Em seu livro ‘Eichmann em Jerusalém’, publicado em 1963, Hannah Arendt, filósofa política alemã de origem judaíca, retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o (em filosofia kantiana, o "mal radical" (em alemão: das radikal Böse) refere-se à propensão inata do ser humano para o mal, ou seja, à tendência a agir de forma contrária à lei moral, mesmo que consciente do seu dever de agir moralmente bem. É uma corrupção que se manifesta na vontade e leva a ações que contrariam a lei moral universal, como subordinar a lei moral a desejos próprios e amor-próprio). Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a filósofa, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso - em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.
Não meus amigos, não se enganem, o mundo não está nem mais nem menos mau, está como sempre esteve: muita maldade, muita crueldade, muito desprezo, muita intolerância, muita raiva, muita arrogância, nenhuma paciência e, pior, nos habituamos com a barbárie, virou lugar-comum, é histórico, e tudo isso faz muito, muito mal pra qualquer tipo de saúde. Em panoramas bem recentes aconteceram e continuam acontecendo terríveis episódios de homicídios, latrocínios, assassinatos, feminicídios, massacres, fuzilamento de pessoas em shopping centers, nas ruas, igrejas, escolas, pontos de ônibus, calçadas, cinemas, eventos, acampamentos de jovens, olimpíadas, todos inocentes, e acontece a toda hora, todo minuto e em todo lugar. Os sombrios campos de concentração Nazistas na Segunda Guerra mundial deixaram feridas que jamais se cicatrizarão, nunca mais, demônios travestidos de seres humanos, basta ver que em seus semblantes escorrem gotas de puro ódio à humanidade e estou falando desses seres lá do passado longínquo, passado recente e aqui do nosso presente cotidiano também, não muda nada, apenas as épocas, quem é mais jovem apenas deverá acompanhar alguns acontecimentos através da história, mas fica fácil traçar um paralelo entre todos os momentos da civilização. Você deve estar perplexo com as constantes manifestações antirracistas nos Estados Unidos onde cidadãos são asfixiados ou alvejados até a morte. Seus crimes? Serem pretos. Esses monstros sem alma e uma plateia imóvel de outros tantos monstros também sem alma não serão punidos aqui, mas deverão queimar nas fogueiras dos infernos até as cinzas, todos eles: ‘I can’t Breathe’. Mas não, isso não é nenhuma novidade, sempre existiu, está bem aí na frente da sua cara, basta voltar pouco tempo pra encontrar episódios idênticos: ‘I can’t Breathe’, ou por aqui mesmo, no nosso Brasil, os nossos assassinos fantasiados de guardas agora estão imitando esses calhordas, exorcizam seu ódio, sua raiva com tanta voracidade que é de chorar. O clamor agoniado, agonizado, agonizante e desesperado por clemência, por piedade, por amor, por misericórdia pela vida se perdeu no vento, ninguém ouviu, ninguém viu, ninguém quis ver, ninguém. Floyds, Ágathas, Garners, Isabelas, Pedros, Joões Albertos, Marias e Josés, e vão-se engordando perversamente as estatísticas, tanto faz, não há arrependimento nem remorso e muitos ainda virão fazer parte dessa lista macabra. Notem ainda que no meio dessas manifestações legítimas o clima é de guerra, violência policial, muita baderna, saqueamentos, depredações, pichações e ironicamente pessoas perdendo a vida em um paradoxo sem sentido algum, é a maldade se manifestando novamente, ela nunca dorme. Agora, tente entender essa tal Ku Klux Klan, também pode ser chamada de KKK, que não é trocadilho dos modismos idiotas
de hoje e que não tem graça nenhuma, ou simplesmente "a Klan", entidade perversa, maligna, pregam o antissemitismo, a supremacia e o nacionalismo brancos (odeia o cidadão só por ser preto), a anti-imigração, a ‘purificação’ da sociedade. Está na ativa desde 1865 com três movimentos distintos, posam maquiados de sangue, artefatos cônicos bizarros escondem covardemente suas caras, ostentam troféus incendiados, tudo regado a muito ódio, muita violência, total intolerância, são consideradas organizações de extrema-direita. O jornalista e escritor americano W. J. Cash, em seu livro de 1941, "A Mente do Sul", caracterizou a segunda Klan como "anti-Negro, anti-Estrangeiro, anti-Comunista, anti-Católico, anti-Judeu, anti-Darwinista, anti-Moderno, anti-Liberal, fundamentalista, imensamente moral e militantemente protestante. Reparou que essas criaturas são 'anti' tudo? E o mais estarrecedor é que estamos observando semelhanças em nossas plagas, sim, é isso mesmo meu caro, entre outras aberrações e absurdos alucinógenos com apologias e disseminação do ódio, a diferença está apenas na logística.
No Brasil já nos acostumamos com tragédias, casos de famílias aparentemente ‘do bem’ que viraram notícias com episódios horrendos, difíceis de acreditar, difíceis de digerir, mas é assim, esse é o ser humano, ele é maldoso, inescrupuloso e vil, sem dó nem piedade, destrói seu semelhante com uma facilidade tão torpe quanto banal. Você está pensando no sentido das coisas? Não pense, não faz sentido algum, não tem lógica alguma, nunca terá e nem vai parar, o homem não quer parar, não consegue viver sem maldade, é o seu alimento, sua razão para viver, diverte-se com isso, é o seu prazer ao seu bel-prazer. E depois tudo vira filme para uma plateia ávida de espetáculos aplaudir.
Quer ver? É só ligar sua TV, também conhecida como Teatro dos Vampiros, está tudo lá.

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