sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

NO EXÍLIO, POR HOJE, CANTAM ASSIM:

 


Nossa terra tem palmeiras onde cantam o sabiá, os quero-queros e as maritacas, mas cantam também as piores blasfêmias linguísticas com maneirismos poliglotas emburrecidos de um país moderno de tão oco que é quase vazio, por aqui, um lugar de cultura bastante econômica cujo conhecimento das letras é parco, sendo a língua pátria facilmente trocada sem a menor cerimônia e qualquer motivo, onde as noticias falsas viram as fake news, o trabalho remoto é mais conhecido como home office, a entrega agora é uma tal delivery e as transmissões, mesmo quando não são ao vivo (sic), chamam-nas de lives e umas tantas mais, assim como as lindas frases em nossas camisetas e dos nossos filhinhos em um inglês que ninguém sabe se está sendo elogiado ou xingado, sendo assim, fica fácil cair em armadilhas como essa:

 



 

Se você esta ‘on’, presta atenção no nosso brasileiríssimo 

Mário de Andrade:

 

“Pouca saúde e muita saúva,

os males do Brasil são” 

 

 

Araraquara, 2020

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