Nem passar a faixa de presidente ao seu legítimo sucessor, eleito democraticamente, esse ser ignobilmente debochado teve a dignidade. Embora ele não saiba ou pense diferente, o país não é dele, não é obrigado a gostar de ninguém, só seria preciso seguir os protocolos, ter respeito pelas pessoas ou ter ao menos um pouquinho de educação. Logo à frente entenderíamos o porque, não faria sentido mesmo. Esse imperador de araque desvairado foi um militar sem qualquer qualificação ou compromisso com as Forças Armadas. Antes mesmo de entrar para o mundo da política, quando ainda era paraquedista do Exército, ficou preso disciplinarmente por 15 dias em um quartel no Rio de Janeiro em 1986, o capitão ativista escreveu um artigo com críticas ao que considerava má remuneração dos militares, desafiando assim seus superiores quando tal publicação desagradou a elite militar. A punição disciplinar ao paraquedista rebelde e aspirante a anarquista em 1986, ainda que modesta, foi a primeira vez que ele foi privado de sua liberdade por desrespeitar as regras. Mas aquela punição acabou funcionando como uma catapulta à sua pífia vida pública. Dentre suas peripécias como militar consta ter elaborado um plano para explodir bombas-relógios em unidades militares da cidade do Rio de Janeiro: "Só a explosão de algumas espoletas", disse o militante terrorista. Sem o menor constrangimento, o homem-bomba deu uma detalhada explicação sobre como construir uma bomba-relógio. O explosivo seria o trinitrotolueno, o TNT, a popular dinamite. A ideia, segundo apuração, seria pressionar o governo sobre os salários e demonstrar fraqueza dos membros do Exército. Arquitetaram um jeito de ele não ser condenado. O caso foi levado ao STM (Superior Tribunal Militar), que o absolveu. Mas de nada adiantou, foi ‘saído’ com desonras depois de planejar esses atentados e desrespeitar seus superiores: "O Conselho decide que é 'não justificado'. Ou seja, entende que esse militar não pode mais continuar na ativa, por ser uma desonra, por exemplo", apesar de a defesa também sustentar que, diante da dúvida, deveria prevalecer o princípio do 'in dubio pro reo', ou seja, o réu deveria ser beneficiado. Apenas quatro meses depois do julgamento, o idiota funcional bostializado se elegeria vereador do Rio de Janeiro como um representante dos militares. Começava ali o caminho que levou ele à Presidência e, automaticamente, nossa aflição. Seguiram-se assim outras tantas maravilhas com requintes terroristas a que fomos condenados a assistir. Como político, sua insignificância e negligência são sublimimente abismais, passou a vida às custas de cargos sem qualquer responsabilidade levando consigo sua prole numérica igualmente contaminada, uma praga que vagueia por aí pregando o ódio e lobotomizando seus seguidores idólatras menos favorecidos cognitivamente, um rebanho comprovadamente apalermado. Enquanto isso o então chefe do executivo ficou quatro longuíssimos anos passeando país afora na mais esplendorosa vagabundagem, são seres que sofrem de ergofobia crônica, e na cara de pau que lhe é peculiar almejava mais um mandato, mais quatro anos de aberrações, desrespeito por tudo e todos, colocando o país em um retrocesso inacreditável para assim continuar infinitamente mamando nas tetas do Estado. Nada de bom aconteceu em seu tenebroso mandato, pelo contrário, foi uma gestão desastrosa em meio a uma terrível pandemia quando a população apavorada precisando de um líder para tomar as medidas cabíveis e orientar as pessoas com o suporte de autoridades médicas e sanitárias esse beócio nada mais fez que atrapalhar o programa de vacinação, contrariar os protocolos e zombar das pessoas. Um sujeito que não passa de um inseto desprezível. O Brasil sempre foi referência nas vacinações até que esse energúmeno apareceu negando e amaldiçoando os respeitáveis órgãos farmacológicos e o PNI - Programa Nacional de Imunizações - e sem nenhuma autoridade médica ou sanitária (muito, mas muito longe disso) orientando a população a se medicar com remédios comprovadamente ineficazes contra aquele vírus mortal. Muitos, pessoas simplórias e outras nem tanto, acataram aquele absurdo se ‘medicando’ seguindo um receituário macabro. Com isso as pessoas passaram a não tomar vacinas deixando de se imunizar se tornando vulneráveis às doenças, principalmente no período da pandemia onde mais de 700 mil pessoas morreram sucumbindo ao vírus da COVID-19. Questionado em relação àquele estado de calamidade pública, como resposta à população o tal ser asqueroso zombeteiramente, entre tantas asneiras, soltou essa: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre". E sobre o número de mortes aumentando assustadoramente disse a um repórter: “Não sou coveiro, tá?". Como suposto chefe de Estado, deveria participar de encontros e conferência com países de todo o mundo para tratamentos de pautas importantíssimas, como os problemas climáticos nas COPs (Conference of the Parties - Conferência das Partes), por exemplo, mas nem isso foi capaz. Um completo imbecil deslocado como estadista, só aparecia em público para vomitar bobagens e provocações. Inconformado com a derrota no pleito eleitoral de 2022, debaixo de sua batuta organizou uma avalanche de pessoas simpatizantes de seus métodos para destruir os prédios dos Três Poderes de Brasília (O Palácio do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF)), isso aconteceu num fatídico 08 de janeiro de 2022, conhecida como a "Tentativa de Golpe de Estado" (a Intentona Bolsonarista ou Festa da Selma) com a participação de um exército de pessoas com sérios problemas mentais e olhos sanguinolentos destruindo tudo o que aparecia em sua frente, incluindo-se aí pichações, quebradeira geral e obras de arte e antiguidades de valores históricos inestimáveis sendo danificadas, é óbvio que aquelas pessoas nem tinham ideia do que se tratavam aquelas obras. O tal presidente derrotado usou como justificativa a essa barbárie 'que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil eram propensas a fraudes desde pelo menos 2015', quando era deputado federal, sendo autor de uma emenda constitucional que previa o voto impresso no país. Com mais uma declaração sem sentido ou fundamento, já que fora eleito nessas mesmas urnas com expressiva votação em 2018. Como dizia o escritor estadunidense Kurt Vonnegut: 'Coisas da vida'. Agora o golpista agoniza as amarguras de uma prisão por tentativa de golpe de Estado. Em uma atitude dantesca, mas condizente com seu histórico medíocre, tentou arrancar a tornozeleira eletrônica de maneira bizarra. Dizem que não aguentará, que irá sucumbir aos humilhantes tratamentos dispensados à ele: “É a vida. Todos nós iremos morrer um dia." (sem paráfrase)
Ainda assim, diante desse cenário caótico e horroroso, há os que o admirem, reverenciam-no como ao Hórus vivo na Terra, uma espécie de semideus do Olimpo, desejam desesperadamente que ele saia da cadeia, que assuma o país novamente. Tudo bem que cada qual trilhe seu caminho e suas preferências, mas devido à situação nada normal que envolve essa figura desfigurada, não se sabe a razão de tamanha abnegação. A impressão que fica é que são pessoas sem perspectiva ou qualquer apreço pela sua pátria, haja vista as aleatórias manifestações em favor de seu mito com alusões aos Estados Unidos e seu presidente, outra figura igualmente sórdida, e ao Estado de Israel (?). Isso, como tudo o que essa gente prega, não faz sentido algum. Apesar dessa manada não acreditar, o Brasil é uma nação séria e assim deve ser respeitada. Essa nova cepa é composta essencialmente de funcionários públicos, microempresários, pequenos produtores rurais, aposentados com salários minguados, e, que lástima, que decepção, que tristeza, os professores, meus colegas de trabalho que tanto sofrem com governos que viram as costas para a educação. Essas pessoas, a maioria assalariada, estão malhando tudo o que se passa em nosso país, para eles, nada de relevante está acontecendo, tudo o que o atual governo faz está errado, qualquer coisa, não toleram quem só quer ter um pouco de paz e poder trabalhar. Essa gente só leva em consideração o fato de ser opositor ao atual presidente ou qualquer um que se oponha à eles, isso basta.
"A saúde [bem-estar, bem, salvação, felicidade] do povo deve ser a lei suprema"
Marco Túlio Cícero (106 a.C. - 43 a.C.)




