Você,
sujeito de sorte, deve conhecer algum camaradinha que assumiu um cargo ou um
posto qualquer em algum lugar e esse indolente senhor não faz ideia de onde
está, por que está lá, para onde ir e muito menos o que fazer. Se você,
num estalo se lembrou de alguém, está absolutamente certo, tem sim um
cidadão desse naipe solto por aí, é aquele mesmo que todo mundo fica
na expectativa de cada pronunciamento seu, mas ninguém espera nada de
proveitoso para a nação e a população, afinal o beócio da vez não passa de um
falastrão que claramente está brincando de governar (ora, mas o que fazer,
colocaram-no lá). Diante dessa situação constrangedora, esse obtuso ser precisa
arrumar alguns passatempos para sua ignóbil existência na Terra e assim
engambelar de vez uma plateia sedenta por espetáculos circenses de extremo mau
gosto, daí que com sua costumeira maestria formada nas escolas milicianas
morros acima, ele tenta resolver a coisa assim: é claro, de cara
irá colocar a culpa de suas mazelas em outras pessoas, ou no caso, nos
governos passados, acreditando piamente que aqueles lhe deixaram uma herança
maldita, atacar verbal e fisicamente jornalistas sem qualquer critério, na
covardia costumeira, ofender as mulheres na sua fisiológica plataforma
misógina, arrotar medidas escabrosas e berrar asnices infectando os ares,
passear de motos, que alguns adoram chamar de ‘motociatas’ (têm várias
outras ‘ciatas’ na pauta), pelo Brasil e às vezes também pelo
mundo, fazendo muito alarde seguido em caravanas por uma trupe de aparvalhados,
fazer turismo mundo afora na farra a bordo de um ‘trem da alegria’ com uma
comitiva de vampiros financiado com nosso tão minguado dinheiro, isso tudo
paralelamente à eventos importantes onde deveria estar participando
(os maldosos dizem 'melhor não'), na cara de pau açucarada contar mentiras
levianas ao vivo com a ovacionação de alguns entusiastas do horror, se
intrometer em assuntos que não são de sua conta, como por exemplo, o ENEM
(lembrando que nem uma carta à nação consegue redigir), reunir em um
alambrado ou chiqueirinho uma boiada contente e feliz regurgitando urros
ininteligíveis, e por fim, tentando juntar cacos e pedaços sensatos e
funcionais para ficar confortavelmente por mais infindáveis quatro anos na mais
pura e límpida sombra e água fresca, mais conhecida como vagabundagem. E o
oportunismo foi gritante, colocou no vice-comando alguma coisa no mesmo padrão
caso deixe o barco por qualquer motivo (sabemos que esse barco já virou
faz tempo). Se a surpresa se fizer nas próximas vias, teremos a confirmação da
mais emblemática catarze cerebral coletiva jamais vista, não será o novo
normal, mas uma nova ordem desordenada ou/e descerebrara.
Sendo
assim, meu correligionário distraído e sortudo, se essas burrices e
brincadeiras sem graça e de péssimo gosto significam alguma coisa com qualquer
sentido em algum lugar da galáxia, então esse nosso mundo saiu mesmo dos eixos
(nem pensar em colocar a culpa na pandemia), e essa nave zonza entupida com
essa nova geração de pessoas medonhas nos faz crer nas mais bizarras conclusões
com as piores intenções. Trocando em miúdos, talvez eu tenha exagerado na perda
de tempo com tantas linhas nesses escritos, essa gente não tem como ser levada
tão a sério, peço então desculpas por isso, prometo que nas próximas vezes
tentarei ser mais econômico, algo assim nos moldes das mentes dessas pessoas
que ilustraram o texto.
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