Era
esperado, mas nem tanto assim, nos colocaram no patamar dos desprezados e
inertes e o tempo verbal no infinitivo de ‘governar’ não se aplica por aqui e
menos ainda no gerúndio. Nos presentearam gregamente como chefe do executivo do
país um cidadão que priva pelas relações pessoais, isso em todos os níveis,
seja domiciliar ou não, deixando as mais importantes pautas engavetadas e
amarelecidas; em trombadas esporádicas pelos corredores dos ostentados
palacetes inúteis e nas reuniões dos salões barulhentos de zum-zum-zuns
lá pelos distantes cerrados candangueiros a marra é tão grande
que sequer há diálogos, apenas farpas; no breve período já trocou
dois terços da manada por conta de dissabores e algozes pessoais, figuras
importantíssimas das mais diversas estirpes das esferas que regem os andares
sensatos da nação se esvaindo por pura birra desse mentor inconsequente,
enquanto isso o país caminha rastejante e zonzo sem entender quase nada;
reparem que toda vez que algum comparsa seu vence a peleja ele aparece
retumbante com um sorriso aparvalhado de orelha a orelha exalando babas por seu
recém-empossado capacho ou vitorioso e sempre ladeado por seus fieis escudeiros
igualmente palermas; sedenta por aliados em todas as células, não se sabe
exatamente para quais finalidades, mas está quase conseguindo, deixa muito
claro e explícito que não tolera uma gama imensa da sociedade brasileira,
esculhamba sempre que pode tudo que não lhe agrada, e é certo que
quase nada lhe agrada. É o típico caso em que a farda não condiz com
o fardado. O desespero é a rogação dos quase invisíveis.
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