Apressadíssimos
internautas/leitores, vamos aos fatos:
O
significado e o rumo que as palavras, as frases ou os gestos estão tomando
rumos cegos, por ignorância ou preguiça intelectual das pessoas, está cada
vez mais insuportável. Pega-se a democracia e a chuta de lado como se fosse um
amontoado de lixo encontrado pelo caminho, cospem na mais imaculada e sagrada
imagem do profeta contemporâneo que tenta se manifestar em silêncio e ainda
postam barbaridades nas redes sociais onde pessoas são condenadas a todo
momento e em contrapartida, senhores de honestidade comprovadamente sórdidas
são endeusados com as honras de um santo e isso tudo com uma naturalidade
espantosa como se fossem os supremos donos da verdade, perdendo-se assim a
noção da mediocridade. A moralidade então... A sintaxe da literatura popular
espalhada a céu aberto não está sendo levada a sério, os conteúdos são
imensos e estão cada vez mais rasos e o conhecimento de causa não conta, pois
estão se manifestando de maneira inócua e sem nenhum apreço. É a
explosão da contracultura onde o idiota preza pela magnitude da certeza, da sua
certeza. Tenhamos muito cuidado ao nos dirigirmos a alguém, palavras podem
colidir com a interpretação errada e a coisa pode desandar e levar a um
desfecho trágico e nem estou falando de palavras homófonas, o mesmo vale para
atitudes. Parece que estamos voltando à idade das pedras, o ser
inteligente que insistimos em nos rotular é a caricatura de traços
horrendos da mais nua e crua realidade. Ora, se somos assim tão inteligentes,
qual a razão de fazermos tantas merdas a toda hora? É uma grandeza, a
estupidez se assola de tudo e não deixa alternativa senão ficarmos abilolados
olhando pro nada e pra nada. Torcemos contra, vibramos como apatetados quando a
coisa dá errado e rimos da desgraça alheia e da nossa também, é o
martírio da indolência infame.
Pra acabar,
estamos à beira de um ataque de nervos, ficamos perplexos com a
degradação da humanidade, nossos irmãos das vizinhanças próxima e longínqua
estão destruindo o que resta de suas pátrias fazendo dos seus cidadãos um
amontoado de refugiados empurrando-os para onde quer que seja, pouco importa,
são só pessoas insatisfeitas, esfomeadas, maltrapilhas, desempregadas, e
pior, não cederiam seus preciosos votos para esses canalhas travestidos de
estadistas. São manchas de sangue escorrendo vagarosamente nas entranhas das
américas, das áfricas, de todos os orientes, ocidentes e demais povos
massacrados.
Estamos
nadando contra todas as marés, sabemos que vamos morrer afogados, mas mesmo
assim lutamos bravamente. É a vã sabedoria popular. A distorção
das palavras, gestos e atitudes que foram espalhadas pelas montanhas, vales,
planícies e cidades, só deixa a certeza que os ocupantes dessa nau sem
rumo não corresponderam aos anseios do criador dessa coisa toda que deve estar
roxo de raiva, vermelho de vergonha e de costas pra tudo isso. Pode assim
fechar as porteiras.
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