Linda expressão profanada por muita
gente por aí.
AS LEIS E OS FORA-DA-LEI
A máxima “esse é um país
sem lei” não faz nenhum sentido, as temos aos montes, somos um dos países
do mundo onde mais existem leis, a questão capital da coisa é que,
baseado nessa expressão bestial aí de cima, quase nenhuma dessas tais
leis, nem de longe, são respeitadas ou cumpridas, talvez escorados por cenas de
impunidades que presenciamos a todo momento e que já virou rotina e
ninguém liga mais, ou seja, ninguém está nem aí. O sujeito parece ter
tomado gosto em burlá-las e deve se sentir mais realizado ou satisfeito ao
infringi-las. É só observar nas ruas as atitudes improváveis das
pessoas, tudo o que é proibido parece ser mais interessante
violar.
OS VEÍCULOS E SUA VELOCIDADE
SUPERSÔNICA
Limites de velocidades, sejam em vias
urbanas ou rodovias, não são determinados ao acaso, são feitos estudos por
profissionais para que esses limites se adequem aos pontos onde se faz
necessário, mas os motoristas parecem ignorar isso e só respeitam mesmo, e
muito raramente, onde estão os radares, mas não se engane, não é por
consciência, estão cuidando do próprio bolso, a coisa parece só funcionar
assim e muitas vezes nem isso os intimida. São praticadas velocidades insanas e
manobras mirabolantes desses ases (ou asnos) do volante soltos por aí, e diante
disso tudo o resultado não poderia ser diferente, acidentes terríveis a todo
instante, pessoas inocentes sendo trucidadas. Você já teve a
oportunidade de assistir a uma corrida de Formula 1 ao vivo?
Fácil, é só trafegar por qualquer rodovia pelo país
afora, é quase a mesma coisa, ao menos nas velocidades praticadas.
OS CELULARES E A TOTAL DESNOÇÃO
Um pequeno aparelho de comunicação que
surgiu há poucos anos, uma maravilha contemporânea que revolucionou a
maneira de as pessoas se comunicarem, um avanço significativo na área
tecnológica que caminha a uma velocidade inacreditável. Faz-se quase tudo por
ali. Só se esqueceram de acrescentar no manual do usuário que o ser
humano não é capaz de entender que existem regras e bom senso para
todas as coisas possíveis, falo de um modo geral em todo o mundo. As pesquisas
confirmam que dirigir falando, digitando, lendo mensagens ou qualquer outra
atividade no celular é ainda mais perigoso que dirigir embriagado,
tamanha distração do condutor do veículo, mas se questionado, o motorista dirá,
na maioria das vezes, categórico e com todas as letras: “não tô nem
aí!”. Outro agravante são as atitudes com relação ao “indispensável e
inseparável” aparelho, pessoas caminham pelas ruas, dispersas com a
concentração voltada para o brinquedo eletrônico correndo sérios riscos de
acidentes, quedas e, somado às imprudências dos motoristas,
atropelamentos.
Mas parece não se importarem com isso,
cada vez mais pessoas estão adquirindo esse hábito irresponsável. Está se
tornando raro uma conversa entre pessoas, deixando a impressão que o que veem
naquela minúscula tela de led é muito mais relevante e
interessante que qualquer assunto em uma roda de pessoas, é a
extensão do seu próprio corpo e deixa a sensação de que finalmente se encontrou
um tesouro de valor inestimável nesse admirável e indizível mundo novo. Nem
pense em arriscar uma amigável orientação ou conselho a qualquer um na rua e
ele te dirá, com certeza: “não tô nem aí!” ou um sonoro “vai cuidar
da sua vida”.
Que tal fazermos a nossa parte e pararmos com essa estupidez de dizer 'não tô nem aí!'?
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