"Eu sou pobre, pobre, pobre
De marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
De marré desci"
A pobreza é uma situação, uma motivação, uma deterioração, uma condição, uma instituição, uma imposição, uma sugestão, uma indignação, uma possessão, unma depravação, uma aniquilação, uma aberração ou uma religião?
Seja lá o que for, aqui em nosso país a carroça destrambelhou desde o início lá no século XVI e assim está. Já nascemos predestinados ao caos, tente refletir e verá que jamais tivemos qualquer esperança, não temos nenhum apreço pelo nosso Brasil, o momento atual é sempre pior que o que passou e já agregamos a desesperança que o que virá será ainda mais terrível. Não gostamos de nós mesmos, da nossa cara, da nossa casa, do nosso jardim, do nosso idioma, da nossa rua, do nosso bairro, da nossa praça, da nossa igreja, do nosso Estado, da nossa cidade, das nossas ruas, do nosso vizinho, da nossa escola, das nossas roupas, do nosso país e nem das pessoas que nesses locais habitam. Eis que de tempos em tempos, acontece o que parece improvável: contemplamos a casa desmoronar ainda mais quando comandantes com holofotes virados para o seu nariz empinado e vermelho escorrendo ódio se destacam como deuses no Olimpo e sempre seguidos por uma procissão imensa de pessoas sem nenhuma atração coerente de sensatez fazendo com que a burrice exale de suas entranhas expandindo-se pelos ares como uma névoa cinzenta e tóxica. Estamos no meio de um fenômeno estranho, notem que imediatamente após um 'tour de force' de ponta cabeças de um certo aspirante à mito, uma considerável parcela no meio da metade do país resolveu reverenciar este sujeito, seus rebentos, suas ramificações, as artimanhas e sua maquiavélica doutina. Os demais acreditam ter motivos pra essa veneração. Pode ser, não sei, essa nossa era anda tão bicuda. Sendo assim os intelectuais midiaticos e genéricos se aproveitaram duma brecha desse momento interessante em uma história canhesta para discursar aos quatro cantos a respeito dessa nova classe social, ou uma bizarra cepa, surgida no meio de uma manada composta por uma turma, digamos, diferenciada, é o tal ‘pobre de direita’ que tanto se ouve por aí. Mas afinal o que significa isso? Quem são essas pessoas? O que eles querem?
Não sei se conseguirei explicar, vou usar como parâmetros a pobreza e a burrice que enquanto parceiras são gêmeas siamesas. Por aqui existe uma coligação entre essas duas situações, a pobreza e a burrice, em muitos casos estão de mãos dadas e atreladas. Mire-se em você que é pobre e que não basta ser pobre mas precisa também ser burro, não consegue perceber que aqueles caras não gostam, nunca gostaram, não toleram e não suportam pobres e, meu caro, talvez por ser tão burro você não entende que é por isso que eles, os tais caras, além de não gostarem de você, não te tolerarem e muito menos te suportam, pra eles, você cheira mal, é azedo e tem prazo de validade, e, nem pensar, a Disneylândia é uma ficção, Paris não gosta de estrangeiro, a Finlândia é muito feliz, o Canadá excessivamente seguro, a Suiça é muito organizada e a Nova Zelândia é muito honesta pro seu bico, sendo assim seu Zé Lelé, você continuará burro e cada vez mais pobre e morando mal pra cacete, e aquela turma da zona sul cada dia mais rica e feliz, mais do que nunca com mansões de muros muito altos pra não te olhar e pra você não vê-los, porque é de outra turma lá bem longe (muito, mas muito longe) da sua que aqueles caras gostam, sempre gostaram, mas você nunca percebeu, pois você é burro demais pra isso. Eles andam zombando de você, subestimam sua presença, ignoram sua existência, riem na sua cara e da sua cara, ironizam você, desdenham suas coisas, mas você, por ser miseravelmente burro, não acredita. Você, anda se achando um ser inteligente, se baba todo nos discursos odiosos e vazios onde aqueles caras esculhambam com a democracia, se escoram em governanças passadas com argumentações retrógradas e desconexas, xingamentos e motivações pífios arrotados de gargantas gástricas e em contrapartida contamos com milhares, longos e intermináveis dias, anos que parecem séculos de administrações tenebrosas que apesar de não estarmos em 1984 do senhor Orwell existe muito ódio, se apresentam travestidos como protagonistas do terror onde criam ilusões e devaneios nos seus seguidores, e você, na sua limitação cerebral não se dá conta de que há tempos eles, esses caras, vêm te massacrando, tentaram vender seu país, não conseguiram, ainda estão insistindo nisso, pois você é tão ignobilmente imbecil que se torna conivente com essa gangrena que corrói nossa pátria já lá desde que foi achada em 1500 por um bando desnoteado e que deveria ser tão amada, mas é você quem está pagando a conta, que é caríssima, e pior, acha engraçado toda essa patifaria. Me diga: onde está graça? Consegue sobreviver com migalhas a preços de ouro, anda se lambusando com pé de frango acreditando ser um suculento filé enquanto são eles que comem os filés financiados por você mesmo, seu burro. Eles te ofereceram de bandeja o fantasma da ‘inflação inercial’ (você nem faz ideia o que seja isso, né não?) de anos passados mais que bicudos que eles prometeram arrumar e você na sua ingenuidade bruta acreditou e na mais inacreditável burrice patológica, comemora. Está comemorando o quê, seu inútil? Já carregamos no lombo o complexo de vira-lata, agora tembém nos equiparemos a uma alcateia de hienas, isso já é burrice demais. Nem tente se iludir, se você não é assim tão pobre, mas é burro, tanto faz, estará sempre dentro dessa bacia asquerosa. Meu querido concidadão e minha charmosa e lindinha concidadã que assistem a tudo pela tela do seu caro e finaciado celular, sabemos que a burrice, como tudo nessa vida, tem um limite, tenta, então dosar essa marra desnecessária e veja por si só o estrago, o desmonte, a soterração sumária dos desassistidos que está acontecendo comandados pelos estagiários do caos, esquizofrênicos alucinados que sempre pareceram viver em um mundo paralelo que com sua irresponsabilidade vêm massacrando cidadãos, colegas e familiares nossos como um terremoto ao longo desses anos todos, está bem na sua cara, mas você não quer ou não consegue entender, a burrice está impregnada na sua cara feia, pálida e sofrida e nessa sua mente oca incapaz de raciocinar, só que para aqueles caras, vou repetir, tanto faz, eles, os caras, nem ligam, não querem saber onde você mora, o que você come (se é que você come), eles não sabem e nem querem saber se você existe, é um espectro ou se está vivo, para eles você é invisível, são os vampiros que querem seu sangue e também, claro, seu precioso voto, esses são os verdadeiros parasitas. Baseados na sua eterna burrice, esses velhacos sempre te manipularam e assim continuarão, pois sabem que é muito fácil te enganar sempre que desejarem sem que você perceba, e você (que coisa!), não percebe nunca, esses calhordas jamais respeitaram coisa alguma nem ninguém, fazem o que querem, não têm compaixão nem sensibilidade, a meta deles é angariar fundos para sua boa vida, que você, pacato cidadão, nem imagina como seja.
Quem viver ou sobreviver verá, chorará, ou morrerá de tanto rir.
Depois de ler este texto e refletir sobre suas ações, tente entender em que patamar está sua pobreza e, principalmente, sua burrice.
Dobrada, 2024
Altair José

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