Extrema pobreza,
Miséria espalhada pelas ruas.
Muitos milhões lá na realeza,
Nenhum real nas cercanias nuas,
Saúde? Não!
Educação? Ninguém viu!
E segurança? É claro que não!
Respeito? Se esteve aqui, então sumiu!
Pré-sal azedo,
Oneroso e salgado.
Publicidade ácida no enganoso
ledo,
O desastre é amargo e
prolongado.
O cenário ficou avermelhado.
Indiferença da Corte invisível,
Mato preto que era esverdeado,
A diferença apareceu no mesmo nível.
Mares de óleo ao léu,
Quem fez?
Bichos enegrecidos no céu.
Tanto faz! Tanto fez!
Chagas a céu aberto,
Agonias sem fim.
Ninguém liga, tudo certo.
Ninguém, mais ninguém, é o fim.
Aniquiladores no comando,
Cadê nós?
Somos os servos na comitiva.
Saímos, mas não estamos voltando.
Fuga das obrigações,
Debaixo das saias está,
Cara de pau sem medo nem ações,
Destrambelhou assim todo o enredo por
cá.
Crianças bonitinhas com brinquedos em
punho.
Todo mundo feliz, saudável, alegre e
correndo.
Criancinhas estranhas com armas em
punhos.
Ninguém feliz, esfomeado, matando e
morrendo.
Vamos arrumar a casa, então,
Trabalheira sem fim,
Vários anos na contramão,
Sobrou pra você, pra nós e pra mim.
Que país é esse, afinal?
Quem sabe?
Queria saber, mas não sei.
E você, sabe?
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