Acompanhamos incrédulos aquela
procissão repleta de vampiros sanguinolentos insaciáveis que começou a ser
articulada há pouco mais de quatro anos e concretizou sua caminhada um tempo
depois com uma adesão absurda de asseclas alucinados, e lá se vão anos de um
cortejo na mais perfeita e horripilante simbiose que se tem notícia, e nessa
era tão cascuda quanto escura, juntam-se a eles nesse momento uma nova cepa de
homens/mulheres-zumbis mal-intencionados e armados até os dentes para continuar
a nos apunhalar nos olhos, nosso coração e nosso fígado sem pudor nem remorso.
Soltaram nos ares da nossa terra ensolarada uma vontade de que houvesse um novo
normal, mas é o quê afinal esse novo normal? Se for isso que estamos vendo,
esse novo normal, vou-me, assim, embora pra Patagônia ou direto pra Ushuaia.
Estamos na era da escuridão, das incertezas, dos homens desvalidos e ainda
assim acreditamos que haja algo de bom nessa esfera em constante transformação
para pior, o mundo está derretendo, as intolerâncias e as maldades são
afloradas, surgem seres estranhos que são aclamados e ovacionados como mitos ou
sei lá o que. No nosso Brasil, são 26 estados da federação mais o Distrito
Federal, é onde está o escritório da matriz, temos uma grande diversidade de
culturas, sotaques e costumes, mas temos também vontades e necessidades
parecidas, por isso (por enquanto) nos é dado a opção de escolhas, podendo
assim decidir, diante das nossas análises feitas pelas realizações em favor do
nosso bem estar, qual pessoa deverá comandar a locomotiva que nos conduzirá
para assim podermos voltar a honrar nossa pátria, sermos patriotas, coisa que
estamos perdendo e isso não é bom, nosso amado país, que tem em sua bandeira um
símbolo intocável está sendo usado como escudo para irresponsáveis. Estamos
assistindo uma metamorfose de valores que não cabe em nossa sensatez, nossos
bens essenciais, como a educação, a saúde e outras prioridades são colocados em
segundo plano ou simplesmente abandonados, qualquer nação que almeja um
desenvolvimento, precisa focar seus holofotes na educação, não precisa ser
especialista para saber, qualquer idiota sabe disso. Existe um grande alarde a
respeito dos resultados das eleições que ocorreram dias atrás, muita coisa dita
sem nenhum limite de noção, atitudes xenofóbicas disparadas por pessoas que se
acham acima de qualquer lei, mas não passam de seres desprezíveis, senhores
escrotos coagindo funcionários a votar em x e não em y, senão sofrerão as
consequências, ora, meu caro, o voto é livre e secreto, contenha-se em sua
mediocridade e esconda-se em sua carapaça de imbecil. Estamos vivendo longos
três anos e tantos dias à mercê de uma turma que brinca de governar, não tem a
menor noção do que é comandar uma máquina administrativa, isto não é nenhuma
crítica, é só olhar, está tudo aí, não passa de um permanente palanque
eleitoral, um período de férias prolongadas com passeios de motos país afora em
uma farra de infrações às leis e berros aos ventos com palavras
inclassificáveis. Não tenho aspirações nem tendências políticas e muito menos
torço para esse ou aquele senhor ou senhora, apenas sou brasileiro e quero
viver bem em meu país, não quero precisar ir embora para buscar isso, seja quem
for o ocupante da cadeira principal da nação, pagamos um caminhão de impostos compulsoriamente
e queremos que nos seja devolvido em benfeitorias e benefícios, é bastante
simples, só isso.
Ficou claro que uma grande parte da
população brasileira, em especial o nosso sul endinheirado e das mil
maravilhas, a partir de Minas Gerais, passando por Rio de Janeiro, Espírito
Santo, o nosso, o meu estado de São Paulo e descendo até os limites do Chuí,
prefere deixar como está pra ver como é que fica.
Nessa afasia de metástase gangrenada
podemos crer que para essa turminha aí esse céu nebuloso é a mais linda das
paisagens.
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