A minha não importa nem interessa, sou
apenas um cidadão com uma visão bastante ácida dos comportamentos, de
preferência os boçais, e procuro expô-la em meus textos, você nem precisa
ler, mas aqueles que os leem sabem bem que explano sobre todos os assuntos e não me
intimido com quaisquer opiniões, sejam a favor, contra ou
até indiferentes, então, antes de me julgar, leia e reflita sobre o
assunto se você for capaz, mas não se engane sobre o que vou escrever
aqui, nem estou me colocando de qualquer lado e muito menos para debates.
Mais ou menos assim: o ser
humano é mesmo um animal interessante, dia desses foi feita numa
cidade de nossas cercanias brasilis uma espécie de enquete ou
referendo ou plebiscito, seja lá o que for, para saber dos munícipes se
eram ou não a favor da proibição de manifestações com fogos de artifício por
alegarem desconforto a algumas pessoas, mas principalmente aos animais, dos
seus animais (só pra ilustrar, esse tipo de festejo pirotécnico acontece
desde que o mundo é mundo), mas faz todo sentido já que uma
enquete é um evento democrático e no final o resultado foi a favor da
proibição, mesmo considerando a veracidade e autenticidade da enquete temos um
probleminha aí nessa questão bastante polêmica, você sabe, tudo que
envolve polêmicas têm pelo menos dois lados, por isso são chamadas assim.
Atento aqui apenas na questão dos animais, na incoerência dos episódios que
envolvem esses bichanos, como por exemplo, não se permitem soltar fogos, mas os
cidadãos que adoram um belo bife acebolado não se importam como esse animal foi
abatido e aquelas mesmas pessoas que votaram veementemente a favor da
proibição, muitos deles, têm em suas residências animais de estimação que, na
maioria dos casos, perturbam absurdamente o sossego alheio com latidos e
até uivos em um uníssono ensurdecedor a qualquer hora do dia ou da noite,
agora experimente você amigo trabalhador sonolento tocar uma música alta ou
fazer uma reunião com pessoas em horário conhecido como ‘impróprio’ nesse mesmo
horário que esses cães estão latindo ou uivando desesperadamente alto,
você com toda certeza receberá a visita de um vizinho incomodado ou
até mesmo de uma autoridade policial, aproveito para citar aqui também os
felinos que invadem as casas vizinhas adotando-as como se fossem ali seus lares
com direito a todo tipo de sujeira e fazendo dos automóveis nas garagens como
sua confortável cama, cachorrinhos fofos em passeio matinais ou vespertinos com
seus adoráveis donos parando nas nossas calçadas para soltar belos montes de
merda, e para piorar vale mencionar a imensa população de animais soltos nas
ruas, grande parte animais domésticos encoleirados, que te intimidam, avançam
pra cima de você fazendo com que, muitas vezes, mudemos nosso caminho para
não sermos molestados, nesse quesito vai aí um alerta às autoridades
engessadas que ignoram esse fato e não adotam um controle efetivo de
zoonoses. Diante disso, concluo que sim, o homem é um animal
muito interessante, como estamos na era do politicamente
correto é pertinente lembrar da individualidade cortante que pousou
nas mentes e nas atitudes das pessoas, o sujeito acredita que ter animais de
estimação implica que todos à sua volta deverão adotá-los e partilhar
de todas as particularidades deles, não é assim, cuide de sua cria.
Nessa questão que discorri aí em
cima muitos torcerão o nariz, mas é compreensível, pois a maioria se
enquadra na emblemática frase “está bom pra mim, você que se
dane”, e reparem que nada mais pode, tudo é censurado, gente cuidando
da vida de gente, qualquer coisa é motivo para processos, sendo
assim, muitos consideram que não se deve questionar esses comportamentos
dantescos dessas pessoas com relação aos seu peludinhos, podendo acarretar
sérios problemas, mesmo que você esteja completamente certo. De novo: não
tenho animais de estimação, o motivo não interessa a ninguém, mas nem por isso
os desrespeitos e os maltrato, pelo contrário, gosto muito deles e
diferentemente dos seres humanos, têm
animais ‘irracionais’ infinitamente melhores que muitos
seres ‘racionais’ soltos por aí.
Embora para mim não faça a menor
diferença, mas a opinião, qual é a sua?
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