terça-feira, 16 de dezembro de 2025

SALUS POPULI SUPREMA LEX ESTO





Nem passar a faixa de presidente ao seu legítimo sucessor, eleito democraticamente, esse ser ignobilmente debochado teve a dignidade. Embora ele não saiba ou pense diferente, o país não é dele, não é obrigado a gostar de ninguém, só seria preciso seguir os protocolos, ter respeito pelas pessoas ou ter ao menos um pouquinho de educação. Logo à frente entenderíamos o porque, não faria sentido mesmo. Esse imperador de araque desvairado foi um militar sem qualquer qualificação ou compromisso com as Forças Armadas. Antes mesmo de entrar para o mundo da política, quando ainda era paraquedista do Exército, ficou preso disciplinarmente por 15 dias em um quartel no Rio de Janeiro em 1986, o capitão ativista escreveu um artigo com críticas ao que considerava má remuneração dos militares, desafiando assim seus superiores quando tal publicação desagradou a elite militar. A punição disciplinar ao paraquedista rebelde e aspirante a anarquista em 1986, ainda que modesta, foi a primeira vez que ele foi privado de sua liberdade por desrespeitar as regras. Mas aquela punição acabou funcionando como uma catapulta à sua pífia vida pública. Dentre suas peripécias como militar consta ter elaborado um plano para explodir bombas-relógios em unidades militares da cidade do Rio de Janeiro: "Só a explosão de algumas espoletas", disse o militante terrorista. Sem o menor constrangimento, o homem-bomba deu uma detalhada explicação sobre como construir uma bomba-relógio. O explosivo seria o trinitrotolueno, o TNT, a popular dinamite. A ideia, segundo apuração, seria pressionar o governo sobre os salários e demonstrar fraqueza dos membros do Exército. Arquitetaram um jeito de ele não ser condenado. O caso foi levado ao STM (Superior Tribunal Militar), que o absolveu. Mas de nada adiantou, foi ‘saído’ com desonras depois de planejar esses atentados e desrespeitar seus superiores: "O Conselho decide que  é 'não justificado'. Ou seja, entende que esse militar não pode mais continuar na ativa, por ser uma desonra, por exemplo", apesar de a defesa também sustentar que, diante da dúvida, deveria prevalecer o princípio do 'in dubio pro reo', ou seja, o réu deveria ser beneficiado. Apenas quatro meses depois do julgamento, o  idiota funcional bostializado se elegeria vereador do Rio de Janeiro como um representante dos militares. Começava ali o caminho que levou ele à Presidência e, automaticamente, nossa aflição. Seguiram-se assim outras tantas maravilhas com requintes terroristas a que fomos condenados a assistir. Como político, sua insignificância e negligência são sublimimente abismais, passou a vida às custas de cargos sem qualquer responsabilidade levando consigo sua prole numérica igualmente contaminada, uma praga que vagueia por aí pregando o ódio e lobotomizando seus seguidores idólatras menos favorecidos cognitivamente, um rebanho comprovadamente apalermado. Enquanto isso o então chefe do executivo ficou quatro longuíssimos anos passeando país afora na mais esplendorosa vagabundagem, são seres que sofrem de ergofobia crônica, e na cara de pau que lhe é peculiar almejava mais um mandato, mais quatro anos de aberrações, desrespeito por tudo e todos,  colocando o país em um retrocesso inacreditável para assim continuar infinitamente mamando nas tetas do Estado. Nada de bom aconteceu em seu tenebroso mandato, pelo contrário, foi uma gestão desastrosa em meio a uma terrível pandemia quando a população apavorada precisando de um líder para tomar as medidas cabíveis e orientar as pessoas com o suporte de autoridades médicas e sanitárias esse beócio nada mais fez que atrapalhar o programa de vacinação, contrariar os protocolos e zombar das pessoas. Um sujeito que não passa de um inseto desprezível. O Brasil sempre foi referência nas vacinações até que esse energúmeno apareceu negando e amaldiçoando os respeitáveis órgãos farmacológicos e o PNI - Programa Nacional de Imunizações - e sem nenhuma autoridade médica ou sanitária (muito, mas muito longe disso) orientando a população a se medicar com remédios comprovadamente ineficazes contra aquele vírus mortal. Muitos, pessoas simplórias e outras nem tanto, acataram aquele absurdo se ‘medicando’ seguindo um receituário macabro. Com isso as pessoas passaram a não tomar vacinas deixando de se imunizar se tornando vulneráveis às doenças, principalmente no período da pandemia onde mais de 700 mil pessoas morreram sucumbindo ao vírus da COVID-19. Questionado em relação àquele estado de calamidade pública, como resposta à população o tal ser asqueroso zombeteiramente, entre tantas asneiras, soltou essa: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre". E sobre o número de mortes aumentando assustadoramente disse a um repórter: “Não sou coveiro, tá?". Como suposto chefe de Estado, deveria participar de encontros e conferência com países de todo o mundo para tratamentos de pautas importantíssimas, como os problemas climáticos nas COPs (Conference of the Parties - Conferência das Partes), por exemplo, mas nem isso foi capaz. Um completo imbecil deslocado como estadista, só aparecia em público para vomitar bobagens e provocações. Inconformado com a derrota no pleito eleitoral de 2022, debaixo de sua batuta organizou uma avalanche de pessoas simpatizantes de seus métodos para destruir os prédios dos Três Poderes de Brasília (O Palácio do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF)), isso aconteceu num fatídico 08 de janeiro de 2022, conhecida como a "Tentativa de Golpe de Estado" (a Intentona Bolsonarista ou Festa da Selma) com a participação de um exército de pessoas com sérios problemas mentais e olhos sanguinolentos destruindo tudo o que aparecia em sua frente, incluindo-se aí pichações, quebradeira geral e obras de arte e antiguidades de valores históricos inestimáveis sendo danificadas, é óbvio que aquelas pessoas nem tinham ideia do que se tratavam aquelas obras. O tal presidente derrotado usou como justificativa a essa barbárie 'que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil eram propensas a fraudes desde pelo menos 2015', quando era deputado federal, sendo autor de uma emenda constitucional que previa o voto impresso no país. Com mais uma declaração sem sentido ou fundamento, já que fora eleito nessas mesmas urnas com expressiva votação em 2018. Como dizia o escritor estadunidense Kurt Vonnegut: 'Coisas da vida'. Agora o golpista agoniza as amarguras de uma prisão por tentativa de golpe de Estado. Em uma atitude dantesca, mas condizente com seu histórico medíocre, tentou arrancar a tornozeleira eletrônica de maneira bizarra. Dizem que não aguentará, que irá sucumbir aos humilhantes tratamentos dispensados à ele: “É a vida. Todos nós iremos morrer um dia." (sem paráfrase)

Ainda assim, diante desse cenário caótico e horroroso, há os que o admirem, reverenciam-no como ao Hórus vivo na Terra, uma espécie de semideus do Olimpo, desejam desesperadamente que ele saia da cadeia, que assuma o país novamente. Tudo bem que cada qual trilhe seu caminho e suas preferências, mas devido à situação nada normal que envolve essa figura desfigurada, não se sabe a razão de tamanha abnegação. A impressão que fica é que são pessoas sem perspectiva ou qualquer apreço pela sua pátria, haja vista as aleatórias manifestações em favor de seu mito com alusões aos Estados Unidos e seu presidente, outra figura igualmente sórdida, e ao Estado de Israel (?). Isso, como tudo o que essa gente prega, não faz sentido algum. Apesar dessa manada não acreditar, o Brasil é uma nação séria e assim deve ser respeitada. Essa nova cepa é composta essencialmente de funcionários públicos, microempresários, pequenos produtores rurais, aposentados com salários minguados, e, que lástima, que decepção, que tristeza,  os professores,  meus colegas de trabalho que tanto sofrem com governos que viram as costas para a educação. Essas pessoas, a maioria assalariada, estão malhando tudo o que se passa em nosso país, para eles, nada de relevante está acontecendo, tudo o que o atual governo faz está errado, qualquer coisa, não toleram quem só quer ter um pouco de paz e poder trabalhar. Essa gente só leva em consideração o fato de ser opositor ao atual presidente ou qualquer um que se oponha à eles, isso basta. 

"A saúde [bem-estar, bem, salvação, felicidade] do povo deve ser a lei suprema" 

Marco Túlio Cícero (106 a.C. - 43 a.C.)

 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

PRESCRIÇÃO MÉDICA







Paciente: JMB, também conhecido nos meios intelectuais como ‘Capitão’, 'O Mito’, 'o imbrochável', 'o imorrível', 'o incomível'. 

Médico: alguns milhões de brasileiros muito putos 

Diagnóstico e medicamento:


Paranoia - Transtorno de Personalidade Paranoide (TPP)Transtorno Delirante (tipo persecutório), ou Esquizofrenia: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Confusão mental (?): Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Alucinações - Onirismo (alucinações de sonho), Delírio (estado de confusão com alucinações visuais/táteis) e Esquizofrenia ou Demência (especialmente Demência por Corpos de Lewy: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Paralelismo insistente incongruente: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Fusão cognitiva na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Comprometimento Cognitivo (CC): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Depressão  - Transtorno Depressivo Maior (TDM), Distimia (Transtorno Depressivo Persistente) e Depressão Ansiosa: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Ansiedade - Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico, Fobias, Transtorno de Ansiedade Social (TAS) e Transtorno de Ansiedade por Doença (TAGD): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Transtorno dissociativo: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Soluços incoercíveis (infinito): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Expulsão violenta e súbita de conteúdo estomacal (Vômitos em jatos): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Apneia do sono (Índice acentuado de apneias-hipopneias): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Dispineia (Falta de ar) (já havia prenunciado em plena pandemia em rede nacional): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Hipotensão arterial (Pressão baixa): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Hipertensão essencial primária (Pressão alta): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Doença aterosclerótica do coração e oclusão: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Estenose de carótidas: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Pré-síncope: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Mania obsessiva de perseguição: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Transtorno Esquizotípico (vendo vultos, sentindo alguém observando-o): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Carcinoma de células escamosas "in situ" (um tipo comum de câncer de pele): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Atrofia parcial da parede abdominal (sequela do ataque a facadas): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Hérnias residuais (sequela do ataque a facadas): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Danos estéticos e funcionais (sequela do ataque a facadas): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Efeitos psicológicos negativos duradouros (sequela do ataque a facadas): Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Dissonância cognitiva grave e irrerversível: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Síndrome de Munchausen, também conhecida como Transtorno Factício: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Laceração ou Fissura anal: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Aderências intestinais extensas: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Refluxo gastroesofágico com esofagite: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Pneumonia bacteriana ou aspirativa: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Falta de apetite por não gostar da comida do Flat onde está ‘hospedado’: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Queimaduras - Trauma Térmico (fotoceratite) devido à tentativa de arrancar (sabotar) a tornozeleira eletrônica com maçarico: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Para cada livro lido, o sistema permite abater 4 dias de pena: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Bom comportamento: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100

Obrigado a fazer caça-palavras: Ácido Acetilsalicílico de Aspirina 100 mg

Efetivos colaterais: nenhum 

Genéricos: Cloroquina, Hidroxicloroquina, Ivermectina, Azitromicina, Nitazoxanida e Chá de Carapanaúba, Saracura ou Jambu.

Esse medicamento, também chamado de AAS Infantil, não deverá causar qualquer dano, já que, com suas próprias palavras, também em rede nacional, o paciente em questão atestou ter um histórico de atleta.


Altair José, Dobrada, 25/11/2025



BEM ME QUER, MAL ME QUER

 


Bem me quer (alguns milhões de brasileiros) 

Mal me quer (outros milhões de brasileiros) 

Bem me quer (pobretões que se acham ricos) 

Mal me quer (pobres que sabem que não são ricos) 

Bem me quer (os samaritanos que enviam pixes) 

Mal me quer (os que não enviam pixes) 

Bem me quer (alguns amigos meus, alguns parentes meus) 

Mal me quer (alguns amigos meus, alguns parentes meus)

Bem me quer (os cantores sertanejos) 

Mal me quer (os cantores de MPB)

Bem me quer (pneus, celulares e alienígenas) 

Mal me quer (o careca, a PF e a justiça brasileira) 

Bem me quer (milhares de motociclistas, alguns motonautas de jetski e caminhoneiros rebeldes) 

Mal me quer (a prisão militar) 

Bem me quer (a Papuda)


Altair José, Dobrada 22/11/2025

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

YES, I DO!



Ignorantes dessa terra de contornos bipolares e cérebros descompensados, vocês têm um idioma, então, por que (porque, por quê ou porquê) estão se besuntando com palavras, frases e expressões em um inglês que vocês mal (ou mau) sabem o que significam? Burramente acreditam ser mais chique. Não é não, é o suprassumo da mais cruel idiotia, uma descarada afronta, um disparate, mais uma atitude dantesca digna de pendurar na galeria de ataques à inteligência. Faz a sinapse parecer uma bula de remédio escrita por um jumento. O descarte e o desmonte das morfologias, das sintaxes, das semânticas, das classes gramaticais, das regências é o assassinato brutal desse tesouro patrimonial cultural e imaterial acometido por vocês. A língua de uma nação é seu mais precioso bem. Lesar a pátria virou panfletagem para os colonizados, não têm o menor apreço por seu país e seus símbolos. Uma dica: cuidado com as homófonas heterográficas, por total desconhecimento vocês correrão sérios riscos de caírem em armadilhas e se exporem ainda mais ao ridículo. Ser analfabetos funcionais-monumentais não é bonito, sugiro que façam uma varredura em seus comportamentos e nos parcos conhecimentos que lhes restam e procurem se policiar. Vocês não passam de anglicistas de araque, pois sua insolvência linguística para com sua pátria está há tempos no rubro. Vocês escrevem o que deveria ser seu idioma oficial grotescamente errado e quando arriscam murmurar algumas palavras a coisa piora e é de roer as unhas e doer os ouvidos. Tirariam um sonoro ZERO em qualquer avaliação da língua pátria. O que fazer então? Estudem, leiam, informem-se, é de graça. Eduquem-se! Na combinação de urgência façam um esforço sobre-humano e orientem-se, procurem saldar ao menos parte dessa sua vergonhosa dívida balbuciando e rabiscando corretamente algumas palavras de sua terra, vocês não precisam substituir palavras por outras, é mais sensato, mais bonito, mais inteligente e a maioria irá entender. Não será nada fácil, mas tentem, acreditem, até vocês conseguem, caso contrário serão julgados e condenados por xenoglossia improvável.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

"REI DOS RATOS" (Rattenkönig)





CAPUT (Ementa)


Peço perdão pelo trocadilho, mas jamais tomo partido por quaisquer políticos. NUNCA!! Não tenho aspirações a participar de amálgamas do terror. Sou brasileiro nato, amo meu país com suas diversidades, adversidades e seus históricos muitos problemas, não sou panfletário, sou patriota ‘de verdade’, tenho a bandeira da minha pátria como um símbolo, não como manto manchado de sangue e carregado de ódio, ou criminosamente usada como escudo para imbecis que posam de vaca de presépio e muito menos reverencio a bandeira de outros países como provocações vazias e absurdas, apenas as respeito, como deve ser. Não defendo bandidos, corruptos, golpistas, genocidas, nem vagabundos, faço muitas críticas ácidas, principalmente aos políticos calhordas e quando as faço são para aqueles que não têm qualquer apreço por seu país e muito menos pelos filhos deste solo, e, tanto faz, seja quem for, de que partido for ou de qual lado está, se de direita, esquerda ou de onde quer que seja.  Estão lá para governar o país, foram eleitos democraticamente para isso, então, que o façam com responsabilidade, honre seus governados que abarrotam os cofres com impostos. Lembrando que são funcionários públicos, não concursados, diga-se.


EPÍGRAFE 


Por quase tudo isso não consigo entender algumas pessoas notadamente esclarecidas defendendo baderneiros, racistas, ergofóbicos, misóginos, milicianos, misantropos, negacionistas, aspirantes a golpistas, elegendo pessoas comprovadamente odiosas colocado o país em situações delicadas, conspirando contra a democracia, se aliando à outras nações fuzilando mísseis das mais sórdidas patifarias prejudicando sumariamente seu país e seus compatriotas, se municiam de frases feitas citando países como Cuba e Venezuela em argumentações infundadas aludindo-se ao comunismo com comentários sem qualquer conhecimento e nenhum nexo, clamam por uma liberdade, mas não se sabe qual, não conseguem defender seu político preferido sem disparar comparações com outros, em particular o atual chefe do poder executivo nacional, por quem nutrem um estranho ódio figadal, e muito menos explicar a razão de defender com tanto afinco um cidadão que reverenciam como a um deus, já que não é possível citar qualquer benfeitoria daquele sujeito para com seu país em longínquos anos ocupando as cadeiras do planalto circulando pelos corredores em um infindável ócio, ou no catastrófico período que brincou de governar a nação passeando de motocicleta e jet ski país afora em um momento delicadíssimo na agonia de uma pandemia avassaladora dizimando pessoas, e quando vinha a público era para dizer asneiras e zombar das pessoas diminuindo e desprezando aquela situação terrível. Nesse momento que está fora do poder continua no foco das notícias, ora por denúncias e falcatruas que brotam a toda hora e julgamentos por incitação à uma tentativa fajuta de golpe de Estado, ora angariando seus fiéis usando de má fé se aproveitando da pouca estrutura cognitiva daqueles fanáticos seguidores para arrancar-lhes alguns preciosos trocados via Pix para sua ostentação e para seu filho covarde, canalha e vagabundo que fugiu como um rato para os EUA (prática comum dessa corja) onde fica conspirando contra seu país e sua gente enquanto lambe as botas do outro comparsa,  o déspota que se acha dono do Tio Sam, do nosso Brasil e também do restante do mundo.


EPÍLOGO (é o fim)


Agora a justiça parece ter sido feita e o miserável foi condenado, se será encarcerado não sabemos, já que conhecemos bem a nossa justiça, mas um pouco da alma de alguns brasileiros foi ‘lavada’. No lugar da bandeira verde e amarela vestirá um pijama zebrado – 

Provérbios 24:12: Não fuja da responsabilidade, dizendo: “Não sabia o que estava acontecendo!” Deus conhece os seus pensamentos; ele sabe muito bem o que se passa no seu coração e dará a cada um a recompensa merecida pelos seus atos.

Já esperemos pela choradeira da manada nos quatro cantos do Brasil. Aqueles que se sentirem órfãos poderão espernear e curar sua frustração com protestos (fiquem à vontade para empunhar bandeiras, tanto faz), montar barricadas com pneus, evocar ETs e cantar hinos de louvores evangélicos nas portas de seu novo lar, a penitenciária.

Enquanto o tambor continua sendo tocado pra doido dançar, ficamos com a sensação de que não parece possível que essa cegueira quase patológica juntamente com esse atrofiamento cerebral tomaram conta dessa gente toda, mas se repararmos bem, sim, faz todo o sentido.



quinta-feira, 17 de julho de 2025

HOMENS E ratos

 




 Assim disse-lhes Jesus: "Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando". - João 5:17

“Os projetos melhor elaborados, sejam de camundongos ou sejam de homens, fracassam muitas vezes e nos fornecem só tristeza e sofrimento, em vez do prêmio prometido”. Robert Burns

"Quando ainda estávamos com vocês, nós ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e comam o seu próprio pão." 2 Tessalonicenses 3:10-12

O poeta cantor Gonzaguinha em seu lamento disse que o homem também chora, se humilha se castram seu sonho, sem o seu trabalho ele não tem honra e sem a sua honra se morre, se mata.

Dizem que o trabalho dignifica o homem, então você é um homem digníssimo, trabalha já faz tempo, perdeu as contas, nem se lembra o dia em que começou a trabalhar e continua trabalhando. Aí você paga compulsoriamente um caminhão de impostos. Todo mundo fica feliz pois inocentemente acredita que essa montanha de dinheiro vai retornar como benefícios? Não vai não, é claro que NÃO!!!! (*compulsório, para aquele que não sabe: querendo ou não, meu lindo e minha lindinha, você vai pagar. Algo como um estelionato oficial autorizado não autorizado). Daí você trabalha muito feito um camelo desde muito cedo para poder ter uma vida, senão abastada, pelo menos digna, compra um carrinho financiado, velho com um motorzinho ‘meia-vida’ fumando mais que o garoto Ardi Rizal da Indonésia, uma casinha minúscula também usada caindo aos pedaços e também financiada à perder de vista com um monte de conta vencida deixadas de presente pelo ex-dono, água e luz ‘cortadas’, já faz parte do clube dos endividados com empréstimos bancários consignados que aquele seu simpático gerente te empurrou goela abaixo (esse também tem que pagar), adquire algumas coisinhas para seu bem-estar, dentre elas duas cadeiras de praia, uma pra você e outra pra sua esposa levarem pro litoral uma vez por ano, (mas nem todo ano, né?) e duas daquelas cadeiras de fio trançado bem bacana que você ‘namorava’ nas varandas das casas e sempre sonhou em ter uma igual, até que enfim conseguiu comprar (pagou parcelado, lógico), uma azul e outra vermelha, a azul para você e a vermelha para sua esposa se sentarem à tardinha depois de um estafante dia de trampo para tomar aquela merecida deliciosa cerveja geladinha, ela gosta da Skol e você da Heineken, acompanhado de uma suculenta porção de frios que ela adora ou de frango à passarinho que é você quem gosta mais e trocar umas ideias: ‘como foi seu dia, meu bem...? Assim vai-se caminhando, simplesmente e sempre...

Parece que tudo vai bem e tudo está bem naquela paz que reina soberana, você já está naquela idade do sossego, não dando bola pra mesquinharias, gente mala você quer a quilômetros de distância, conversa mole você só finge que escuta e tá cagando pelo que as outras pessoas pensam ou vão falar de você que quer mesmo apenas trabalhar em paz pra poder ter essas coisas simples que já falei aqui, mas ainda continua trabalhando para que o valor de sua aposentadoria não seja ainda mais irrisório e minguado. A isso costumam chamar de civilidade.

Estrondoso engano, meu caro esfolado contribuinte, o mundo além de ser um moinho é também um calvário. Você trabalha, mas quem não trabalha não poderá se sentar com seu bem para tomar umas cervejas e conversar sobre seu dia de trabalho, afinal, ele não trabalha, jamais trabalhou e nunca trabalhará, já que sempre haverá quem trabalha, trabalhou e sempre trabalhará para eles, os parasitas. Vamos assim à parte suja, o lado emporcalhado dessa terra quase sem dono, as mazelas da vida, das vidas dos outros que atrapalham nossas honestas e singelas vidas. Na contramão da história, por vias sinuosas e sinistras, caminha uma galerinha solta alegremente pelas ruas, antes eram os zumbis endiabrados noturnos com olhos esbugalhados de vagalume, agora estão mais à vontade, vagueiam tranquilamente pelas manhãs e tardes pela outrora pacata cidadezinha, são a escória com olhos vermelhos, estão longe de ser vítimas do sistema ou da sociedade como pregam alguns mimizentos candidatos à canonização, esses demônios de olhos sanguinolentos não trabalham, levam a vida na mais sublime vagabundagem curtindo com  a nossa cara se divertindo com os objetos e dinheiro subtraídos dessas pessoas que falei aí em cima, eu, você, nós, esses malditos estão na surdina dos becos e esgotos sórdidos dividindo espaço com dejetos, ratos, morcegos e baratas (atrapalhando-os em seu habitat) ficam na vigília esperando o momento certo para dar o bote em você, que no seu menor vacilo, que é quando se ausenta para um passeio, uma viagem de lazer ou ir até a casa de algum parente distante ou mesmo para trabalhar, é nesse momento que essa escória vai atacar, invadir e roubar sua casa, quebrar suas coisas, matar seu passarinho, arrancar a cabeça  do teu cachorro e outras horripilantes e criativas artimanhas mais, e reze para que tenha a sorte de não estar em casa, essa subgente não tem nenhuma compaixão. E você, nobre cidadão que paga 40% da merreca que ganha em impostos (de novo, compulsoriamente), o qual vomitei lá no início fica como espectador inerte do caos. Estou ouvindo alguém perguntar ‘e as autoridades, policiais e as outras?’ Essas ‘outras’ autoridades são aquelas que recentemente apareceram como um relâmpago no teu portão ou no Teatro dos Vampiros, que são conhecidos também como TV, para se apresentarem como grandes homens, cidadãos acima de qualquer suspeita, os sujeitos perfeitos para administrar sua cidade e te representar dignamente, alguns até fazem jus a essa estirpe, mas são raros. Passado aquele momento de euforia e êxtase você se pergunta: Cadê eles, os outros? Respondido: Não faço ideia? Daqui exatos quatro anos, eles voltarão no seu portão. 

E os policiais, nobre profissão, assim como os professores são responsáveis pela educação e instrução para formar cidadãos de bem, os policiais são os guardiões da segurança da população para que se sintam protegidos e seguros e tenham uma vida com mais qualidade e paz, mas estes quando são questionados sobre suas ações contra essa bandidagem prontamente te respondem em uníssono e brevíssimo discurso que ‘a nossa cidade não tem efetivo suficiente para patrulhar todos os bairros’, daí você retruca: ‘o que é que eu tenho a ver com isso se já fui informado aqui mesmo que estou sendo desfalcado em pelo menos 40% de minha conta sem minha autorização?’ ‘Cadê essa dinheirama toda?’ Você, cidadão de bem, tem total razão, mas os policiais também estão repletos de razão, ficam de mãos atadas tendo que patrulhar uma área muito extensa com poucos funcionários. E é aí mesmo nesse exato e preciso momento que entram aqueles ‘outros’, são os administradores do município, devem zelar por ele e por seus cidadãos e cidadãs, foram eleitos para isso, estão lá por vontade da maioria da população, nesses municípios, em todos eles, existe um Plano Diretor Municipal, mas raramente são respeitados ou nem mesmo colocados em prática, estão mofando lá nas gavetas das prefeituras. O executivo que gere todos os setores de uma administração deverá solicitar junto ao Estado e à Federação recursos para todos os setores, inclusive para segurança do município para amenizar a vulnerabilidade de seus moradores, não é nada de excepcional, é apenas o cumprimento de seu dever. Sendo assim, os cidadãos e as cidadãs honestos e trabalhadores, agradecem.

Tardinha, quase noite (é o tal happy hour que sua esposa adora dizer com um sotaque sofrível), você e ela chegaram do trabalho, estão, como de costume, na varanda contemplando o movimento da rua felizes da vida bebericando suas cervejinhas geladas, ela, a geladíssima Skol e você, sua deliciosa Heineken, mas não estão sentados em suas cadeiras, aquelas cadeiras de fio trançado bem bacana que você ‘namorava’ nas varandas das casas e sempre sonhou em ter uma igual até conseguir comprar pagando a última parcela dia desses, uma azul e outra vermelha, a azul era sua e a vermelha era dela, sim, isso mesmo que você ouviu, ERA, já que dia desses vocês precisaram se ausentar por alguns dias por um motivo mágico e quando retornaram contaminados da mais inacreditável felicidade e ao chegar em casa perceberam que suas cadeiras já não mais lá estavam, aquela galerinha do mal que vive lá no mais esquálido submundo que eu tive o desprazer de vos apresentar lá em cima espertamente se aproveitou da vossa ausência (vacilo) e visitou sua casa levando com eles suas cadeiras recentemente quitadas, a sua azul e a vermelha de sua esposa, ah, e levaram de ‘brinde’ as duas cadeiras de praia também, você ficou triste, frustrado, mas continuará trabalhando, pois, continua a ser um homem digno, para comprar outras duas cadeiras de área de fio trançado e aqueles sujeitos que não trabalham ficarão na espreita para surrupiar suas novas cadeiras de fio trançado uma vez que essa corja tem permissão constitucional para cometer atrocidades já que são na maioria ‘di menor’, e você continuará trabalhando para poder comprar, entre outras coisas, novo par de cadeiras de fio trançado para sentar com seu bem, tomar umas cervejas e conversar sobre como foi seu dia de trabalho, e aqueles vagabundos que nunca trabalharam, não trabalham e jamais trabalharão ficarão eternamente à margem da sociedade esperando que alguém trabalhe por eles até sucumbirem à míngua com os 'produtos' barganhados lá nas 'bocas' do submundo pelo, inclusive suas duas cadeiras de fio trançado que eles roubaram de você e daqueles que trabalharam para eles, e por fim embarcarão em uma viagem de horrores sem volta com destino certo nas profundezas dos infernos.

Então, ano que vem você e sua esposa não irão para o litoral, não têm cadeiras onde se sentar para olhar o mar, as ondas do mar e as estrelas à noite.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

A ESQUINA



Nos idos de 2009 ou 2010, é claro que ninguém sabe com certeza, eu, Altair José, os cretinos Gustavo Miau, Eder Moutin e o quase terráqueo Estevão, fundamos (sem querer) no boteco de uma esquina qualquer a irmandade suprema cretinesca “Os Cretinos”. Naquelas eras o dono do bar era o Bonazzi, um cara bacana que nos permitiu começar nossa viagem quase futurista pelas estradas do rock 'n' roll, das literaturas, as filosofias e as artes todas. As cervejas eram limitadas, chegávamos , eu e o Miau, de Dobrada babando pra tomar umas geladas e eis que no imenso freeser só havia duas ou três cervejas... E assim começou o que chamaríamos 'nosso espaço'. O Bonazzi abandonou o barco no meio do nevoeiro, ficamos órfãos: "E agora?" - desesperamos eu e o Miau. Logo depois assumiu uma tal Mary, vinda Portugal, mas não vingou, muito mimimi pr'aquele lugar que era especial e por isso tinha que ser alguém assim pra conduzí-lo. Nisso surgiu do nada nosso camarada legalzinho, mas um tanto alheio, tudo que precisávamos. Aquele lugar era frequentado pelas mais diversificadas mentes, umas ácidas, outras avoadas, muitas barulhentas, algumas restritas, mas a coisa borbulhava. Ouvíamos nossa música, customizamos o lugar com temas interessantíssimos entre bandas e cantores de rock e coisas de cinema. Tínhamos como guru um velho safado, incontestável, inexorável, inacreditável, incorrigível, maldito, desgraçado, filho da puta que nasceu, viveu e morreu honrando sua liberdade, o cretino máximo Charles Bukowski que na parede estampava o mural só seu com direito a uma vela acesa o tempo todo. Acima da TV dependurado um banner dele mesmo sentado no ‘trono’ com sua inseparável garrafa de cerveja observando toda a nossa aventura cibigibiana. No corredor estreito dos banheiros o piso coberto com a cara de um político desgraçado pra todos pisarem. Isso era demais, muito massa. Nossa sociedade purista é lógico que não tinha bons olhos pro nosso reduto, mas a gente nem ligava e aquilo não nos incomodava nem um pouco, não mesmo, a hipocrisia e muito menos a soberba não tinham espaço por lá, que se danassem, éramos apenas apreciadores das artes, da boa amizade e, claro, da boa música, do bom e velho  ROCK ‘N’ ROLL  ♫♪♫♪♫♪♫♪

No alto do armário surrado, a parede com marcas eternas de goteiras, instalações elétricas gambiarradas, tapumes de isopor para inibir o som e em meio a pacotes de salgadinhos vencidos e um vidro com salsichas brancas repousava uma lata de cerveja com o escudo do São Paulo que outrora fora vermelho e jazia meio rosado desbotado pelo tempo, motivo pra nossa zoação ao dono, um camarada legalzinho e alheio. Na parede acima do freezer (que nem sempre estava ligado), uma camiseta também do São Paulo, tipo baby-look, que ele jurava ser de sua filha, mas mesmo assim a gente zoava também. ‘Organizamos’ o local, desligamos o Datena e espetamos um pendrive lotado com clipes de rock que nunca conseguimos chegar no final, que pro dono, um camarada legalzinho e alheio, de novo, tanto fazia. O mais engraçado nessa história era o valor das contas, os produtos, todos eles, tinham preços ‘redondos’, mas as contas sempre, todas elas, eram com valores ‘quebrados’ (não tente entender, nós nem ligávamos). Nas noites de sexta e nas tardes de sábado aquilo virava um ponto de encontro da galera sedenta por bons papos, música legal e cervejas mais ou menos geladas e assim reinava o rock and roll, pois só mesmo ali pra tocar esse tipo de música ‘barulhenta’ de rockeiros velhos, barbudos, feios, maltrapilhos, sujos e malvados. Os eventos musicais com bandas contratadas a preços chorados e baixíssimos e a feira de vinil aconteciam esporadicamente, mas o boteco ficava entupido com aquela moçada do bem. Rolava também uma lata recolhendo doações pra custear os lanches para os brothers das bandas que tocavam por pura diversão e amor ao rock ‘n’ roll. Precisávamos batizar o local. Junto com o Gustavo Miau e o também cretino Gustavo Troiano, idealizamos o que chamamos de reduto atemporal, sazonal, astral e contemporâneo da cretinice, e foi fácil achar um nome, era uma esquina que só tocava rock e assim se fez o bar-rock naquela mesma esquina de Taquaritinga, cidadezinha conservadora encravada entre o mar e o deserto pendendo burramente para o lado direito. O dono daquele pequeno e sinistro espaço era aquele mesmo sujeito legalzinho e alheio que fingia não ver nosso ‘estrago’ (talvez não visse mesmo). Sorrateiramente fomos cobrindo o banner do Psol, seu partido político, com colagens, e, claro, mais uma vez o camaradinha alheio não percebeu e começaríamos a fazer o mesmo com a bandeira do São Paulo, seu time do coração, que ele pendurou estrategicamente no meio dos Motörheads, Black Sabbaths, Ramones e dos Pink Floyds, mas não deu tempo. A dica (era melhor seguir) pra quem usaria o banheiro feminino era pra levar uma sombrinha nos dias de chuva e um celular, pois a única garantia era que a porta se fecharia. Nossa mascote, o Bert - um ratinho totalmente cretino, morava na despensa e dividia espaço com a bicicleta elétrica do dono sempre ligada na tomada, uma pilha de latas amassadas e outras bugigangas sem utilidade. O Bert não tomava sol, por isso era quase albino e raramente aparecia, mas acho que gostava de rock. E um visitante ilustre que de vez em quando dava umas bandas pelo ambiente era a barata Franz.

Nosso boteco, lugar estranho que a gente jurava haver um portal, foi aclamado e atestado por gente do ramo como o único no mundo todo. Nesse caso, não poderia durar para sempre. E o dono, o camarada legalzinho e alheio, também não.

Um salve pro nosso parceiro da eternidade Sérgio!


PUSERAM ÁCIDO NO MEU LEITE

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