Um breve relato da contaminação que assola essa nova geração para tentarmos entender esse suicídio intelectual coletivo.
O ‘Efeito Flynn’ é o nome dado para o aumento constante do índice de acerto média da população mundial nos testes de QI (QI significa Quociente de Inteligência. É uma medida padronizada obtida por meio de testes criados para avaliar a capacidade cognitiva de uma pessoa (raciocínio, lógica e resolução de problemas) em comparação com a média de outras pessoas da mesma faixa etária.). O Efeito Flynn Tem esse nome em alusão ao psicólogo americano James Robert Flynn, que em 1982 o identificou e documentou, após analisar os manuais americanos para testes de QI e perceber que esses testes eram revisados a cada 25 anos ou mais. Observou-se que esse crescimento foi de aproximadamente 3 pontos por década ao longo do século XX. Isso ocorre porque os testes de inteligência são normalizados para uma pontuação de 100, o que significa que 100 é a pontuação média da população que o faz. Quando ele é revisado, ele é padronizado para uma pontuação de 100 novamente, para que o certo seja que eles estejam medindo corretamente emp novo grupo de examinados. Em outras palavras, James Flynn percebeu que se um americano médio fizesse o primeiro teste de QI ele faria 130 pontos, pontuação atribuída a pessoas geniais. Da mesma forma, se o teste atual fosse aplicado com um americano médio daquela época, sua pontuação seria de 70, literalmente um resultado esperado de deficientes intelectuais. Especialistas apontam que as novas gerações não necessariamente nascem com uma capacidade mental maior, mas sim que o ambiente se torna mais rico em estímulos. As principais causas incluem: Melhorias na educação: Maior acesso à escolaridade e anos de estudo mais longos.
Nutrição e saúde: Melhor desenvolvimento neurológico na infância graças à alimentação e vacinação.
Complexidade ambiental: Exposição a estímulos visuais, lógicos e tecnológicos mais complexos no dia a dia.
O "Efeito Flynn Reverso": Apesar da tendência de alta ao longo do século passado, dados e estudos recentes têm apontado uma desaceleração, estagnação ou até mesmo uma inversão (conhecida como Efeito Flynn Reverso) nas pontuações de QI em alguns países desenvolvidos.
Em seu livro "A Fábrica de Cretinos Digitais", o neurocientista francês Michel Desmurget alerta sobre os impactos negativos do uso recreativo de telas no desenvolvimento infantil. Baseado em dados científicos, o autor denuncia uma regressão sem precedentes no QI das novas gerações, apontando que o excesso de dispositivos prejudica a linguagem, a concentração e o aprendizado. O livro é um manifesto de saúde pública que desmistifica a ideia de que a tecnologia torna as crianças mais inteligentes. A obra foca em análises críticas e estruturadas que servem de alerta para pais e educadores. Principais Pontos Abordados: Declínio Cognitivo e Queda de QI: Pela primeira vez na história, estudos apontam que a nova geração tem um Quociente de Inteligência (QI) inferior ao de seus pais, revertendo a tendência histórica de aumento (Efeito Flynn). Impacto no Desenvolvimento: O uso excessivo compromete o desenvolvimento neural. Funções como linguagem, concentração, memória e raciocínio lógico são as mais afetadas. Carga Horária Exorbitante: O autor destaca que o tempo de exposição é astronômico. Jovens passam, em média, mais de 7 horas diárias diante de telas (smartphones, tablets, TV), o que representa uma carga horária equivalente a anos letivos inteiros perdidos. Dados gerais apontam que a população brasileira em geral gasta mais de 9 horas por dia no mundo digital, o que também reflete o comportamento dos mais jovens.
Diretrizes médicas: A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que para adolescentes (11 a 18 anos), o tempo de tela não deve passar de 3 horas por dia, sem uso durante as madrugadas. Para crianças de 6 a 10 anos, a recomendação cai para até 2 horas diárias. Problemas Associados: Além da cognição, o sedentarismo, os distúrbios do sono, a obesidade e o aumento da agressividade são consequências frequentes do vício digital. Conclusão e Repercussão: A obra causou grande impacto desde o seu lançamento devido à sua extensa bibliografia (quase 100 páginas de referências científicas). Desmurget não é contra a tecnologia em si, mas condena o seu uso recreativo e descontrolado por crianças, oferecendo um convite urgente para que as famílias repensem suas dinâmicas e o tempo de desconexão.
Diante dessa catástrofe cerebral, é óbvio que o resultado não poderia ser diferente, uma enxurrada de bobagens postada nas redes sociais, pessoas com vocabulário pobríssimo (nem precisa torcer o nariz, o superlativo do adjetivo está correto), comentários completamente fora de contexto, nenhum conhecimento de gramática, o assassinato da nossa língua a todo momento parece lugar-comum e agora risivelmente todos se acham intelectuais de plantão não bastando ser ignorante e burro, sentem necessidade de mostrar. Com isso fica cada vez mais evidente o efeito Dunning-Kruger, que é um viés cognitivo onde indivíduos com pouco conhecimento ou competência em uma área superestimam suas próprias habilidades. A principal causa é que a própria ignorância impede a pessoa de reconhecer as próprias falhas, levando a uma falsa sensação de domínio e excesso de confiança, isso induz aos comportamentos das pessoas para se prestar atenção e se preocupar, a educação é tão rara quanto a gentileza - se você acha bonito a frase ‘Gentileza gera gentileza”, então, por quê não? - Pequenos gestos que fazem toda diferença, mas não é assim, ninguém respeita mais nada, as leis, o próximo, os idosos, as pessoas com necessidades especiais. Os diálogos são cada vez mais rasos, a impaciência, a intolerância.

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