sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

AS VIRGENS, AS NOIVAS E AS VIÚVAS

 

 


Como no enredo das virgens suicidas da senhora Sophia Copolla e mais adiante passeando na vila asteca destrambelhada, vemos espíritos zombeteiros rodopiando pelas ruas, becos e ares afora como sintomáticos de labirintite aguda que no cume das circunstâncias acreditam que o céu é o limite das barbáries desmistificadas sem crédito, inclusive do patrão que dias depois apareceu das cinzas com sua morbidez derrotada, e assim está, o parvo se fincou naquela apatia de dar pena (ou nem tanto assim), cópia fiel do mesmo modelito trumpiano lá pelas bandas do Norte do mapa mundi bem acima do Equador, já que ao Sul não existe pecado, e que permanece na teimosia da rua sem saída, ainda vagueia no labirinto ianque, no julgamento dos homens poderá não ser punido como um rato, mas a história ser-lhe-á implacável, assim como aquele daqui também pairará nas mesas da suprema corte mais séria, e aqueles outros que sustentam seus pesados ombros, assemelham-se aos alienistas machadianos débeis primos pobres flutuando com sorrisos apalermados na sua cara suja manchada de fumaça como coringas de Gothan City ostentando nosso manto sagrado como escudo dos festejos antidemocráticos (agora já podemos resgatá-lo), todos aqueles canalhas, pois é meus caros, os canalhas, na histeria fazem um alarde danado por qualquer coisa, não há razões, não assumem nada, sempre põem na conta doutros que na sabedoria ignoram a corja barulhenta, adoram postar nescidades colossais nas vias marginais das redes virtuais. Vivem do imaginário, paralelamente à realidade. Não, nem carrego grudado em minha testa algum 'santinho' de quaisquer partidos políticos ditos ‘do bem ou do mal’, sabe-se na lenda urbana essa tal classificação, nem suporto a imbecilização de ‘torcer contra’, não teria essa gloria ultrapassada, sou brasileiro nato, não tão puro como nossos quase dizimados índios, mas carrego os sangues e sotaques distintos das cercanias brasílis de cá, mas também de lá, e, conforme minhas necessidades de cidadão, almejo que a condução da diligência de quem quer que seja pelo menos honre seus concidadãos e faça a trilha no mínimo de uma maneira branda e não abstrata, não é tão difícil assim, apenas guie-a com responsabilidade, estão aí para isso, colocaram-no aí para isso, não o fiz, mas fizeram-no, se lambuzaram o tapete ou não, caberá menos a mim tal prêmio de consolação ou apaziguamento.
Lembrando aqui que a inteligência intelectual depende sistematicamente das inteligências espiritual e emocional, estão emaranhadas e no reino fantástico da burguesia existem as duas maneiras de se conduzir um homem: pela santidade panfletária chegando à idolatria moldada na idiotia de alquimistas dopados e a outra à libertinagem e à corrupção, não há saída, mas parece que temos aqui a tentativa de caminhar com as duas rezas de mãos dadas, entrelaçadas rumo ao paraíso ou ao purgatório, no que nessa segunda opção aí mais no final da linha não deram a escolha e o caminho será um só, às pedras ou ao que virá, não se sabe, são surpreendentes as filosofias ocultas da humanidade, e, por vezes, misteriosas. Aquele que gosta de surpresas, poderá se deleitar ou sucumbir a elas. Com todo respeito (ou nenhum) aos cúmplices desse enxame de gafanhotos que aí está, que na marra se esvai e que custa a crer que isso seria possível, a vitória e a derrota são irmãs gêmeas e a aceitação é o elo entre as duas, mas haja que possa ter discernimento da cognição para tanto. Acho que não, o clímax da ignorância é o troféu da estupidez e a indulgência jamais será almejada. A sensatez não colide com a teimosia, é a bifurcação paralela, jamais se encontrarão. A estupidez até poderá ter cura, mas a insistência nela, não.
Esquecendo um pouco a obstinação negativa que eles nutrem por condutores dos passados com discursos mais que repetitivos, insossos e cansativos e ainda descontando a pequena parcela de retardados mentais funcionais que se apegaram a esse pregador mitológico fajuto e barato das praças e os demais que se esgotam dia após dia e que insistem em compartilhar com essa bandalheira por birra ou que se recusam a retroceder ou não querem admitir que se arrependeram da grande asnice que fizeram, se quando derrotados não suportam nem assimilam, ou por qualquer coisa que o valha, tanto faz. O ópio é opcional, poderá desvirtuar suas mentes e desanuviar sua visão dilatando suas pupilas, mas para isso é preciso que você o injete naqueles pares de neurônios que ainda insistem em um sopro de vida, se o fizer, contrariará as leis do puritanismo quase vil. Nós, brasileiros, estamos órfãos, temos as mais caricatas figuras a nos representar, as mais bizarras mazelas são despejadas em nossos ouvidos todos os dias como se fossem latrinas enfileiradas. Somos a latrina do mundo.
Não é por vingança esse manifesto, está tudo aí, é só olhar, temos até o terceiro olho para crermos e o problema é que levaremos anos para arrumar a casa, temos montes de entulho por tudo que é canto, e não é de bom grado empurrar para debaixo do tapete, pois monumental é o DESASTRE.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

                               ******************************** crônicas  bub ônicas   napoleônicas mazelas sequelas magrelas   rimas   pr...