechou uma espécie de acordo indeterminado e eterno, as pessoas parecem não querer evoluir, não acompanham a modernidade. Apenas bailam em eventos de fumaça. Nessas cidades não existem o ‘Plano Diretor’ e se existem, estão mofando nas gavetas.

Aqui, irei discorrer sobre uma dessas cidades, um lugar qualquer, uma cidadezinha na mais desdenhosa referência, aleatoriamente descrita e que poderá ficar sob o luar escuro, o sol ardente e entre o mar,  a montanha e o deserto. Como ocorre na maioria das cidades do nosso rico, diluído e dissoluto Estado de São Paulo, nesse lugar o cabo de guerra  pende soberano para o lado ‘direito’.  Ali, naquela vila, a população é, na sua maioria, conservadora, de classe média baixa, aparentam ter posses, são seres soberbos, esnobes, não suportam ‘forasteiros’. Geralmente, nesses lugares, não contam com muitos ‘heróis’, tudo remete a um par de famílias, as homenagens póstumas que dão nomes às ruas, praças, prédios públicos e demais espaços não mudam muito. O comércio é pífio, sem variedades nem novidades, obrigando as pessoas a procurar outros centros nas proximidades, e, para piorar, os atendimentos são apáticos, de uma falta de educação e má vontade atrozes. O mesmo acontece com o serviço de saúde pública, - só para citar uma situação, temos nesses lugares muitos servidores públicos estaduais, e lá não é diferente, que dependem de convênios médicos, mas praticamente nenhum médico atende por esses convênios e a Santa Casa local, único hospital da cidade, longe disso, está fora de cogitação, parece ser intransponível para essa classe de pessoas. Essa situação calamitosa obriga uma parcela considerável da população a se tratar nas vizinhanças, colocando aquelas entidades em sérios riscos de um colapso na saúde. Vê-se com frequência veículos de prefeituras estacionados nas proximidades de hospitais de cidades onde oferecem atendimentos dignos. Uma vergonha indescritível para os administradores alheios às necessidades de seus cidadãos (lembram daquelas promessas lá na campanha?).Então, esqueçam!

O trânsito, como na maioria das cidades brasileiras, é o horror, esse vilarejo não poderia ficar de fora, seus motoristas parecem viver flutuando em cima de um plasma, estacionam errado ocupando várias vagas, na contramão e sobre as faixas de pedestres, as setas de seus veículos são meros acessórios, não respeitam os semáforos, nem os pedestres, mesmo que nas faixas, e aceleram perigosamente e sem necessidade uma vez que em rodovias trafegam como tartarugas atrapalhando o fluxo. Uma lástima. 

A cultura por ali vive sucateada, nem mesmo eventos gratuitos se vê grande número de pessoas. Os bares, estes sim, sempre lotados, mas raramente alternam suas atrações musicais, fixando apenas em um estilo musical único, aquele tal pavoroso sertanejo universitário. Nada contra, cada um com sua loucura ou sua insanidade. Tempos atrás, foi criado um espaço na tentativa de oferecer a um público voltado a outros estilos musicais, conversas sobre literatura, cinema, teatro e demais eventos culturais. Claro, não foi pra frente devido à resistência da comunidade. Mentes econômicas, restritas e engessadas, não querem saber de outras diversões que não sejam as suas. 

Pertencem a uma vertente política ultrapassada, não abrem mão disso, e nessa marra, só acreditam em si mesmos, o que é ‘diferente’ ou não compactuam com suas ideias e ideais, são hostilizados, ignorados ou barrados -  como aconteceu com uma pessoa, um cidadão comum, às vésperas da última eleição para presidente da república onde ela foi sumariamente proibida de entrar em uma loja da cidade por estar trajando uma camiseta estampando a foto de quem ela acreditava ser a melhor opção, era só uma coisinha chamada ‘democracia’ que muitos desconhecem ou não sabem o que significa. Aquela atitude asquerosa atropelou escandalosamente os direitos constitucionais de ir e vir e se expressar, caberia facilmente um processo, mas como se tratava de  um senhor bastante esclarecido e sensato, sabiamente deixou pra lá. 

Se sua cidade se parece com essa aí, não fique bravo ou brava, é só um pouquinho de história, umas verdades contemporâneas, não é legal de se ouvir nem fácil de engolir, mas você se acostumará. Quem sabe assim num dia desses comece a perceber que você e também sua cidade podem evoluir e você passe a regar com mais atenção, dedicação e amor a sua grama, daí você nem precisará mais ficar babando por lugares aos quais você visita em suas viagens. 

Ainda não está na hora de desligar os aparelhos.


Altair José

terça-feira, 14 de abril de 2026

O MUNDO É UM MOINHO


Vou aqui traçar um paralelo entre a sanidade e a imbecilidade. Para isso, vou citar alguns exemplos de acontecimentos rotineiros em nossa pátria. Vamos começar pela política, assunto que, a partir de um passado recente, todo mundo por aqui resolver abraçar, viramos especialistas de uma hora para outra. A maioria dos filmes de gângsteres tem como pano de fundo uma família ou famiglia, e por aqui não foi diferente. Como num passe de mágica um tal clã emergiu de algum buraco escuso anunciando a gestação do 'ovo da serpente', eles carregam consigo a capacidade de uma barata quando o assunto é governança. Há anos vivem às custas do Estado, todos eles sofrem de ergofobia crônica, se virem uma Carteira de Trabalho, saem correndo ou sacam uma arma, e é sabido que são chapas da milícia carioca. São mitômanos de nascimento com aversão à verdade e simpáticos à regimes de ditadura. O último político a nos governar faz parte dessa linhagem, é o chefe, Capo di tutti capi, hoje agoniza merecidamente no cárcere onde passou de bravateiro a coitadinho. Nos quatro infindáveis anos em que esteve no poder foi de um sarcasmo abismal e uma incompetência colossal, assistimos a um filme catastrófico passando como um tsunami bem diante de nossos olhos. Em um dos muitos devaneios demoníacos vomitados por aquele senhor que literalmente passeou pelo país brincando de ser presidente, fomos subliminarmente classificados como ‘idiotas úteis’. Talvez, nós, brasileiros, sejamos mesmo muito feios, sujos e inúteis, já que um ser tão  obtuso se presta na arrogância de fazer uma declaração assim, nos colocando nesse patamar.

Será que ele tinha razão, será que somos ou distraídos demais ou miseravelmente burros?


Vejamos. 


Para começar essa patifaria, que tal alguém tentar explicar o motivo de estarmos há 526 anos à mercê de bandidos e corruptos, e, não raro, criaturas  ignobilmente imbecis a nos governar, sejam sentados nas cadeiras dos poderes ou na ânsia de fazê-lo. Parece carma, fica a impressão de que gostamos de ser ferrados, e, com a sensatez de uma lontra brigamos com todo mundo defendendo essa corja. O filósofo do fim do mundo profetizou que  ‘nada é tão ruim que não possa piorar’, surge das profundezas lamacedntas do Armagedom um sujeito conhecido por Zero Um (vejam só) seguindo a mesma cartilha medonha do papai, algo como uma toniturante paródia do caos. Esse cidadão que almeja dar seguimento ao legado (Argh!) deixado por seu pai é peça desse clã e assim como o pai, não existe nada que o dignifique a ocupar tal cargo, muito pelo contrário. Com nítida intenção de entregar o Brasil em uma bandeja de prata para os EUA, incluindo-se aí as ‘terras raras’ (não são ‘terras’ nem exatamente ‘raras’, são na verdade elementos químicos aplicáveis nas indústrias e eletrônicos de consumo: são indispensáveis na produção de celulares, telas e baterias. Sem esses elementos, essa indústria seria inviável nos moldes atuais; Transição energética: as terras raras são cruciais para a tecnologia verde, sendo utilizadas na fabricação de veículos elétricos e turbinas eólicas). Esse paspalho acredita ter os EUA e seu presidente aloprado como aliados nessa vigarice, mas os meios de comunicação são seus aliados e endossam toda essa orgia política. Apesar da política no Brasil render assuntos que não têm fim, vamos ficar por aqui, mas antes de finalizar, daremos uma olhadela para o momento político atual: pode até ser que nos restou sim uma centelha de inteligência e conseguimos até entender, ainda que vagamente, o que significa o termo ‘polarização política’, quando não existe meio termo, e  decidimos que a metade do país torce para um time e a outra metade torce para o outro, ambos da mais reles categoria varzeana. Enquanto isso o circo de horrores nos é apresentado por atores canastrões, e, nós, os do lado de cá, os chamados ‘‘pobres diabos” aplaudimos feito hienas babentas retardadas. Bastante simples ou simplório, mas nada conveniente, já que por quatro ou oito infinitos anos uma turma ficará feliz da vida e a outra emputecida. E nesse vaivém idiossincrático o país desce se esfacelando rapidamente ladeira abaixo. É à isso que chamamos de Inteligência?

Agora vamos dar umas voltas por aí, pelas ruas. Nunca fomos patriotas, não gostamos do nosso país, da nossa Língua, de nossos concidadãos, da nossa cidade, nem da nossa rua e muito menos dos nossos vizinhos. Louvamos as marcas gringas, parece que o que vem de fora é muito melhor. A tal da ‘grama mais verde’ e a logística da burrice anunciada: exportamos o cacau pra importar o chocolate. Fomos colonizados e assim estamos, e essa postura nada mais é que total falta de identidade. O dramaturgo Nelson Rodrigues, também conhecido como ‘Anjo Pornográfico’ chamou essa presepada espetacular de  ‘complexo de vira-lata. Somos todos cães sem donos sarnentos de rua. 

Seguimos agora pelo trânsito, que é o horror. A cultura de um povo é medida de diversas maneiras, inclusive o comportamento no trânsito. Por aqui é o pior possível, não respeitamos nada, nem ninguém, somos os motoristas alucinados com sangue nos olhos em alta velocidade voando pelas rodovias e em plenas vias urbanas, não sinalizamos, nos semáforos, não temos a paciência de esperar até que a luz verde se acenda, trafegamos e estacionamos na contramão e em locais proibidos, como as rampas de acessos e vagas preferenciais, não respeitamos os pedestres, mesmo que nas faixas, disparamos a estridente buzina de nossos veículos sem necessidade em qualquer hora e qualquer lugar, dirigimos conversando e digitando ao celular, nos comportamos como motociclistas imbecis endemoniados com nossas motos barulhentas lembrando motores de enceradeiras em pane. Nas rodovias e nas cidades existem as placas de sinalização, estão ali para que nos oriente, mas na maioria das vezes não é isso que se vê, são meras ilustrações e os acidentes acontecem frequentemente, e nós, naquela análise de especialistas boçais já soltamos aquela frase feita genial: ‘essa estrada é muito perigosa’. Ato falho na concepção das assimilações as mais simples que custam caro, inclusive com vidas sendo abreviadas. Nas nossas cidades, trafegamos com nossos carros velhos (se forem novos, financiados estão) desviando de um buraco pra cair em outro. Para conseguirmos uma vaga para estacionar é uma aventura, apenas pagando mesmo e se tivermos sorte, a coisa piora para aquelas pessoas com dificuldades de locomoção ou necessidades especiais que têm raras vagas rotativas e ainda assim estão distantes de seus destinos e sempre ocupadas. Mas não nos preocupemos, os impostos chegarão em nossas casas ou empresas religiosamente, isso quando não são cobrados compulsoriamente, e nós, como cidadãos e cidadãs bons pagadores de taxas que somos, pagaremos (teremos de pagar). Fiquemos tranquilos, eles parcelam para nós. O mais interessante dessa comédia trágica é ouvirmos esses políticos ordinários berrando discursos oportunistas defendendo as pessoas desfavorecidas, uma hipocrisia atrás de outra. Canalhas disfarçados de samaritanos.

A educação, pobre de nós. O escritor Monteiro Lobato disse que “um país se faz com homens e livros”. Pois é, só que por aqui temos livros aos montes, mas pouquíssimos ‘homens’. No Brasil, a educação, aquela ministrada na escolas, que poderemos classificar como a fase de instrução e conhecimentos, é tratada como lixo, nossos governantes são em sua maioria pessoas desprovidas de bom senso, não se importam com seus cidadãos, empurram a educação para o limbo, para debaixo do tapete, temos claramente bem debaixo de nossos narizes o desmonte monumental da educação há tempos. Temos a educação lapidada pelas famílias, que também fica muito a desejar, e é por isso que somos mal educados, jogamos papéis e demais objetos nas ruas, despejamos descaradamente nosso lixo nos terrenos baldios, interrompemos sem qualquer sutileza a fala de outra pessoa, e uma série de aberrações. 

O ator e comediante britânico Ricky Gervais disse que “Quando você morre, você não sabe que está morto e por isso quem sofre são os outros. É a mesma coisa quando você é idiota”. É isso!

Estamos entoando o refrão “Pra frente Brasil” desde 1970, acho que chegou a hora de dobrar essa bula amarga de letras miúdas, inúteis e incompreensíveis e olharmos para trás do nosso Brasil, para os anos passados desde seu achamento por um português aloprado e desorientado lá no ano 1500 e nos conscientizarmos e promover uma virada drástica ou nos conformarmos de que não existe qualquer esperança que isso mude algum dia, que somos um país improvável repleto de párias. 

O consolo, se assim for, é que não estamos sós, o mundo sempre esteve em guerra e assim continua, isso já coloca várias pessoas no mais alto patamar das idiotices.  E nem pensem em colocar a culpa em Deus, Ele não aprova os ‘Senhores da Guerra’.

Sem que precisemos tirar coelhos da Cartola, sabemos que o mundo é um moinho e é também um hospício.


Altair José

sábado, 4 de abril de 2026

EU SOU dEUS



Eu sou deus!

Prepotência? Pretensão? Heresia? 

Pode ser, mas também pode não ser. 

Vocês duvidam? 

Vamos ver.


Se eu sou deus!!

E vocês são o que? 

Eu vos digo: vocês são o diabo. 

E nem adianta me excomungar, estarei por aqui, além de teimoso, sou invisível, assim, inatingível.  


O Evangelho segundo eu mesmo:


Vocês têm modos horríveis, são nojentos, mal-educados cospem e mijam na rua e se forem provocados, no final das contas, em uma incrível banalidade, poderão cometer homicídios.  A vida do outro, para você, não vale um tostão furado sequer: “Morreu porque sua música tenebrosa não me agradou” ou "O filho da puta torce pr'aquele time de merda" dentre tantas torpices assustadoras.

Se as coisas não vão bem pra você, daí, covardemente, cometerá suicídio explodindo sua cabeça, se dependurando com um pedaço de corda no pescoço, se atirando de uma ponte, se entupindo de barbitúricos ou outra proeza do tipo. Assim se livrará dos problemas facilmente. E aqueles que ficaram com a tristeza profunda? Para você tanto faz, não saberá mesmo, estará morto. Que fique com  seu pesar, minhas dividas e meus problemas. Deus, o verdadeiro, é o senhor da vida, portanto, essa atitude não é querida por Ele. 

Você olha pra lá, pra cá, ou nem se presta a isso, e pimba!, emporcalha o terreno e/ou a calçada alheia com seu asqueroso e fétido lixo, mesmo sabendo que existe a coleta regular de lixos e entulhos. Mas pra quê se é mais fácil jogar ali ou acolá? Um comportamento de pura patifaria. Se chamado a atenção, irá, com absoluta certeza, declarar uma guerra. Você é assim, um ser desprezível, miserável, contaminado, endemoniado, maldito. Não passa de um canalha.

Você é tão limitado com seus valores que seu carro é sua vida, na mais singela cretinice você para prontamente para que o outro carro passe estampando uma cara de pateta satisfeito, mas de jeito nenhum faz o mesmo, gentilmente, para o vulnerável e assustado pedestre, mesmo que nas faixas de pedestres, salvo em passeios por locais onde essa prática é comum, algumas cidades do litoral, por exemplo. Que coisa feia! Você é tão ridículo que não se cabe. Nas vias urbanas (ou não) a coisa desanda de vez, você não respeita nada, ninguém, não sinaliza, estaciona muito errado, vira a rua na contramão como se estivesse na Inglaterra, avança o semáforo que ainda está no ‘vermelho’ e fica por isso mesmo. E entre milhões de aberrações. Demoníaco ou isso é o que? Você, tranquilamente, usa a buzina infernal e barulhenta do seu carro em qualquer lugar e a qualquer hora sem nenhuma educação ou bom senso. A madame e o cavalheiro aí que estão me torcendo seus narizes pra mim nesse momento, estacionam seu suntuoso carrão em fila dupla para pegar seu lindinho e educado filho na escola dando um péssimo exemplo. Realmente ‘gente fina é outra coisa’. Você, como se não bastasse estacionar sua moto velha e barulhenta em qualquer lugar, nem se dá ao trabalho de tirar seu capacete em ambientes proibidos, fica parecendo um extraterrestre idiotaQuem são vocês? Onde pensam que estão? Está se escondendo de alguém ou é muito feio mesmo?  O que acham que estão fazendo? Você não passa de um estupendo boçal. Você utiliza seu celular ao dirigir colocando a sua vida em risco (que pelo jeito não deve valer muita coisa), e pior, a de outras pessoas também como se fosse o profeta do inferno. E esses motociclistas ou motoqueiros que voam com suas motos tão barulhentas que parecem estar vindo direto dos infernos lembrando enceradeiras desreguladas? Podemos classificá-los como ‘anunciantes do juízo final’, parecem estar com o demo no corpo. Sugiro que estacionem em frente vossas casas e fiquem acelerando até explodir o motor. Seu bosta!!!!!!

Vamos olhar para os animais que está tanto em evidência nesses tempos birrentos recheado de seres solitários: você vive defendendo os animais dos rodeios, considerando uma crueldade. Está correto e isso é lindo, ou deveria ser, mas como a um quase canibal transforma esses mesmos bichos em suculentas refeições sem qualquer arrependimento ou culpa. No meu pacato entendimento, o nome para isso é hipocrisia, mas para você, NÃO, 'não é dada disso, tem nada a ver uma coisa com a outra' pois não é capaz de discernir o certo do errado. E aqueles animaizinhos os quais você se dedica e diz amar como a seus filhos? São esses os peludinhos que você coloca no portão da varanda de sua casa pra latir irritantemente dias e noites a fio, os leva para passear e emporcalhar a praia e as calçadas alheias. Não são seus filhos, não são seus parentes, são seus animais de estimação, e só. Sendo assim, trate-os com respeito e carinho, como deve ser. Tem mais, você acredita que ama seu animalzinho de estimação confinando-o em um minúsculo e claustrofóbico apartamento. Isso está longe de ser amor. Para você saber, a maioria dos animais não invade território alheio, muitos só têm uma parceira por toda existência, portanto, não cobiçam a parceira de outros e só matam (caçam) para sua sobrevivência. E você, grande animal racional, faz tudo ao contrário disso. Uma vida de perversidades, corrupções, traições e aberrações. Você solta seus cães gigantes e bravos nas ruas onde ameaçam, avançam e mordem as pessoas. Então, você poderá reclamar sim dos fogos de artifício com estampidos, mas, atente-se aos outros inconvenientes, inclusive barulhos ensurdecedores, deixados por sua incapacidade de gerir qualquer coisa. Quando for reclamar se esgoelando feito um alucinado, procure refletir.

Se eu estiver mentindo ou blasfemando, pode me amaldiçoar e me mandar direto pro quinto dos infernos.


Na interpretação do Evangelho nem tudo é ou poderá ser o que parece ser. E é por essas e outras que eu sou deus e vocês o demônio. Você é uma criatura banal, não tem autocrítica, julga os outros com a facilidade de uma lontra e as qualidades de uma barata, crítica e condena aquilo que te atrapalha ou incomoda, mas está nem ligando para os outros. Não se deu conta de que está de passagem por aqui, é uma criatura descartável, desagradável com prazo curto de validade. 

Baseado nisso, procure ser um mínimo sensato, tente respeitar as pessoas. Não é tão difícil assim e chega a ser nobre.

Cuidado também com seu pré julgamento, preste bastante atenção às metáforas, assim como  nas sagradas escrituras.



PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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